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Tópico: 3-5-2
Coelho
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 Postado em 22/02/2007 11:30:00 AM

Como agora tem até essa parte para ESQUEMAS TÁTICOS e a próposito que será o esquema usado pelo nosso querido técnico, além de ser um questão que eu lembro de já ter levantado aquí uma vez (e acho que não obtive resposta):

Quando esse esquema 3-5-2 foi implantado aquí no Brasil, "importado" da Europa, diziam - quem entende de futebol - que:

1 - O jogador brasileiro não gostava desse esquema,

2 - Esse esquema só pode ser usado SE na equipe tiver jogadores adaptáveis - pelas características - a ele e

3 - Mais do que os outros esquemas, TEM QUE SER MUITO BEM TREINADO.

Digo isso porque atualmente - e como está acontecendo AGORA com o Vantuir Galdino no AMÉRICA - o técnico chega num time e, de cara, "vou implantar o 3-5-2".

Pergunto:

1 - O jogador brasileiro já gosta do esquema? (Ou aquilo de que não gostava era conversa fiada?),

2 - No AMÉRICA existem jogadores para esse esquema? (Ou também era conversa fiada? Basta escalar que se o jogador for bom joga em qualquer esquema) e

3 - NÃO PRECISA SER MUITO BEM TREINADO coisíssima nenhuma? Jogadores que NUNCA jogaram juntos, até mesmo recem chegados ao clube, fora de posição e depois de UMA SEMANA de treino e uns 3 coletivos podem entrar em campo e 'exercer' bem o esquema?

Tô perguntado (mais uma vez )prá aprender. Se alguém souber responder.

Ahhh, e que a resposta às perguntas seja SIM...

...e AMÉM e SARAVÁ!

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Marco Antônio
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 Postado em 22/02/2007 9:30:00 PM

O original 3-5-2 é ofensivo , com a liberação dos alas. No Brasil é que ficou com o rótulo de esquema defensivo , por se falar em 3 zagueiros , só que a obrigação dos alas é o apoio e não a marcação.

Fabrício quando jogou de ala , com o Edgar e ou Pintado fazendo o terceiro zagueiro foi muito criticado por não saber marcar . Aconteceu até com o Paulo César Bayer.

Se os alas não avançarem , aí sim o esquema torna-se defensivo , quase um 5-3-2.

Sem a presença desse volante que não avança , aí entra um terceiro zagueiro mesmo , fazendo a linha de sempre e ficando um na sobra. Pode ajudar quando se tem algum zagueiro lento . A cobertura do último ajuda.

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Coelho
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 Postado em 22/02/2007 11:35:00 PM

É! Mas e em relação ao AMÉRICA atual? Imagino que a intenção do Vantuir seja que o Luiz Felipe e o Halenn sejam alas mesmo. Mas também não adiantará nada se conseguirem ir ao fundo para cruzar alto para os 'catataus' dentro da área. Ou será que o esquema do AMÉRICA acabará sendo o 3-4-3 com o Maranhão 'lá' na frente?

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Rodrigo Carvalho
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 Postado em 23/02/2007 6:27:00 AM

Não me recordo mquem citou isso, mas concordo (acho que foi o Formiga) com a colocação de que o 3-5-2 é bom para times mais fracos. Se o meio não está dando condições à defesa de ter sempre um na sobra, se o posicionamento em escanteios está deficiente, 3 zagueiros parece ser melhor.

Uma equipe bem treinada nesse esquema costuams er eficiente. O América quando campeão da Taça MG em 2005, jogava no 3-5-2, com o Zé Pena de técnico e mesmo não tendio uma boa equipe, foi eficiente. Era um time lento, pouco criativo mas se fechava bem lá atrás, sob o comando do Wellington Paulo.

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Marco Antônio
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 Postado em 27/03/2007 1:54:00 PM

No Paulista, esquema com três zagueiros é opção em caso de emergência

4-4-2 é o preferido entre os líderes do Campeonato Paulista, enquanto esquema com três zagueiros ainda é visto como opção defensiva

Rubem Dario


Foi-se o tempo que o futebol era apenas 11 jogadores para cada lado buscando a vitória. Com a evolução do esporte, maior preparação física e a inclusão da tecnologia na formação de atletas, os esquemas táticos ganharam tanta importância quanto o “craque” do time.

Os mais conhecidos, e mais utilizados no futebol mundial, são os tradicionais 4-4-2 e 3-5-2, mas os treinadores ainda conseguem inovar. Neste Campeonato Paulista, Emerson Leão, técnico do Corinthians, chegou a afirmar que sua equipe atuava no esquema 5-5, com uma divisão clara entre os jogadores que atacavam e os que marcavam, O esquema parecia funcionar, com a equipe goleando logo na estréia do 5-5 o Rio Claro por 5 a 0, mas a derrota no clássico diante do São Paulo fez com que Leão abandonasse a nova nomenclatura e partisse para o tradicional 3-5-2.

Aliás, o 3-5-2 vem sendo o esquema preferido dos quatro grandes de São Paulo na hora em que são apertados. Nascido na Europa com a intenção de liberar mais os laterais, o esquema ainda é visto no Brasil como “retranqueiro”, por muitas vezes os treinadores segurarem os alas e colocarem mais um defensor.

O Santos, atual líder do Campeonato Paulista não é fiel ao esquema com três defensores, porém nas poucas vezes que o utilizou, conseguiu 100% de eficiência. A equipe titular joga com o tradicional 4-4-2, mas Vanderlei Luxemburgo, treinador do time, optou por mudar a formação em algumas partidas, devido à maratona de jogos entre Paulista e Libertadores. Foram quatro jogos com a equipe formada por reservas em sua maioria, com três defensores, e quatro vitórias.

Em algumas destas partidas, Luxemburgo opta por trocar o esquema tático durante o jogo, tirando um zagueiro para a entrada de um atacante, assim como faz o contrário quando sua equipe está na frente do marcador, acrescentando um defensor. “O treinador precisa estar atento ao andamento do jogo. Uma escolha do adversário pode fazer você mudar seu jeito de pensar e adotar um esquema diferente”, analisa Luxemburgo.

O São Paulo é uma das equipes que utiliza o 3-5-2 como principal esquema tático e foge à regra defensiva dos outros times. Com laterais velozes e que apóiam bastante o ataque, Muricy Ramalho, treinador da equipe, gosta da formação com três zagueiros e a utiliza desde a terceira rodada do Paulista. Coincidência ou não, a única derrota do São Paulo neste Campeonato, (1 a 0 para o São Caetano na última rodada) foi jogando com o esquema com 4 defensores. A equipe entrou com três zagueiros, mas Alex Silva jogou improvisado como lateral.

O Palmeiras, assim como o Santos, só recorre ao sistema com três zagueiros em casos de necessidade maior de proteção ao sistema defensivo. Com a chegada do treinador Caio Júnior, o Palmeiras jogou no 3-6-1 as primeiras partidas, mas com os resultados negativos acabou optando novamente pelo 4-4-2. Durante as partidas, Caio Júnior já alterou a formação tática de sua equipe, mas apenas quando acredita que o Palmeiras precisa manter um resultado.

O Corinthians parece ter se encontrado no sistema com três zagueiros. A equipe ainda mantém vivas as chances de se classificar para as semifinais do Paulista graças a arrancada final, quando o treinador escolheu de maneira definitiva o 3-5-2 como esquema do Corinthians. "Com três zagueiros, os volantes têm um pouco mais de liberdade para atacar. Corremos menos riscos. Estamos encontrando uma formação consistente", diz o volante Magrão, atleta do clube. Na última partida, precisando da vitória, Leão colocou mais um atacante alterando a formação para um 4-3-3 durante o jogo, mas a equipe apenas empatou com o Grêmio Barueri por 0 a 0.

O Corinthians é a equipe, entre os grandes, que mais alterou o esquema tático. O time começou bem o Paulista, jogando no 4-4-2 os primeiros jogos. Foram três vitórias consecutivas, mas as derrotas para Ituano e São Caetano fizeram Leão adotar o esquema batizado por ele de 5-5. A derrota no clássico diante do São Paulo, fez com que o treinador do Corinthians abandonasse as inovações e partisse para o tradicional 3-5-2, esquema que é utilizado até agora.

Entre as equipes do interior não existe um consenso, porém o 4-4-2 é o que mais aparece. Analisando de mais perto, pode-se observar que mesmo nove equipes priorizando este esquema, quatro delas atuam com uma formação diferenciada, com dois zagueiros, três volantes e apenas um meia de criação, enquanto outras cinco preferem o tradicional dois zagueiros, dois volantes e dois meias.

Entre os times do interior de São Paulo melhor colocados no Campeonato, São Caetano e Paulista privilegiam o 4-4-2, enquanto o Bragantino joga mais freqüentemente com o 3-5-2.

Já os quatro últimos colocados, apesar de várias mudanças táticas durante o Campeonato, preferem os esquemas defensivos. Santo André e Sertãozinho jogam na maioria das vezes com três zagueiros, com Rio Claro e Rio Branco atuando na maior parte das oportunidades no esquema com dois zagueiros e três volantes.


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Marco Antônio
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 Postado em 12/12/2007 10:22:00 AM

A mudança do esquema 3-5-2 no futebol brasileiro

Edição de 2007 do Campeonato Brasileiro mostrou que o trabalho de alas começa a se tornar uma tendência no país

Guilherme Costa


Os números podem sugerir uma resposta simples, mas a questão há muito povoa a preparação de equipes no futebol: equipes que atuam no 3-5-2 ganham ou perdem um homem no meio-campo em comparação com os times que usam o 4-4-2?

A cultura histórica do Brasil é direcionada a uma tendência, mas o Campeonato Brasileiro de 2007 mostrou que os treinadores do país começam a mudar a visão sobre esse conceito.

Os maiores exemplos de uma inovação de pensamento sobre o 3-5-2 durante o Campeonato Brasileiro foram o Botafogo, sobretudo no primeiro semestre, e o campeão São Paulo. O time tricolor, aliás, foi o que melhor soube usar a vantagem numérica que esse esquema proporciona no meio-campo.

“O Muricy [Ramalho, técnico tricolor] armou uma equipe em que volantes, meias e alas trocam constantemente de posições. Os alas atacam pelo meio e não apenas como laterais mais ofensivos. Essa é uma visão do 3-5-2 que não é tão comum no futebol brasileiro”, analisou o técnico Antônio Lopes, atualmente sem clube, durante a quarta edição do Fórum Internacional de Futebol (Footecon).

Lopes lembrou que o posicionamento de Botafogo e São Paulo fez com que essas duas equipes tivessem uma vantagem territorial no meio-campo: “Eles realmente souberam se valer do fato de terem cinco homens no setor. Quando os jogadores trocam constantemente de posições e fazem um trabalho tático tão bem montado, a marcação tem mais dificuldade para fechar os espaços”.

No Botafogo, que liderou parte do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca transformou o lateral-esquerdo Luciano Almeida em zagueiro. As alas foram ocupadas por Joílson, volante de origem, e Jorge Henrique, que é atacante.

A estrutura se assemelha muito ao que foi feito pelo São Paulo. O time tricolor usou os meias Souza (pela direita) e Jorge Wagner (pela esquerda) como alas em grande parte da campanha de seu quinto título nacional. E os dois foram incitados pelo técnico Muricy Ramalho a trocar constantemente de posição com os volantes (Hernanes e Richarlyson) e ou mesmo com o meia Leandro.

“O São Paulo chamou atenção por ter um sistema defensivo eficiente, mas essa troca de posições no meio-campo também foi um grande diferencial. A equipe foi muito superior em todos os setores, mas acredito que uma das chaves foi o uso eficiente do 3-5-2”, analisou Alexandre Gallo, técnico do Figueirense.

Além do trabalho de Muricy Ramalho, Gallo lembrou que as características dos jogadores do São Paulo tiveram papel decisivo na elaboração dessa troca constante de posições: “Os jogadores fazem a transição com muita velocidade e normalmente levam um marcador com eles. Assim, abrem espaço para a entrada de um companheiro”.

Para dar ainda mais eficiência a essa movimentação do meio-campo, Muricy Ramalho optou por adotar uma marcação pressão sobre o adversário a partir da intermediária ofensiva. Com isso, os times que jogam contra o São Paulo têm espaço para conduzir a bola até certo ponto e depois encontram uma equipe compactada e armada pela frente.

E quando tentou marcar a saída de bola do São Paulo para não deixar que o time tricolor chegasse ao campo de ataque, Gallo viu outro diferencial na equipe paulista: o goleiro Rogério Ceni, que recebeu na última segunda-feira os prêmios de melhor de sua posição, melhor jogador e “craque da torcida” do Campeonato Brasileiro.

“O São Paulo se fecha e não dá espaço para as equipes respirarem a partir de certo ponto. Nós tentamos mudar um pouco essa dinâmica e pensamos em marcar a saída de bola deles. Então o Rogério entrava no jogo e trabalhava como um homem de defesa. Assim, criava uma superioridade numérica no setor e acabava com a nossa movimentação”, contou o treinador do Figueirense, que também passou por Sport e Internacional durante o Campeonato Brasileiro de 2007.


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Marco Antônio
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Local: Belo Horizonte - MG - BrasilSexo Masculino
 Postado em 12/12/2007 10:24:00 AM

Daqui a alguns anos a participação do goleiro será parecida com a do futsal. Quase que um jogador de linha , no futsal o jogador de linha já é usado.


Aquela vaia quando a bola é recuada para o goleiro será coisa do passado.



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