The Land of Ice
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 Asgard
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Tópico com 407 visitas e 5 mensagens
Autor
Tópico: The Land of Ice
___mizar no syd ~
Pato de Circo ;__;

Postagens: 81
Registro: 30/01/2006
Local: Asgard - SP - BrasilSexo Masculino
 Postado em 08/02/2006 7:40:00 AM






Asgard é um local mítico situado nas montanhas longínquas da europa oriental. Ainda mais isolada da sociedade do que o próprio Santuário de Athena, o País do Gelo carrega o fardo de proteger as terras do norte e retém como missão especial impedir que o gelo do ártico derreta. Assim como em outros lugares politeístas, Asgard também é regida por um panteão de deuses, os Aesir, onde Odin reina absoluto e é, por mérito próprio, a divindade mais adorada. As terras nórdicas possuem particularidades impressionantes, muitas das quais vistas como maldição pelo povo asgardiano, o clima exorbitantemente gelado, por exemplo, é uma delas; outra peculiaridade interessante é a famosa lenda de mau-augoro dos gêmeos. E ninguém melhor para expressá-la do que um famoso habitante e protetor de Odin...











— Esta foi a primeira vez que nos vimos...
Bado... Por onde você anda, irmão?


A voz melancólica, consternada, deu lugar ao sussurrar uivante de uma intensa brisa ártica, e logo o fez também com o rosto afilado de um jovem de cabelos verdes; que mesmo trajado em roupas completamente inapropriadas para o duro clima polar, parecia não se importar muito com sua situação - aparentemente sem rumo, à esmo, Shido não ditubeava e mantinha-se sempre em frente. Em busca de algo inexoravelmente intangível.







"Irmão... não sei porque você fugiu assim, depois de tanto tempo.
Tenho tanta coisa para dizer, para ouvir... nosso elo
fraternal me guiará até você. Eu tenho certeza!"



O protetor de Asgard trilhava um caminho tortuoso rumo adentro da floresta pintada de branco. Nada parecia ser obstáculo para ele - nem mesmo a própria natureza. Talvez ele fizesse mesmo juz à sua alcunha mais famosa - Tigre do Gelo - e nem mesmo o clima polar causticante pudesse detê-lo, ou talvez sua força de vontade fosse tão grande, que nem mesmo as tempestades enviadas por Odin seriam capazes de pará-lo. Ele encontraria o seu irmão. Custe o que custar.



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___alkor no bud ~
Pato de Circo ;__;

Postagens: 54
Registro: 30/01/2006
Local: Asgard - SP - BrasilSexo Masculino
 Postado em 08/02/2006 8:15:00 PM







"Porque? Porque ele continua a me seguir? Após tudo oque fiz, tudo oque causei, como ele ainda pode me seguir? Por mais que você me siga, eu nunca lhe pedirei desculpas meu irmão. Pois sei, que aquilo que eu fiz não tem perdão. Meu destino é vagar por essas terras gélidas como um nômade, uma sombra e aparecer somente quando Hilda me solicitar. "

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Em meio as terras gélidas de Asgard, a figura branca misturava-se naquela paisagem, como se estivesse se camuflando, deixando em destaque apenas os olhos escarlates do tigre e a capa, que movia-se graciosamente em meio aquela tempestade de neve. A cada passo naquele local, ficava mais distante das pessoas que gostava. Mais distante do seu povo, da sua família, do seu irmão. Aquela era sua sina, sempre manter-se nas sombras. Afinal, era o Tigre das Sombras. Era Alkor. Era Bado. E assim o Guerreiro Deus continuava sua caminhada rumo ao nada, até que sentiu aquela presença. A presença em que ele sentia, desde o dia em que resolvera se afastar de Asgard, mas nunca havia sentido ela tão perto, tão próxima. Shido. Seu irmão havia apurado seus poderes, conseguia encontra-lo mais rápido agora talvez. Não importava. Shido aproximava-se dele rapidamente, Bado podia sentir. Em poucos minutos, o irmão estaria ali. Deveria ficar? Deveria partir? Deveria pedir as desculpas? Não, jamais. Atos como aquele, não possuem perdão. A mente de Bado tornava-se confusa, lembranças do passado tomavam sua mente, revelavam-se como sombras. Revelavam-se como ele, outrora fizera naquele fatídico dia.
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"Naquele dia, eu envergonhei a elite de Asgard. Nós, que sempre lutamos para defender a paz neste mundo e que sempre defendemos a Terra da catástofre que poderia atingi-la caso as geleiras derretessem. Eu transformei tudo isso em uma mentira. Os outros tinham motivos...Haguen, Mime, Thor, Alberich e até Siegfried. Todos, estavam enganados por Hilda. Mas eu não, não me preocupei com as ordens que ela me dava. Apenas me sentia feliz de ter aquela tarefa...a tarefa de matar meu próprio irmão. A tarefa, de deixa-lo morrer nas mãos de um cavaleiro e tomar seu lugar."



"Lutei cegamente, em fúria. Talvez, pela morte de Shido. Talvez, por eu não o ter matado. Não posso dizer exatamente oque senti. Aconteceu uma briga entre irmão. Fênix, irmão de Andrômeda defendeu seu irmão bravamente, me mostrando o verdadeiro caminho. O caminho, que ele seguiu, e que eu deveria ter seguido a muito tempo atrás. Agora, não existe mais volta...devo continuar minha caminhada, no caminho que escolhi. Não posso mais conviver com meu irmão."

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Bado parou em meio a neve, a capa esvoaçava cobrindo o corpo do rapaz. Pensava, pensava, tomava certeza daqueles pensamentos anteriores. Convencia o seu lado fraterno, o lado que pedia, que gritava para que ele voltasse e encontra-se seu irmão Shido. O lado que implorava para ele lhe pedir desculpas. O lado humano. Mas, era ele ainda um humano? Depois do que fizera, não passava de um animal, de um tigre. Um tigre das sombras. Ele mesmo escolheu aquele caminho, ele mesmo desejou tudo aquilo. Realmente, não tinha volta. Bado retirou o elmo da armadura de Alkor, colocando-a de frente para o seu rosto. Olhava no fundo daquelas safiras vermelhas, e via ali, o seu reflexo. Observou o elmo por instantes, até joga-lo contra a neve com certa displicência.
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-Nada representa melhor aquilo que eu me tornei, do que esta armadura e este elmo. Um tigre. Um ser, que mata para sua própria satisfação. Espero que encontre este elmo, Shido e entenda meus sentimentos e finalmente pare de me perseguir. Talvez, me livrando dele...eu possa encontrar minha verdadeira essência, encontrar o ser humano que reside dentro de mim. E você, meu irmão, deve reconhecer a fera que existe em mim, através deste elmo. Para que, caso ela retorne algum dia, você possa mata-la sem hesitar.

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Lançava aquelas falas ao vento, com os olhos fixos no elmo na neve. Os olhos escarlates de Alkor continuavam a olha-lo fixamente, quase que brilhando ali em meio a neve. Olhavam-no como se cobrassem algo dele, se cobrassem a sua volta a Asgard. Mas Bado não estava pronto, ainda não. Precisaria de tempo para pensar em tudo aquilo que fez, precisaria de mais tempo entre as sombras. Ele virou-se, os cabelos verdes bailando ao vento gelado de Asgard , e então caminhou em meio a floresta até misturar-se as sombras.
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•Amamiya Shun•AS•
Pato de Circo ;__;

Postagens: 383
Registro: 28/01/2006
Local: Porto Alegre - RS - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 09/02/2006 11:06:00 PM

• Muita coisa havia acontecido nos últimos tempos, talvez... até demais. Logo não seria inesperada uma demora para tudo voltar ao normal. Independente disso, a estranheza das situações atuais instaurava um certo desconforto no âmago de um jovem; antes, sempre leal e obstinado guerreiro, porém... seu orgulho o havia forçado a entregar-se à raiva, abandonar a razão por um sentimentalismo descontrolado. No final de tudo, havia se convencido – da pior forma possível – de que estava errado.
Depois do terrível incidente entre Asgard e o Santuário da Grécia, tendo como pivô as ambições maldosas do Reino de Atlantis, as coisas nunca mais voltaram ao igual no Palácio Vallhalla. Embora não tivessem mudado seus sentimentos, o jovem Hagen não podia deixar de sentir-se angustiado pela mudança no relacionamento dele com a bela Fleur. Ele não conseguia mais fitá-la nos olhos, mesmo ela sendo uma pessoa tão dócil... porém, as lembranças o perseguiam como malditos fantasmas a infernizá-lo. Ele estava errado e... ele preferiu se colocar ao lado de Hyoga. Ele, incluisve, erguera seu punho contra ela – Fleur estava certa ao fazer isto e Hagen não a culpava, entretanto, não conseguia mais falar com ela como outrora.•



“Não... não posso.”

• Hagen observava a bela amada de longas e volumosas madeixas áureas a contemplar a formosura das raras flores que conseguiam nascer em ambiente tão hostil. Ela era tão pura, tão nobre.... Hagen não conseguia se aproximar, limitava-se a olhá-la calado, de longe, tentando não ser notado. Suspirava lentamente como se fosse a única coisa que pudesse fazer.
Alguns pensamentos se faziam insistentes em sua mente, martelando-lhe dia e noite. Um homem escolhe seu próprio caminho, portanto, deveria aceitar o resultado de seus atos; seus atos o haviam colocado naquela situação – quem sabe, algum dia, conseguiria pagar por seus pecados e andar de rosto erguido novamente.
Sim, o senso de honra de tal Guerreiro Deus era latente e estava deveras ferido. Como de costume em horas de humor instável, Hagen logo dirigia-se para um determinado local. Seus passos eram firmes e decididos, havia esquecido de andar com suavidade. As folhas secas no chão faziam um certo ruído ao serem pisoteadas, algumas eram espalhadas pelo movimento dos pés do guerreiro – Fleur, rapidamente, virava-se e via o jovem partindo.•



Hagen...

• A jovem notara que Hagen estava se comportando de forma estranha, porém, o que poderia fazer?
E então, o Guerreiro de Merak corria velozmente por aquela densa neve, deixando suas fundas pegadas... perseguia a maior fonte de calor de Asgard, local onde onde o Guerreiro Deus nascera em seu âmago. Tão logo corria, via-se diante de uma enorme caverna. Ali, dentro daquele fatigante calor, esgotaria-se fisicamente; treinar duro era uma válvula de escape para suas aflições.•



“Como Sleipnir, hei de ser digno de servir à Odin... e então novamente cavalgar imponente nos céus. Porém, tenho um longo caminho a percorrer... para purgar os meus pecados.”

• Contemplava sua própria indumentáriam sacra. O ar quente gerado por aquele lago de magma não mais incomodava aquele esguio corpo. Hagen estava habituado desde pequeno às antíteses climáticas a que era submetido, porém, no fim... fora derrotado por si mesmo.
Golpeava o ar com violento ímpeto, erguia bruscamente sua cosmo-energia tornando-a tão quente quanto à lava; então, numa explosão de onda energética, fazia tudo congelar em questão de segundos. Vivia de extremos.
O suor escorria por sua face, como se de seus poros fosse purgada não só a água corporal, como o peso de seu incômodo – mesmo que temporareamente.•



Turninho porco apenas pra interpretar um pouco. ^.~


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___mizar no syd ~
Pato de Circo ;__;

Postagens: 81
Registro: 30/01/2006
Local: Asgard - SP - BrasilSexo Masculino
 Postado em 10/02/2006 2:05:00 AM



— A Armadura de Mizar... parece que o meu
cosmo debilitado pelo frio atraiu sua proteção!
Graças a Odin... mal sinto minhas pernas!





"Agora nada poderá me impedir de achá-lo, irmão."


E quando tudo parecia estar perdido devido ao frio tórrido que castigava Shido, a Estrela Zeta não falhou em mandar-lhe a proteção sagrada para que o Guerreiro Deus prosseguisse em seu intento. Agora, recoberto pela mística indumentária do Tigre Negro, nada iria pará-lo - somente a vontade dos Deuses.





— Mande-me um sinal, irmão. Por Odin... aonde
diabos você está?! M-mas... o que é isso? O elmo
da vestimenta de Bado... também posso sentir a
presença de suas pegadas, embora elas já tenham
sido apagas pelas tempestade de neve. Irmão...


Os sentidos felinamente aguçados de Shido foram capazes de perceber o elmo sob a fina camada de neve seca. Certamente, aquilo lhe encheria de esperanças - embora, para Bado, isso não fosse tão bom. E aproveitando-se das habilidades extras recebidas durante seu treinamento de guerreiro, Shido afiou sua visão sensorial e pôde notar, arcaicamente, a direção ao qual Bado haveria de estar - norte. O Tigre do Gelo não se conteve, desde quando iniciou sua "caçada" rumo ao irmão, não havia demonstrado nenhum sentimento sequer, reprimia suas emoções a fim de não se distanciar de seu destino, mas agora, com esse "sinal"... Shido não se conteve e gritou - um brado forte, potente, um rugido.





— BAAAAADOOOOO!


O grito ecoou de forma gutural, cessando em poucos segundos após o eco resultar num rugido de tigre. Quando o silêncio polar voltou a imperar, regido somente pelos murmúrios do vento, passos na neve puderam ser ouvidos - somado ao queimar de um cosmo sereno e ao fulgor de uma vontade impressionante. Pôs-se a notar à figura de Shido arrancando em alta velocidade para o norte, o elo de sangue compartilhado pelos irmãos fora reavido a partir do momento em que o Tigre Negro captou as pegadas de Bado - e partiu, ínfrene.





"Irmão! Já estou indo..."


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Eternal Hyoga AS
Pato de Circo ;__;

Postagens: 445
Registro: 28/01/2006
Local: Centrefolds - RJ - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 18/02/2006 12:01:00 AM






















As potentes rajadas eólicas arrastavam consigo toda a imensidão alva da inóspita Asgard. As copas das árvores sacolejavam com o assaz abrupto expirar divino. Os flocos cristalinos vertiam do céu em fugaz queda, tentando, talvez, se desvencilhar da maldita sorte que fora reservada àquele local. Um mundo de sofrimentos...um deserto gelado nos confins do planeta. Terra regida por Hilda de Asgard - representante de Odin. Desde os primórdios da existência, jamais fora relatado um resquício da presença dos morenos raios do astro rei naquele local. Talvez, a maldição que fora imposta àquele lugar provocasse até mesmo o temor da imponente estrela a fulgurar nos céus...







"Tamanha é a tolice destes homens,
que acreditam que ajoelhar perante
uma estátua e agradecer o que não
recebem poderá lhes propiciar um
amanhã mais digno...
O amanhã só raia para aqueles que
merecem tal honra...
A ignorância desse povo vai tão
além que eles depositam seu futuro
em um sonho...sequer têm forças
para construir seu próprio futuro.
Afinal...as engrenagens jamais
mudam para certos viventes
pelo simples fato de não serem
viventes e sim...marionetes."





As assaz cortantes jóias lapidadas incrustadas em sua face deixavam se perder num longínquo devaneio. O cabelo esvoaçava sem sequer representar alguma resistência ao ímpeto proposto pelas correntes de ar - que passavam a varrer a límpida brancura. Sentada em uma pedra, a estrela delta esquadrinhava e dizimava suas dúvidas. Por muito, aquela mente brilhante ficara apenas a exercitar a auto indagação. Não havia empecilhos para a mente daquele homem. A única barreira que lhe fora imposta era seu próprio "eu". Os lábios bem detalhados num rubro singular denotavam a intensidade daquela face. Era enigmático - de fato. Sua sapiência lhe dava um ar altivo, que - por mero acaso do destino - se contrastava com fortes doses de escárnio e deboche. Aquele mundo à sua volta era apenas um...brinquedo.







"Homens dançam na mão de deus...
ou deuses apenas existem por
vontade dos humanos?
Que grande piada...
O mundo governado por um ser
fantasioso moldado para
satisfazer o vazio existencial das
pessoas...
Então...eu serei deus..."





Gostava de debater consigo mesmo. Era, de fato, mais proveitoso que jogar pérolas aos porcos, ou seja: tentar, em vão, demonstrar a grandiosidade de suas filosofias às pequenas marionetes de uma estátua. O demônio de Megrez continuaria ali, até que sua quietude o abandonasse. O interior da floresta Ametista era um lugar bem agradável a ele. E ali, Alberich ficava no grandioso palco criado por sua mente, no qual ele era o grande protagonista...







_____________________________



[OFF:] Já que a saga se encontra
parada, eu vim aqui turnar
porcamente de Alberich para pura
e simples diversão. Se alguém
desejar contracenar, apareceça na
floresta ametista. Fiz algo bem
simples, sem delongas. Apenas
para matar a saudade dos turnos.




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