Garuda no Aiacos vs. Alioth no Fenrir
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 Garuda no Aiacos vs. Alioth no Fenrir
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Tópico: Garuda no Aiacos vs. Alioth no Fenrir
¤AS¤The_Judge¤
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Registro: 16/03/2006
Local: - - BrasilSexo não informado
 Postado em 01/04/2006 6:06:00 PM

Enredo: Alioth no Fenrir encontra-se diante do julgamente de Aiacos de Garuda um dos três juizes um Kyoto, após sua derrota para Shiryu será julgado pelos seu passado e pagará em uma das prisões do inferno.

Local: Morada do Juízo, Primeira Prisão

Abertura: 1/4/2006
Encerramento: 1/5/2006


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Alioth_Fenrir¤AS¤
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Registro: 29/01/2006
Local: BH - MG - Brasil
Idade: 27 anosSexo Masculino
 Postado em 05/04/2006 7:22:00 PM








Céus queimados de agônia notória refletiam-se em suas pupilas estupefatas. Observava, surpreso, o mundo que se abria ao seu redor em gritos fatídicos e pranto infindável. Quão ínfimo era seu corpo diante de um gigante sombrio como aquele? Via-se cercado por um cenário cinza, a sucumbir em seu próprio sofrimento. As lamurias adentravam seus tímpanos como sussurros diabólicos, de um Anjo negro a tocar seus cabelos. Ergueu seus olhos e sua visão transcorreu a enorme escada de mármore, que crescia de forma austera até a Primeira Morada. Seu corpo era acariciado pela chuva fina que caia suave e tímida, tal como o choro de uma criança indefesa. Os soluços desta criança pareciam palpitar em seu coração, definindo o ritmo de seus batimentos. Aquele som, talvez alucinógeno. Mas escutava perfeitamente, a se repetir. Virou-se lentamente, como se a procurar o progenitor de tal pranto, em vão. Alguns passos solitários descreveram sua trajetória indecisa e torta, numa tentativa exaustiva de subir aqueles degraus. Como se fossem seus primeiros passos hesitantes, seus joelhos tremiam e por vezes chocavam-se, até que desabou brutalmente escorrendo por alguns degraus seu corpo regrediu em seu trajeto. Talvez seus membros se rebelassem, não respondendo plenamente a seus comandos. Seus dedos tocaram a superfície gélida de um dos degraus. A chuva cobriu seu corpo. Fluindo acima do mesmo e banhando-o. Seus longos cabelos encharcavam-se aos poucos. Por quanto tempo permanecera deitado? Horas? Dias, talvez. Sua força se esvaia com seu espírito.



Seus dedos pressionaram a escadaria, enquanto seus pés esforçavam-se para firmar-se. Ergueu-se então. Sentia em seus calcanhares seu peso como uma força involuntária e adversária a sua vontade. As gotas de água molhavam seus lábios. Sua língua tocou os mesmos e saboreou o gosto do liquido. Correu seu olhar pela indumentária que cobria seu corpo rápido o suficiente para não perceber mudanças. Sua mente na verdade estava turva, seus ouvidos ainda se ocupavam pelo choro da criança inocente de véu desiludido. Sua carcaça, umedecida pela chuva que o acompanhara pelo tempo indeterminado em que permanecera submerso em devaneios, seguiu escadaria a cima. Aos poucos recobrando sua postura e vigor. Fitou aos céus, parando por momento sua caminhada. Girou o corpo, atentando-se a qualquer coisa que pudesse indicar o ser que criava aquele pranto tão familiar a assolar seu âmago. Além da cortina de cinza que tombava sobre o solo nada mais via. Retomou então seu percurso, alcançando finalmente o grande templo, postando-se em sua entrada. O ruído da chuva por segundos sobrepõe o som melancólico. Entorpecido, confuso. Guiado por seu instinto abriu as portas do desconhecido. Sua imagem aos poucos desapareceu mesclando-se as sombras do local, tragado pela boca do inferno, alcançando o salão de seu julgamento



















Off? Malz turno sux, vou tentar melhorar x.x


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:Aeacos, The Garuda:
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Registro: 28/01/2006
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Idade: 30 anosSexo Masculino
 Postado em 10/04/2006 7:17:00 PM


"Muitos acreditam em destinos, que desde que nascemos já temos o caminho no qual iremos seguir até nossas mortes, mas quem é que traça nosso destino? Deus? Talvez, mas muitos tambem acreditam que nos é quem somos que traçamos nossos destinos."




Me perdia em meus pensamentos naquele momento, aquilo tudo era algo que me agradava, pensamento sobre destino e deus, já tracei muitos destinos então será que eu era um deus? A única coisa que sabia é que logo iria traçar mais um destino.
Um silencio total abitava a primeira morada que seria o local do julgamento de mais um infeliz, logo ao entrava podia ser ouvido meus passos batendo sobre aquele velho marmore que cobria o chão da morada do juizo.




" tsc tsc tsc... pobre coitado... mais um que morreu e veio para o inferno por culpa de ser fraco..."




Dava para notar na face daquele ser que era um guerreiro e tinha lutado até seu fim, talvez seria uma boa opção para o exercito de Hades já que em breve pretendia invadir o santuário para derrotar Atena.




- Hummm... seu nome é Fenrir, ex guerreiro Deus que defende Hilda de Polaris que rege em Asgard como representade de Odin na terra...




Observava atentamente o passado de fenrir, cada pecado de seu passado me interresava, talvez seria uma opção para Hades....




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Alioth_Fenrir¤AS¤
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Registro: 29/01/2006
Local: BH - MG - Brasil
Idade: 27 anosSexo Masculino
 Postado em 12/04/2006 7:04:00 PM



















A luminosidade, ainda que quase mínima, feria a suas pupilas mortalmente, estas que se esforçavam em assimilar a imagem borrada daquele amplo aposento adornado pelo mármore ancestral. Levou a mão à altura dos olhos e ocultou-os por trás da mesma, protegendo-os da luz fria e impiedosa. O pesar de seu corpo o fazia pender delicadamente de um lado para outro, em um duelo para com seu próprio desequilíbrio que poderia surgir a qualquer instante. Com algum receio, foi afastando a mão trêmula de seu rosto e percebendo então a estranha figura que se encontrava sua frente, não era capaz de definir com precisão a distancia, suas noções de espaço e tempo estavam muito limitadas, embora não entendesse o motivo. Como se todo seu corpo estivesse em profunda dormência. Ironicamente aquele tão vigoroso corpo de outrora agora se tornava uma carcaça traiçoeira e falível. Sua mente atingia as mais diferentes sensações e o reflexo disso era confusão total de seus sentidos em uma sinfonia caótica.Onde estaria? Correu os olhos com lentidão pelo recinto e para sua surpresa deparou-se com uma silhueta de ébano, margeada pela luminescência local, e em sua visão debilitada ganhava contornos evidentemente macabros. Espremia os olhos, em uma tentativa de distinguir o que seria aquela sombra em especifico diante de tantas outras que o cercavam, pois se via entranhado por um jogo de luz e sombra. Notou as asas obscuras que abaixo de si abrigavam o homem, seria talvez um Anjo?Não era capaz de enxergar a face deste. Um ser angelical que nas sombras se escondia. Estranho Anjo.










Seus ouvidos silenciavam-se. Golpeados pela ilusão. A mudez imperava absoluta embora visse que o Anjo Estranho movia seus lábios, mas para o nórdico som algum se produzia. Como se no liquido rubro e quente em suas veias também fluísse um forte absinto, embriagando-o. Existisse ou não alguma substância alucinógena em seu corpo, estava completamente restrito de seus atos e com a mente, seu maior templo, envenenado. Privado desta maneira da compreensão de qualquer sucessão de eventos, casuais ou não. Oscilavam em sua cabeça latejante, palavras soltas e desconexas.


















Estranho Anjo....

Mamãe...

Mamãe.... Lembranças....




















Ao findar destes devaneios brotou em seu intimo um ruído, primeiramente baixo – quase inaudível- e incompreensível. Contudo, era de natureza crescente e estridente. Mais uma vez a lamuria emergiu, estraçalhando o silêncio, como o tocar de um sino de melodia monstruosa. E, curiosamente, aquele pranto lhe parecia tão familiar. Tentou formular suas palavras mas elas entalaram-se em sua garganta emboladas e secas ocasionando uma pontada dolosa e aguda. O caminho até o Estranho Anjo naquele momento parecia tão longínquo... E os gritos de desespero em seus tímpanos o acompanhavam a cada passo vitorioso. Deveria chegar ao Anjo, e ver tua face.












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Onde...Onde estão minhas lembranças, Estranho Anjo?













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:Aeacos, The Garuda:
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Registro: 28/01/2006
Local: Cannabis - - JM
Idade: 30 anosSexo Masculino
 Postado em 18/04/2006 9:27:00 AM


Podia notar em sua face seu estado fisico naquele momento, era apenas um pobre coitado prestes a conhecer seu fim, notavasse em seu olhar uma profunda tristeza um ser que nem se quer tinha mais controle sobre seu corpo.
Minha caminhada continuava em direção a mesa que encontrava-se entre eu e aquele que logo iria traçar seu destino final, o som de meus passos faziam eco naquela sala, meu olha passava levemente na direção de Fenrir, abria o livro dos pecados que estava sobre a mesa, meu olhar fixava-se sobre tudo aquilo que lia, seu passado era algo que eu tinha acertado na primeira vez em que tinha visto esse guerreiro.
Todos aqueles pecados cometidos tinha uma resposta, somente uma resolveria tudo aquilo, sua infacia pessima causou tudo, um menino criado pelos lobos cresceu odiando todos os humanos e apenas tendo afeto pelos animais que o rodiavam.




-Fenrir, vejo em seu passado coisa que me agradaram, já lutoi contra a Deusa Athena a qual iremos entrar em guerro em breve, vocÊ será um de poucos que terra esse privileio... irei lhe dar a vida novamente se jurar lealdade somente a Hades-Sama, caso contrario ira ser torturado eternamente na Quarta prisão que é a que você mais se encaixa, uma pessoa cheia de Odio...Decida Fenrir...




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Alioth_Fenrir¤AS¤
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Registro: 29/01/2006
Local: BH - MG - Brasil
Idade: 27 anosSexo Masculino
 Postado em 23/04/2006 10:10:00 PM











Palavras ressonavam em sua mente em um latejo incomodo e incompreensível. Alastrava-se pelo vazio inupto de sua cabeça, chocando-se com seus limites e retornando a seu centro...ecoando de forma vaga. Após instantes seu corpo despertou à proposta que lhe foi feita e com lentidão assimilou cada gesto, muito embora seu estado deplorável o impedisse de desenvolver ações imediatas. As gotas da chuva escorriam pelo seu corpo úmido e ainda o refrescavam apesar de já se refugiar da tempestade branda. O homem trajado em trevas, seu Anjo Estranho, dava um salto em seu destino. Para seu organismo que se produzia como uma replica perfeita do momento anterior a seu óbito nada se passara desde então. Aliás, não somente o recipiente mas também seu espírito encontrava-se estagnado. Mas o que lhe era oferecido? O findar do seu tormento de empáfia absurda. Seus olhos o traiam e brincavam com sua imaginação, alimentando-a em visões difusas e sombrias.




Era deveras irônica a definição de prisioneiro entre ambos. Ambos amarravam-se – tal como fantoches- as cordas dos dedos trêmulos que os guiavam. O espectro caminhava sob suas asas frias que abrigavam o inverno da descrença. O que quer que toque se extinguia. Sim, era nisso que estava imerso. Em um inverno tão denso que as lembranças das terras nórdicas pareciam confortantes. Por qualquer faísca que lhe trouxesse calor estava a procura, nunca se imaginou preso em tamanha solidão e gelidez. Não que sua carne se cobrisse pelas farpas brancas da estação branca, mas seu ser por inteiro via-se atado e frágil como cristal tênue.




Sabia que estava sozinho, mas seu Anjo estava a o observar. Sua respiração ávida por desgraça era como um ruído estrondoso para o Lobo. Seus pés tentaram se mover, esmagando seu nervos em uma explosão de dor, pontadas dolosas em seu tornozelo, o grito de sofrimento foi abortado na mudez de sua garganta.







Anjo Estranho.... Minhas Lembranças.....

Por que devo ser julgado..Estranho Anjo...?

Eu fui o produto e não o produtor... Mas aqui...posso ter minha inocência de volta...

Deixar a máscara do lobo desabar?

Não...Estranho Anjo... Eu só busco por descanso... Vá embora....Fuja do Lobo em mim....

....Antes que ele o devore...








Eram silabas espaçadas e mal pronunciadas. Esforços frívolos. Estagnado em seu próprio inverno, ansiava pelo verão e o voluptuoso rubro por do sol. O Astro Rei que jamais viu, talvez se fechasse os olhos, definitivamente, o enxergasse.








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