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Tópico: Estádios brasileiros
Marco Antônio
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 Postado em 02/05/2007 9:56:00 AM

Estádios brasileiros estão longe da rentabilidade

São Paulo e Atlético-PR são as equipes que melhor aproveitam a sua estrutura

Gabriel Codas


Atualmente, no Brasil, os estádios de futebol estão muito longe do considerado ideal no que diz respeito a gestão e, conseqüentemente, ainda muito distantes da possibilidade de receber um jogo de Copa do Mundo. A principal fonte de receita nos praças desportivas brasileiras segue sendo a bilheteria e a alternativa para ampliar estes ingressos é locando para outros eventos.

Destoam da regra geral o Morumbi do São Paulo e a Kyocera Arena, do Atlético-PR. O time paranaense cedeu, através de name rights, o nome do estádio para uma fabricante de aparelhos eletrônicos. Além disso, possuí camarotes, restaurantes e lojas.

Já no São Paulo, a principal fonte de receitas (excluindo bilheteria) é a exploração de camarotes e o pagamento do aluguel das cadeiras cativas, que em 2006 geraram R$ 4,8 milhões. A receita total do Morumbi foi de R$ 29 milhões (considerando as bilheterias) com despesas totais de R$ 5,8 milhões. O tricolor lucrou R$ 55,9 milhões com o seu estádio nos últimos quatro anos. O melhor resultado de um estádio no país.

Caso repita a boa atuação da temporada anterior em 2007, o São Paulo deve elevar ainda mais suas receitas provenientes do Morumbi, principalmente pelo fato do ano ter um extenso calendário de shows musicais e outros eventos. Pensando nisso, o tricolor elevou o aluguel do estádio de R$ 20 mil para R$ 70 mil. No caso de jogos de futebol, a taxa mínima é de 12% para os que acontecerem até as 16 horas e 15% após as 18 horas.

O Pacaembu é outro estádio paulista que vive dos aluguéis para eventos esportivos e culturais. O local é utilizado para jogos do Corinthians, além de possuir um clube. A taxa cobrada é de R$ 18,5 mil como mínimo e um percentual da renda nos mesmos moldes que no Morumbi. Por se tratar de um local público, os valores não visam especificamente o lucro, e sim pagar as principais despesas com a partida e manutenção. Para o diretor do estádio, Aléssio Gamberini Junior, um público inferior a 10 mil pessoas já compromete a rentabilidade do estádio.

Já o Mineirão é um dos estádios mais baratos do país para se jogar. Sob o comando da Administração de Estádios de Minas Gerais (Ademg), não existe taxa mínima, sendo cobrada apenas uma participação de 10% da renda bruta. O diretor de promoções da Ademg, Dirceu Pereira, explica que a forma de equilibrar os gastos é contar com outras receitas.

“É responsabilidade da Ademg toda a estrutura necessária para o estádio funcionar no dia de jogos. É o chamado Quadro Móvel, onde o custo é varia de acordo com o número de torcedores. Para obter receita, temos a locação para outros tipos de eventos, como shows, feiras de automóvel, entre outras”, diz.

O Mineirão conta com 32 bares e restaurantes que são alugados por até R$ 400. antes, o valor ultrapassava a casa de R$ 2,5 mil, mas caiu com a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Outra fonte de receita é o aluguel do ginásio do Mineirinho e de apartamentos. São ao todo 330 quartos para quatro pessoas com diária de R$ 60. O estádio recebe em média 60 jogos por ano.

No Rio de Janeiro os clubes constantemente reclamam dos valores pagos para utilizar o Maracanã. A forma que a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) junto com as equipes e a federação local foi realizar rodadas duplas no estádio. Não foi possível contato com o órgão para confirmar a taxa de aluguel, mas estima que esteja entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.


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Johnny
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 Postado em 03/10/2007 11:22:00 AM

Ontem, no SporTV, passou um debate interessante sobre direitos de imagem, exploração de estádios e marcas. Presentes o Presidente do São Paulo, o Diretor de Esportes da Globo e o responsável pelo marketing do Atlético do Paraná.

O que mais chamou a atenção foram as diferenças econômicas, institucionais e até culturais entre o público Europeu e o Brasileiro:

- TV: Na Europa, a programação de qualidade é veiculada pela rede aberta e, com os campeonatos de futebol, não podia ser diferente: 100% das transmissões são via rede paga. No Brasil, que tem tradição de qualidade na rede aberta (imagino o que deve ser a rede aberta da Europa ), a rede paga responde por uma pequena parcela. O Pay-per-view é que vem ganhando espaço.

- HDTV: hoje, o padrão brasileiro de HDTV não está definido quanto a um formato eletrônico que impeça a pirataria do sinal. Não é que ninguém vá poder gravar o jogo para assistir depois, mas que não haja a retransmissão do sinal para outras praças, ainda que com perda de qualidade. É que, com a qualidade do sinal de HDTV, um pirata pode retransmitir o sinal, por exemplo, via internet, para qualquer parte do mundo, infringindo o direito de exclusividade de transmissão para outras praças. Nas próximas Copas do Mundo, sinal de HDTV, só com esse bloqueio de pirataria (o que vale dizer, se o governo enrolar, não vamos ver tão cedo Copa do Mundo em sinal de HDTV, que começa no Brasil em dezembro).

- Produtos oficiais: No Brasil, o camelô concorre com os grandes fabricantes, o que reduz o preço do "produto" que os clubes vendem para as empresa.

- Público nos estádios: O torcedor brasileiro ainda não assimilou a questão do campeonato de pontos corridos. O público médio de jogos mata-mata é maior, pois o torcedor tem a cultura de uma decisão por jogo.

- Venda de ingressos: O maior problema que os clubes encontram é a cultura do torcedor de comprar ingressos em cima da hora. Segundo pesquisas, 80% dos ingressos são vendidos nos 20 minutos antes de começar o jogo. O Atlético-PR pesquisou quantos desses torcedores de última hora comprariam um passaporte para toda a temporada: 80% manifestou interesse, mas, quando se coloca à venda, poucos são vendidos.

- Conforto nos Estádios: a experiência do Atlético-PR esbarra sempre na cultura do torcedor. O torcedor, mesmo tendo a cadeira, não assiste jogo sentado e, ainda que compre o ingresso para determinado lugar no campo, durante o jogo ele quer mudar de lugar (e efetivamente o faz, ainda que o outro lugar que ele escolheu também possa estar ocupado).

- Conclusão: o modelo Europeu, por mais perfeito que pareça ser, tem que ser adaptado para o Brasil (ou então, mudar a cultura do torcedor, a longo prazo). Cabe aos clubes, e isso foi reconhecido por eles mesmos, conversar e tentar as soluções mais adequadas ao mercado brasileiro.

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Coelho
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 Postado em 03/10/2007 11:45:00 AM

...e vem aí A ARENA DO INDEPENDÊNCIA!

Como 'dizem' por aí: ARF!!!!

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Marco Antônio
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 Postado em 03/10/2007 4:25:00 PM

" Conclusão: o modelo Europeu, por mais perfeito que pareça ser, tem que ser adaptado para o Brasil (ou então, mudar a cultura do torcedor, a longo prazo). Cabe aos clubes, e isso foi reconhecido por eles mesmos, conversar e tentar as soluções mais adequadas ao mercado brasileiro"

O clube brasileiro é que tem de se adaptar ao cliente brasileiro também. Se 80% prefere comprar ingresso bem antes , que se monte uma estrutura para vender esse ingresso bem antes.

As vezes fazem mudanças sem pensar no alvo principal . O que o filho do Afonsinho fez no Mineirão foi pior que a administração do pai dele no América.

O mineirão até para a torcida americana ficou desconfortável.

Nessa questão Brasil/Europa o interessante também é a mudança de opinião quando um lado se sente prejudicado.

Grande parte da imprensa defende a idéia de que se é bom para o Europeu deve ser usado aqui.

Quando entra em questão , que lá , jornalista não cobre treinos e tem limite por semana nas entrevistas , aí dizem que esse padrão funciona lá , mas aqui não.

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Coelho
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 Postado em 03/10/2007 5:41:00 PM

Só prá constar: Bem antes, não. Em cima da hora. Aliás é a 'mania' do brasileiro prá tudo.

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Johnny
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 Postado em 03/10/2007 6:45:00 PM

Marco,

O problema que eles apontaram é que, embora 80% tenha interesse de comprar ingressos antecipados, poucos são os que efetivamente compram. Acredito que a questão é facilitar o acesso aos ingressos, nem tanto por colocar mais postos de vendas, mas, por exemplo, receber os ingressos em casa.

Nos Estados Unidos, quem tem a nossa antiga "cadeira cativa", recebe em casa um pacote, via DLH ou UPS, com todos os ingressos da temporada.

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tim
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 Postado em 09/10/2007 1:47:00 PM

Mensagem original postada por Johnny
Nos Estados Unidos, quem tem a nossa antiga "cadeira cativa", recebe em casa um pacote, via DLH ou UPS, com todos os ingressos da temporada.


Caro Johnny,lá funciona porque o número de "americanos" é infinitamente maior do que "cá".
"Brincaderinha viu!".

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Careca Americano
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 Postado em 20/03/2013 8:35:00 AM

Notícia do Estadão de hoje.
Editei alguns trechos.

Pra mim trata-se da mais deslavada chantagem pra forçar Estado a agir,sem dar nenhuma contrapartida.
E vai levar. Aguardem e verão!

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Andrés Sanchez abre o jogo:
'O Corinthians não tem mais caixa'
Ex-presidente afirma que o clube está no limite financeiro e sem financiamento e incentivos fiscais obra no Itaquerão será paralisada
20 de março de 2013 | 6h 00

Clayton de Souza/Estadão
Se faltar dinheiro, Sanchez ameaça esquecer a Copa e fazer um estádio menos ambicioso
SÃO PAULO - A pouco mais de um ano da Copa de 2014, o Itaquerão, estádio que receberá a seleção brasileira para o jogo de abertura, está em xeque. As obras orçadas em R$ 820 milhões podem parar e o Corinthians tem um plano B, o de construir um estádio menor. É o que diz Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e principal articulador entre Odebrecht, governo federal e Prefeitura de São Paulo. O motivo: nem o financiamento do BNDES nem a linha de incentivos fiscais da Prefeitura foram liberados. “Realmente, se até as próximas semanas não adiantar o CID (Certificado de Incentivo de Desenvolvimento) e o financiamento é óbvio que o Corinthians não vai mais ficar pagando juros e vai parar a obra”, ameaçou Sanchez em entrevista ao Estado.

As obras do Itaquerão vão parar por falta de dinheiro, sem a liberação do empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES e também da linha de crédito da Prefeitura (R$ 420 milhões)?
Andrés Sanchez - Quem conhece de obras de Copa do Mundo sabe que tem um monte de coisa que, para o Corinthians, não tem utilidade. Seriam só para os 30, 40 dias do Mundial. E além de gastar agora para fazer tem de gastar depois para desfazer. Já está liberado o dinheiro do BNDES. Foi combinado o CID e o financiamento do banco repassador (Banco do Brasil). É ai que está o problema: o banco repassador está se negando a aceitar algumas garantias que estão sendo dadas. E realmente se até as próximas semanas não adiantar nem o CID nem o financiamento o Corinthians não vai mais ficar pagando juros e vai parar a obra.

Quanto já foi gasto nas obras do estádio com cerca de 70% concluído?
Andrés Sanchez - Até agora foram gastos R$ 478 milhões, mais quase R$ 30 milhões de juros até o final do mês de abril.

Num cenário sem o financiamento do BNDES, no caso de demorar muito para ser liberado, existe a possibilidade de o estádio ficar fora da Copa?
Andrés Sanchez - Lógico. O Corinthians não vai mais permitir que a Odebrecht faça empréstimos-ponte. O Corinthians não vai permitir mais que se pague juros, então vai ter um impasse.

Se isso acontecer vocês trabalham com projetos alternativos?
Andrés Sanchez - Se acontecer isso, remodelaremos o estádio que está praticamente pronto, o Corinthians começa a jogar aqui em janeiro e arrecada mais de R$ 200 milhões só em 2014. Em 2014 já se pagariam quase 50% do estádio. E se tiver Copa do Mundo o time não joga no estádio no ano que vem porque acabou a Copa, o Corinthians vai ter de fazer um monte de obras aqui, pelo menos mais cinco, seis meses para deixar tudo pronto. Com a Copa, ficamos um ano inteiro sem arrecadação, essa é a conta.

Para terminar o estádio só do Corinthians, sem a Copa, quanto de dinheiro seria necessário e quem pagaria tudo isso?
Andrés Sanchez - Mais uns R$ 200 milhões, talvez. E negociaremos com os bancos que fizeram empréstimo com a Odebrecht. Pagaríamos com a receita do estádio, camarotes, publicidade, restaurantes, só que os juros seriam maiores (que os do BNDES).

Falar em Itaquerão sem a Copa é uma ameaça para receber o empréstimo?
Andrés Sanchez - Não é ameaça, é uma realidade. Eu não quero colocar a faca no pescoço de ninguém, eu já expliquei para o prefeito, para o governo... Infelizmente o Corinthians não tem mais caixa e não tem mais viabilidade financeira para pagar mais juros. Acreditem: nós estamos no limite.




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