•Santuário de Atena - Chronicles of one to hiss frozen in the heart of the men•
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Tópico: •Santuário de Atena - Chronicles of one to hiss frozen in the heart of the men•
Eternal Hyoga AS
Pato de Circo ;__;

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Registro: 28/01/2006
Local: Centrefolds - RJ - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 30/01/2006 5:08:00 AM

Asgard. Terra do eterno sofrimento. As noites parecem não ter fim nesse mundo de gelo eterno. Lugar jamais tocado pelos raios de sol, seu povo sempre foi detentor de uma fé inabalável - apesar das enormes adversidades impostas. E visando a melhoria da qualidade de vida para seu povo, Hilda de Polaris - representante de Odin na Terra - decide ter com Atena - um dos pilares de defesa do planeta - para tratar dos assuntos correspondentes a seu povo. E então, acompanhada de seus valorosos guerreiros - os Guerreiros deuses - Hilda se dirigia ao santuário. Regidos pela constelação da ursa maior, esses guerreiros enfrentaram as mais duras adversidades - desde o rigor do frio, até a dor nos treinamentos - apenas para servirem a Hilda e a Asgard. A partir daqui, essa narrativa se torna algo real...Os acontecimentos desse encontro começarão a ser narrados agora...assim começa...Chronicles of one to hiss frozen in the heart of the men


____________________________________



Está aí um prólogo feio e sem estética, apenas narrando a ida de Hilda para o santuária de Atena. Entretanto, creio que dá perfeitamente para cada um seguir o enredo proposto. Asgardiano, Santos de Atena e os demais que chegarem, postem aquiAgora, cada um que faça a sua parte e vamos ao que interessa...jogar...







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Shaka de Virgem®¤AS¤
Pato de Circo ;__;

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Registro: 29/01/2006
Local: - - BrasilSexo não informado
 Postado em 30/01/2006 6:23:00 PM




Narração

-Falas, ou pensamentos, de Shaka






Típica noite grega: a escuridão tomava conta de tudo, o curto brilho das estrelas transformava a noite em um símbolo macabro e, ao mesmo tempo, romântico. A suave brisa adentrava na mansão de Virgem, morada de Shaka; este, em pose de meditação, senti-a bater em seu rosto. Sentia que aqueles ventos eram diferentes, eram mais gelados. Ventos gelados na Grécia? Raridade. Talvez fosse aquilo mesmo. Athena havia marcado um encontro amigável com Hilda de Polaris e seus leais Guerreiros Deuses; Justiça tentava ser amiga, contudo...A que preço? Aquele vento era apenas o começo: já sentia o cosmos dos bravos guerreiros de Hilda. Bobagem ou não, aquela visita não era vista com agrado por Virgem. Expor-se dessa maneira, abrir o santuário para uma confraternização poderia ser uma loucura. Contudo, de nada importava o seu julgamento frio e seco, recusava-se a contrariar sua Deusa, sua Justiça. Talvez fosse essa a diferença entre Virgo ser considerado um “quase deus”, ou, o “mais próximo de deus”; sua imperfeição era tal que o impediam de complementar seu estágio supremo, de atingir o Nirvana – como fez seu mestre, Budha. Era realmente uma pena...Pensava:

-Percebo que, realmente, estamos em tempos de paz. Porém, até quando?

O silêncio voltava a reinar naquela morada. Virgem era envolvido por um leve cosmos dourado, que fazia sua armadura brilhar. A concentração daquele guerreiro era suprema; assemelhava-se com seu mestre. Estava imune a qualquer tipo de barulho. Nem gritos, tiros, assovios, explosões poderiam tira-lo daquele estado de “coma”; seu corpo começava a ficar leve, a ponto de atingir “uma densidade mais leve que o próprio ar”, flutuava. A meditação trouxera-lhe milagres. Podia controlar seus batimentos cardíacos, fingir-se de morto, entrar nesse estado de “coma”; controlava todos seus sentidos, desde do mais primitivo, como comer, andar, falar, até o mais complexo, como seus pensamentos, seus órgãos; fazia de seu cérebro uma máquina de comando próprio. Milagres próprios de qualquer budista dedicado a sua religião. Uma ferramenta para a meditação leiga é o nariz. Que nem disse Brás Cubas na morte de seu pai(Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis): Salvem o nariz! Deixe-me explicar: Imaginem você, leitor, sentado na pose de meditação, e com os olhos apontados para a ponta de seu nariz. Pode você ficar horas, dias, anos nessa pose olhando para a ponta de seu nariz. O Paraíso talvez seja conseguir olhar para a ponta de seu nariz. Quem sabe? Uma prática talvez seja útil. Realmente: Salvem o Nariz!

….

Talvez essa confraternização não fosse uma má idéia. Uma paz entre reinos seria uma boa para a paz da Terra. Entretanto, o Santuário ficaria desprotegido durante esse evento. Seria uma obrigação dos cavaleiros de Athena garantir, antes de qualquer utopia de paz, a proteção de sua Justiça, e de sua integridade.

-Espero que saiba o que esteja fazendo, Athena.







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¤ Athena ¤ AS ¤
Pato de Circo ;__;

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Registro: 30/01/2006
Local: Salvador - BA - Brasil
Idade: 28 anosSexo Feminino  Aniversário em 31/12
 Postado em 30/01/2006 7:53:00 PM

[ Perdão, mas este turno abrange um pouco mais do entardecer. Sería então para ser considerado antes da noite tomar a cena. Desculpem qualquer transtorno. ´^-^ ]

::Narração::
::Falas::
::Pensamentos::




“Paz...”

¤ A antiga terra da Grécia carrega o orgulho das primeiras civilizações. Em seu solo, que já havia servido de berço para a humanidade, vinham marcados grandes acontecimentos, que pela passagem da história, tornaram-se esquecidos fatos para a maioria do mundo. Mas para as pessoas que ali viviam, o mesmo solo esquecido era extremamente sagrado. E para garantir a paz e prosperidade na Terra, deuses guiavam e zelavam os seus queridos humanos. Esta é a crença que cada pessoa nascida na Grécia aprende e leva em seu coração para o resto de seus dias. Esta... é a crença que uma deusa luta para sustentar e garantir que jamais mude, mesmo que tenha de sacrificar a si mesma. ¤

“...Uma união entre dois distintos povos...”

¤ O sol estava se pondo lentamente no horizonte. O céu passava da cor de um suave a vivamente avermelhado, buscando uma combinação alaranjada com os raios do sol. Ao mesmo tempo, um rosado se formava à medida que o vermelho era englobado pela escuridão da noite, seguindo fielmente o sol até o poente. Cigarras lançavam seu canto à brisa que suavemente passeava pelas terras gregas, encontrando pelo seu caminho antigas construções de pedra. Como uma histórica cidade abandonada, ruínas seguiam pela frente, por entre as curvas de antigas ruas e erosões. Mas eis que adiante, estas construções ganhavam traços de habitação. E logo, magníficas mansões erguiam-se em uma montanha, todas ligadas por largas escadarias. De diferentes formas e adornos, doze mansões levavam até uma décima terceira, cujo por trás, uma grandiosa estátua exibia-se aos últimos raios do sol. Era desta décima terceira casa que um forte, gracioso e majestoso cosmo se alastrava por todo o Santuário. De maneira alguma se mostrava ameaçador ou mesmo prejudicial. Muito pelo contrário. Era um cosmo que enchia o coração de esperança e coragem, confortando àqueles que acreditavam na justiça e na paz. Um cosmo divino que jamais deixaria de acreditar na humanidade e lutar pelo bem estar da Terra. Um cosmo... que somente Athena emanaria. ¤

-...Para alcançar a paz no mundo.

¤ Era a prece que uma bela e delicada jovem tecia aos últimos raios do sol, para encontrar as primeiras estrelas da noite. O leve e longo vestido branco que usava, ganhava suaves ondulações em uma de suas pontas, obedecendo à direção do vento. O sedoso cabelo de cor violeta não se rebelava. Passivamente, também obedecia ao vendo, oscilando na mesma direção que o vestido, fazendo com que algumas mechas do cabelo escorregassem para frente do suave rosto, que mais parecia ter sido feito de seda alva. Um grande destaque naquele marcante rosto de traços finos e delicados seriam certamente os olhos. Grandes lagos escuros, porém puros e brilhantes, a observar a noite tomar a Terra completamente e os rios do sol sumirem de seus olhos. ¤

¤ Delicadamente, as mãos que até agora repousavam pelos lados deslizaram suavemente para cima, buscando uma a outra, entrelaçando os dedos e assim unindo-se. As pálpebras fecharam-se no mesmo ritmo em que as mãos se uniram, encobrindo a imensidão azul escura que sua íris compunha. A cabeça inclinara-se e, assim, formava uma postura de reflexão e prece. ¤

“Estou lhe esperando, Hilda....”

¤ Grandes decisões haviam sido tomadas e certamente muitas outras viriam a acontecer. Este seria um grande passo para o Santuário e Asgard, que agora passariam a lutar pelos mesmos motivos e dividiriam a mesma esperança em seus corações... pela paz em todo o mundo. Era o que Athena mais do que ninguém esperava acontecer, e para concretizar a pacífica união, uma convocação foi marcada no Santuário. Hilda estava a caminho, o que Athena conseguia sentir não apenas com o cosmo, mas também com o coração. Então, sua cabeça endireitara-se novamente para em seguida lançar um profundo e um pouco arregalado olhar para frente. Tal olhar atravessava as baixas muretas que contornavam o fim da vasta varanda da décima terceira casa e mergulhavam pelo Santuário abaixo, percorrendo todas as terras que seus olhos podiam ver em meio à fria brisa daquela noite. ¤

“...Por um mundo de paz.”


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¤Aries no Mu¤AS¤
Grilo Falante i.i

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Registro: 28/01/2006
Local: Rio de Janeiro - RJ - BrasilSexo Masculino
 Postado em 31/01/2006 12:37:00 AM


¤ Havia chegado a noite que seria gravada na mente de todos os Cavaleiros naquele Santuário, uma noite bela, a estrelas pareciam brilhar mais forte, pareciam querer alertar os defensores de Atena que o perigo estava próximo, inutilmente. Alguns dizem que o representante de Atena, o Grande Mestre de todo o Santuário tinha a invejável habilidade de ler o que as estrelas diziam, saberia ele o que estava por vir? Haveria algo por trás daquela confraternização? O guardião da Primeira Casa Zodiacal, a Casa de Áries, hesitava pela vida de Atena, que deixara a ordem para que todos os Cavaleiros deixassem Hilda, a representante de Odin na Terra, passar por suas casas, e provavelmente muitos o fariam relutantemente. O silêncio daquele local santo quebrava-se com o começar do som de passadas vindo de dentro daquela casa. Das trevas, surgia o homem detentor dos maiores poderes telecinéticos dentre todos os oitenta e oito cavaleiros de Atena, em seu corpo a indumentária de Áries se encaixava perfeitamente, brilhando como se possuísse uma fração do brilho solar. Cosmos começavam a emergir. Oito cosmos diferentes, um desses digno da grandeza de uma deusa, era sem dúvidas de Hilda de Polaris. Junto com todas aquelas energias, uma brisa gelada incessante fazia as longas madeixas púrpuras daquele homem, presas por uma pequena fita branca na altura do centro de suas costas oscilarem. E, como seus cabelos, seu coração também oscilava pela vida de sua deusa. Finalmente, se tornava visível a face daquela mulher e de cada um daqueles homens que a seguiam, com suas armaduras de cores diferenciadas uma das outras, muitos possuíam traços nobres, outros lembravam mais a selvagens. Mas junto à bela representante de Odin estava outra mulher que tivera seu cosmo ignorado perto daqueles tantos outros, com um olhar doce e sincero, longos e volumosos cabelos da cor do ouro, provavelmente a irmã de Hilda. Mu descia os poucos degraus de sua casa, para receber aqueles que chegavam, e colocava seu elmo, dourado como toda a sua armadura, pondo-se a esperar que se aproximassem. Sem perder a serenidade de sua silhueta, abria seus olhos encarando todos aqueles guerreiros com a mesma frieza daquele lugar onde viviam, Asgard. E, então, após encarar todos por pelo menos 3 segundos, dirigia-se para sua esquerda, liberando a passagem. Ao momento que adentravam sua casa, Mu começava um contato mental com Atena, e sem demoras dava as notícias: ¤




- Senhora, Hilda e seus Guerreiros Deuses chegaram, e estão agora indo em rumo a Touro.




¤ Fora breve a dar a notícia da chegada de seus convidados. E, agora, perguntava-se: "Porque vir com todos os seus defensores? Medo? Ou trama algo?". Ao sentir Hilda e os Guerreiros, terminarem o caminho por Áries e partirem em direção a Touro, o Cavaleiro de Áries tinha uma fraca impressão de que não eram apenas aqueles nove que atravessaram sua casa, tinha algo mais, algo ou alguém! Era um pressentimento fraco. Talvez fosse até mesmo pelo fato de estar preocupado, o que nunca mostrara. E, olhava mais uma vez para os céus, fitando as estrelas que tanto pareciam observá-lo, e pedindo a elas e aos deuses que assistissem à Atena, pois nada poderia fazer sem a ordem da mesma, apenas desejar seu bem, como seu defensor. ¤




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Eternal Hyoga AS
Pato de Circo ;__;

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Registro: 28/01/2006
Local: Centrefolds - RJ - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 31/01/2006 1:16:00 AM





Lembranças...flashs velozes a bombardear os sentimentos preenchendo as mentes com eterno sofrimento. Saudade e nostalgia se fazem presentes, comprimindo o coração e fazendo-o doer, provocando aguda tristeza a reverberar no íntimo - à medida que o passado se faz mais intenso. A perda da pessoa amada é muito mais que simples dor. É sensação de impotência a crucificar num maldito calvário de culpa. Mãe...o início de tudo. Onde a vida se faz presente, onde se inicia a existência de um ser humano. É ali, no interior do útero materno que o pequeno feto se desenvolve, cresce e finalmente nasce. Um sofrimento que dura nove meses, mas que vem precedido de uma alegria inigualável - o nascimento do filho amado. Filho esse, que a dedicada mãe passa a educar e zelar com amor e carinho. Um sentimento de proteção quase que instintivo, no mais terno dos sentimentos. E ali, sobre aquele mar congelado, a mãe do Cisne setentrional estava sepultada...e as lágrimas...apenas corriam...




- Mamãe...venho aqui lhe visitar depois de tanto tempo...mas já estou de partida. Então, lhe aviso que ficarei mais um tempo sem revê-la. Senti algo estranho se mover nas proximidades do santuário...não sei ao certo, foi algo instintivo, mas...sincero...



- É estranho, mas parece que de uns dias para cá um medo se alastra em mim...sinto que em algum lugar, algo parece conspirar contra Atena...por isso, vou até a Grécia verificar se minhas dúvidas realmente possuem alguma razão.



E assim, repleto de tristeza, nostalgia e dúvidas, o jovem Hyoga se ajoelhava perante o grande caixão de gelo que guardava o corpo de sua saudosa mãe. Uma rosa rubra a morrer em sua boca era depositada ali em sinal de amor, e então, um pranto lhe rolou a face. Gélido vento soprava na Sibéria e os cabelos do Cisne setentrional eram convidados a um bolero pelas correntes eólicas carregadas de neve e cristais de gelo puros, límpidos como o mais puro diamante celeste. A camiseta azulada a esvoaçar - conduzida pelo ímpeto eólico - e o sereno olhar pousado sobre a imensidão daquele frio deserto. A Sibéria, de fato, era uma terra inóspita. Poucos conseguiriam sobreviver perante temperatura tão extrema, contudo, aquele homem parecia pouco se importar. Parecia que seu corpo era moldado pelos mesmos cristais límpidos do solvente universal que descia dos céus como uma extrema-unção. E então, se pôs a caminhar a oeste. As grandiosas montanhas de gelo na Sibéria pareciam querer aplaudir a passagem de tão estimado herói. Ao longe, parecia ver um pequeno vilarejo - se é que poderia ser considerado um. Aproximadamente cinco pequenas cabanas compostas por madeira e peles de animais, construções simples, típicas dos nativos daquela região. Um menino vinha lhe dar as boas vindas. Ao mesmo, designava-se o nome Jacob. Hyoga passou a mão sobre o cocuruto da criança num leve afago, simbolizando a precoce despedida. Trocaram poucas palavras e Hyoga fez promessas de um reencontro em breve - talvez o breve jamais chegasse a partir daquele dia.




"Só de pensar que ficarei longe desse lugar por mais um tempo..."



Olhou ao seu redor e ali estava ela. A sagrada urna da indumentária de cisne. Segurou-a pelas alças e a pôs nas costas, encaixando as mesmas alças entre os braços. Novamente virou seu rosto e se despediu silenciosamente daquele lugar. Lá fora, o vento agora uivava mais forte, provocando estridente sibilar a invadir os tímpanos daquele santo. Cerrava um pouco os olhos para melhor enxergar em meio à tempestade que parecia estar chegando. Olhou para os céus e viu o movimento das enormes massas de algodão se locomovendo mais veloz, denotando assim, a aproximação de carregadas nuvens cinzentas nos céus siberianos. Voltou o olhar para frente e começou sua longa caminhada ao Oeste...e aquela longa trilha a seguir o levaria a uma grande batalha, o levaria ao reencontro dos grandiosos amigos e valorosos companheiros de batalha. Seiya, Shiryu, Shun, Ikki. Como estariam todos? Esperava do fundo de seu coração que estivessem bem, e em meio às grandes dunas de gelo sumiu como uma alma a vagar desgovernada pelas sombras...destino? Santuário da deusa Atena na Grécia.





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Scorpius|Milo¤AS¤
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Registro: 28/01/2006
Local: - - BrasilSexo não informado
 Postado em 31/01/2006 2:21:00 PM


“ Finalmente chegaram... Hum... Athena... espero que tenha optado pela decisão correta...”



Podia sentir cosmos distintos adentrando o Santuário de Athena, mantinha-se ereto com uma expressão séria em frente a oitava morada zodiacal: a Mansão de Escorpião. A lua brilhava intensamente iluminando o céu Grego , ajudada pelas inúmeras estrelas que também faziam-se presentes tornando a paisagem ainda mais bela. O Cavaleiro de Escorpião perdia-se em seus próprios pensamentos, questionava-se sobre a decisão de Athena, questionava-se sobre qual seria a opinião de seus irmãos Dourados a respeito da entrada da Representante de Odin dentro do Santuário, assim como a de seus capachos. As orbes esmeraldas punham-se a observar as outras mansões do Santuário, a brisa vespertina tocava o rosto sua face que expressava um ar de leve apreensão. Os fios de tonalidade roxa moviam-se lentamente com o passar da brisa, enquanto os olhos cerravam-se por alguns segundos e no canto dos lábios moldava-se um discreto sorriso.




“Não me sinto nem um pouco confortável em deixa-los passar...Definitivamente, não acredito em suas boas intenções...”




“Porém, espero que eu esteja enganado... pois se ousarem levantar sequer um de seus dedos imundos contra Athena, todos parecerão sob a ira do Escorpião!”




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•Amamiya Shun•AS•
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Registro: 28/01/2006
Local: Porto Alegre - RS - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 31/01/2006 5:33:00 PM

• Finalmente, o Santuário da Grécia parecia imerso em uma intensa paz; o local que tanto sofrera para manter o bem da humanidade agora parecia poder respirar sossegado, seus sagrados cavaleiros haviam vencido as batalhas que instauravam medo ao futuro da Terra. Era incomum ver aquele pacifismo todo por tanto tempo, e, uma vez que sempre a recém - arduamente - conquistada paz era quebrada por uma nova ameaça... os residentes daquele solo sacro sempre tinham um certo receio quanto à um novo - e indesejado - acontecimento.
Athena, a magnânima deusa que regia a Terra com seu doce amor, decidira convidar Hilda de Polaris - a sacerdotiza de Odin - para uma conferência amigável; ambas eram pessoas de boa índole e queriam melhores dias, alimentando tais esperanças para seus devidos povos. O evento seria uma confraternização cordial, na qual selariam uma amizade entre os reinos e debateriam sobre possíveis perigos a se combater... juntos.
A maioria dos Cavaleiros de Ouro, no entanto, não viam tal visita com bons olhos; acostumados à sofrer diversos ataques, o instinto de alerta já havia se tornado algo intrínseco em seus âmagos. Talvez, estivessem a fazer prévios julgamentos... possívelmente injustos; quem sabe... o modo de se portar dos Guerreiros Deuses poderia vir a mostrar para os Athenienses que estavam errados.•




"Estou com saudade, irmão. Queria que você não mais sentisse essa vontade de se isolar sempre."


• O Cavaleiro de Andrômeda encontrava-se em um dos quartos à ele cedidos pela Fundação Graad; em tempos de paz, finalmente podia repousar.
De pé na sacada de seu quarto, o caçula dos Amamiya apenas olhava a bela noite com olhos pesados; denotava uma grande nostalgia em seu semblante, expressando puros sentimentos naquela delicada e andrógina face de pele alva e macia.
Fitando toda a extensão daquele firmamento - véu de denso ébano -, Shun ficava a pensar sobre seu irmão: por onde andaria?, o que estaria fazendo?, no que estaria pensando? Sentindo os olhos úmidos, Shun deixava as pálpebras a recobrirem aquelas tristes esmeraldas.
Seus devaneios eram interrompidos pelo som de alguém à bater na porta do seu quarto. Segundos após bater, a pessoa parecia abrir a porta lentamente.•




Hey, Shun! Não fique tão abatido, vá se juntar à gente na mesa do jantar. Alias... chegou carta para você.


• Jabu de Unicórnio, que também residia naquele local, fala de forma amigável, com seu habitual ar tranqüilo. Jogava a carta - fechada - sobre a cama de Shun, recebendo como resposta deste apenas um tímido sorriso. Jabu então se retirava, notando que Shun não estava com humor para muita conversa ou confraternizações na mesa de jantar.
Assim que a porta novamente se fechava, o jovem de madeixas verdes caminhava até a cama, logo se sentando. Ao pegar a carta nas mãos, esperava com todo o seu coração que fosse uma notícia de seu irmão, no entanto... podia ver que estava escrita em grego. Uma expressão de surpresa se delineava em seu rosto, enquanto seus olhos se abriam bastante.•




"Isto é... uma carta do Santuario. O que será que diz?"


• A expressão de apreensão que fazia - provavelmente temendo notícias ruins - sumia de imediato ao ler aquelas palavras; a carta trazia boas novas, sendo um comunicado oficial de Athena aos seus cavaleiros que encontravam-se fora do Santuário, chamando todos para junto da Deusa. Seus olhos tinham brilhos de esperança enquanto varriam aquelas palavras afáveis: estava sendo promovida a paz entre Asgard e o Santuário da Grécia, portanto, queriam que os guerreiros de ambos lados se unissem em prol desta nova aliança.•




"Isso é ótimo! Parece que... finalmente, não teremos mais de lutar. Essa tranqüilidade toda me faz crer que as pessoas estão seguras e podem ser felizes sem mais derramentos de sangue."


• Apesar da melancolia em que se encontrava mergulhado naquele quarto escuro, Shun abria um enorme sorriso no rosto - transmitindo uma felicidade sem igual. Há quanto tempo esperava por este momento... poder ver a humanidade em calmaria, aproveitando suas vidas, com a justiça estabelecida: era um sonho que estava a se realizar.
Rapidamente, o garoto ligava a luz do quarto e começava a arrumar as suas coisas para viajar; um confiante olhar era dirigido à Caixa-de-Pandora da Armadura de Bronze de Andrômeda num canto do recinto.•



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¤AS¤Taurus|Aldebaran
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Registro: 29/01/2006
Local: São Paulo - SP - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino  Aniversário em 16/12
 Postado em 31/01/2006 10:08:00 PM


Já era noite no santuário de Athena. Em pouco tempo o dia ensolarado que se fez presente no santuário, mostrando toda a beleza viva daquele lugar, foi-se embora como chegar da noite, trazendo consigo ainda a maravilha que triunfa sempre nos céus Athenienses. A Lua. O satélite natural da Terra dava as caras e banhava os solos imaculados com o seu intenso brilho resplendor.
Com todo aquele cenário belo, iluminando o lugar mais famoso da Grécia, o Santuário de Athena e morada dos doze cavaleiros de ouro que representam os signos zodiacais... Uma certa preocupação tomava conta de todos os guerreiros sagrados da Deusa da Terra. Todos sem exceção, sentiam que o perigo poderia se aproximar do santuário. Mas, tudo o que lhe foram falados era que Athena receberia a visita da representante de Odin na Terra acompanhada de seus guerreiros fiéis. Esta era Hilda de Poláris... Acompanhada de mais oito guerreiros, os chamados Guerreiros Deuses.





''Tudo que foi-me informado, foi à respeito da chegada de Hilda até o santuário. Mais o que me deixa aflito não é isto, sinto que mais alguma coisa está por acontecer. Temo em não estar fazendo a escolha certa, deixando Hilda e seus Guerreiros Deuses passarem... Mas, estaria indo contra a vontade de Athena. Espero que ela esteja fazendo à escolha certa... Não... Eu não espero... Ela está fazendo... Confio em Athena.''




Por um tempo, mergulhou em seus pensamentos. Era de fato uma situação constrangedora para qualquer cavaleiro de ouro, sentir as sensações que todos sentiam. A Terra estava para correr perigos... Talvez, poderia não ser Hilda a ameaçadora - Apesar da mesma dizer que veio em prol da justiça e que almeja ter uma aliança com Athena, para o bem da Terra - da tal situação, mais uma coisa era certeza... Um novo ataque estaria por começar.





''O anoitecer de hoje não foi como os dos dias anteriores... Senti algo diferente no brilho da lua... E as estrelas não tem mais aquele brilho intenso e admirador que tinha antes. Quando o anoitecer vem desta forma, tudo indica que o mal poderá estar presente em algum lugar do mundo. Mais como o santuário de athena é considerado o ''pilar'' da Terra, todo o mal acaba por chegar no pilar. Isto é fato...''




Ainda indagava-se com aquela situação. Este poderia não ser o Grande Mestre que tem o invejável dom de ler o que as estrelas querem dizer com referência ao que poderá acontecer na Terra daqui um tempo... Tempo este que os cavaleiros de ouro só descobrem quando o ataque já acontece... Não é previsto para ambos... Nunca estes sabem se o ataque irá vir em horas... dias... meses... anos... ou séculos...

Já havia passado algum tempo desde á chegada de Hilda ao santuário. Pelo tempo que estes anvaçavam até a morada de Touro, Mu de Áries não interceptou a passagem da reprensentante de Odin na Terra e á deixou passar, conforme foi-lhe ordenado. O cosmo da representante era - de primeiro instante - sereno, não apresentava agresividade alguma. Nem mesmo os Guerreiros Deuses manifestavam suas cosmos energias dentro do santupario... Podia ser aquilo um ato de respeito para com o Santuário... Mas também como um ato de inteligência de ambos os ''visitantes''.

No meio da casa de Touro, ali estava o seu defensor. Sua cosmo energia estava em manifesto, mais apenas circundava o seu corpo levemente como se o mesmo quisesse iluminar a casa de Touro para que a passagem de Hilda fosse mais ''clara''. Aldebaran de Touro, aguardava à chegada da representante de Odin que agora depois algum tempo, pisava em sua morada zodiacal e com o seu cosmo à expandir-se pela casa, esta dava as suas ''Boas-Vindas''. Aldebaran ficava parado, de braços cruzados e com os olhos cerrados, ficava à esperar uma aproximação maior de Hilda e os demais... Aquela poderia não parecer, mais era um jeito de Aldeberan dizer também ''Boas-Vindas''. E sem poder questionar ou dizer algo referente, Aldebaran apenas dava dois passos para o lado e liberava o caminho de Hilda e seus Guerreiros Deuses para continuarem sua trajetória até a décima terceira morada, onde encontrava-se Athena.





''Então estes são os famosos Guerreiros Deuses, seguidos de sua Deusa... Hilda...''



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Amamiya Ikki|
Pato de Circo ;__;

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Registro: 29/01/2006
Local: Bem atrás de vc... - - Brasil
Idade: 30 anosSexo Masculino
 Postado em 01/02/2006 3:16:00 PM

Ilha da Rainha da Morte. O inferno na terra, onde o chão perfura os pés e a chuva rasga a pele, um local de puro sofrimento. Uma única figura se mostrava imponente naquela Ilha. Estava de pé, frente a uma cruz de madeira enfeitada com pequenas flores. Agora, flores e pequenas plantas haviam surgido para enfeitar tal paisagem. Uma encosta florida, um pedaço do paraíso no inferno.

“Esmeralda...”

Esmeralda, o nome da primeira flor que nascera na Ilha da Rainha da Morte. O Cavaleiro de Fênix olhava para a cruz e os adornos com os olhos semi cerrados, as pálpebras soltas. Talvez aquele pedaço do Paraíso ali presente fosse o que mais feria seu coração. Era o único lugar onde suas emoções e sentimentos afloravam. Era seu lugar de fraqueza e, ironicamente, o lugar que mais lhe dava forças para seguir em frente. Queria que Esmeralda estivesse viva para ver o homem que havia se tornado. Queria que Esmeralda pudesse ter visto tão belas flores em seu túmulo. Cerrou o punho por alguns instantes, procurando lágrimas, mas há muito tempo suas lágrimas haviam secado... Com um longo suspiro, o Cavaleiro acariciou uma das flores.

“Parece que, mais uma vez, não poderei ir a seu encontro, Esmeralda... Espere mais um pouco...”

Já havia sentido a movimentação no Santuário e em Asgard, com todos aqueles cosmos mundanos que atingiam o infinito, incluindo a própria Athena. Talvez fosse convocada a União Dourada, mas Ikki não se importava com aquilo, era um Cavaleiro de Bronze, sequer tentaria impedir qualquer ação que não o envolvesse. Seria um tratado pacífico e, todos esperavam, sem nenhum risco tanto para Hilda quanto para Athena. Mas Ikki, a Fênix das Chamas, tinha uma estranha sensação pairando por sobre seu cosmo, como um mau presságio. O rosto virou-se para o pôr-do-sol e seu céu rubro como aquele chão, com os olhos determinados.

“Seiya, Shun, irmãos... Protejam Athena a qualquer custo. Quero acreditar que tudo correrá bem, mas...”

Voltou o olhar para o Túmulo florido, de uma simplicidade incrível, mas belo em cada um dos significados. Os olhos se fecharam, no que parecia uma prece, uma oração pela alma daqueles que se foram. A mesma prece que fazia a seus pais quando criança, a mesma que havia ensinado a seu irmão mais novo, na mesma época. Depois de terminá-la, ficou um tempo com os olhos fechados daquela forma. Seu corpo estava cansado, abatido, marcado de inúmeras batalhas. Gostaria que tudo estivesse acabado e pudesse deitar ali, para descansar eternamente ao lado de sua Flor. Mas não haveria descanso para aqueles homens chamados de Santos. O punho cerrado novamente, o olhar determinado. Jamais haveria descanso, enquanto aqueles homens fossem chamados de Santos... Jamais.

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×Suyiama Shiryu[AS]®
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Registro: 01/02/2006
Local: Rozanópolis - - Brasil
Idade: 26 anosSexo Masculino
 Postado em 01/02/2006 9:36:00 PM





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Há quanto tempo estivera envolvido nas batalhas sem
fim? A paz havia se tornado tão estranha àquele rapaz
que tinha se esquecido de como era? O vento característico
de Rozan batia-lhe nas madeixas negras, empurrando-as
para trás, num singelo e leve movimento. Shiryu, o Cavaleiro
de Dragão naquele instante parecia tão envolvido com o
local, numa paz tão ampla que a garota que se escondia atrás
da árvore; usando trajes típicos chineses numa tonalidade
rosada, não teve coragem de se aproximar, ficando ali,
um instante, vendo o rapaz, sentindo-se bem por ele
finalmente estar em paz. Shiryu estava em pé, apoiado
com as costas numa rocha, olhando diretamente para
a Grande Cachoeira de Rozan, com os braços cruzados,
mergulhado em seus pensamentos. A garota continuou
olhando-o mais um instante, apreensiva, com medo de poder
macular a paz – tão rara – que aquele rapaz havia mergu-
lhado. Em sua mão esquerda, Shunrei – uma menina que
havia se tornado uma mulher – segurava uma carta de
envelope branco, com o timbre do Santuário pintado na
superfície; uma carta oficial do Santuário de Athena.
Será que deveria entregar aquela carta, realmente? Ape-
sar de saber que tinha de entregar, receava roubar a paz do
companheiro. O que haveria na carta?

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― Pode parar de se esconder, Shunrei...

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— Shi...Shiryu... Me desculpe... Mas não pude deixar de parar
para vê-lo... Digo... em paz... Mas... Estou aqui para te entregar isto.



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Shiryu se virou para olhar o que Shunrei trazia nas mãos e,
sem nem mesmo precisar pegar a carta na mão, soube de
onde a carta viera. Seriam mais problemas? Seus olhos,
esverdeados passaram da carta para o rosto de sua irmã de
criação – e nele viu estampada sua preocupação. Não era para
menos – sabia que a garota se importava muito com ele
e devia ser difícil ver alguém com quem você se importa
tanto viver correndo risco de vida nas batalhas; mas não pode-
ria ser diferente, ele era um Cavaleiro de Athena e nunca
deixaria de ser. A garota estendeu a carta, oferecendo-a para
Shiryu com o rosto corado. O rapaz levantou a mão e tocou
a dela, envolvendo-a com os dedos, tocando sua pele aos
poucos. Com o rosto alvo ainda mais avermelhado, Shunrei
virou o rosto em direção à cachoeira.

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― Me prometa que vai voltar....

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— Eu prometo, Shunrei.

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A garota tirou sua mão da carta, passando-a lentamente
pela de Shiryu, agora olhando nos olhos dele, como se lesse
neles a promessa e, naquele instante, no olhar do rapaz ela
soube; ele faria de tudo para voltar. Mas, seria o suficiente?
Recolheu a mão, levou a mão à seu peito, virando nova-
mente o rosto. O rapaz, com a face levemente corada
abriu o envelope, reconhecendo o timbre do Santuário. As
letras gregas, escritas numa tinta prata, encheram seus olhos
enquanto as lia. Um sorriso desabrochou em seu rosto e, na-
quele instante a garota se virou para ele novamente, com o
olhar cheio de preocupação. Ele desviou os olhos da carta depois
de terminar de ler seu conteúdo. Uma boa notícia, finalmente...
Teria de rumar naquele instante ao Santuário, de acordo com as
ordens expressar na carta, porém nada podia revelar à garota
à sua frente; era um assunto do santuário, ninguém senão os
Cavaleiros deveriam ser informados sobre aquilo.
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― Confie em mim, Shunrei.

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— Eu confio... Mas agora acho que você deva partir, não é?
É melhor que vá logo; Athena o espera, Shiryu.


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― Obrigado, Shunrei...

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E, num último olhar de despedida à garota que vislum-
brava a imponente cachoeira de Rozan, Shiryu rumou na
direção da cabana de madeira onde vivia, porém lá não se
demorou. Em seguida, saia pela porta com a urna da
Armadura de Dragão presa às costas. Mas ainda não de-
veria partir; havia algo ainda a ser feito. Contornou o
terreno rochoso de Rozan, chegando numa rocha que
residia exatamente ao lado da Grande Cachoeira. Logo
acima, uma outra rocha se estendia, e nela, viu a imagem
seu mestre, como sempre, ali, intacto, seja diante da
chuva ou do vento.

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— Mestre, vim me despedir... Estou partindo para o
Santuário por ordem de Athena.



___________________________________________

Considerar imagens meramente ilustrativas, não
influenciando na narrativa. Perdão pelo turno sux,
tende a melhorar. o.u



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Meen|Benetnasch¤AS¤
Pato de Circo ;__;

Postagens: 138
Registro: 29/01/2006
Local: - RJ - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 01/02/2006 11:06:00 PM


Pálido, o sol do céu se despedia, enviando à terra o derradeiro beijo. Misterioso, geme entre os ramos o vento. E há por todo o firmamento um anseio doloroso. Uivam os ventos funerais medonhos... Brilha o luar... As lápides se agitam... O que se outorga num cenário tão gótico e há muito desdenhado de uma situação pacífica? Uma utopia, pois das castigadas e não mais virgens terras de Asgard, Hilda, representante de Odin na terra, convocara uma assembléia por um motivo comum: A paz. E dentre estes tempos de sombras errantes, corpos nus, ardentes carnes lascivas, um perfume cálido de rosas corre a face da terra adormecida, essa era a proposta ora estabelecida pelo conselho associado à suntuosa Deusa da Justiça, Athena. Hilda e sua horda de guerreiros deuses partiam para o imaculado santuário, onde se deparariam com os guardiões das doze casas do zodíaco.





E a áurea esfera da lua o ocaso entrava, rompendo as leves nuvens transparentes e guiando os bravos detentores de Odin. E sob a tenra luz de Eta, postulava-se Mime de Benetona, de aparência simplória e traços frios, adornando sua primorosa harpa. Em seu olhar provocante e lascivo ostentava as marcas das inúmeras batalhas em que participou, para o cavaleiro de Benetnasch um ideal de paz parecia distante, ao ponto de se considerar ilusório. Ao longe, as sentinelas do zodíaco já manifestavam seus cosmos de forma pacífica e aprazível.




«»Este deve ser Mú de Áries, só espero que esta pacífica recepção se repita nas demais casas.«»



À sombria mudez do santuário, seguiam, iluminados pelo fulgor do cosmos de Hilda, incentivados para um novo dogma em um novo tempo, destinados agora, a morada de Touro, e o ar cada vez mais denso, precipita, e em lúgubres gotas moldam as faces dos cavaleiros, Mime apenas se jazia de suas notas, que ecoavam em sua mente com um único propósito, fazer jus a palavra de sua senhora e rainha, Hilda, ainda que suas notas mais uma vez tenham de obter a glória pelo definhar de seus semelhantes.




...



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¤Dubhe|Siegfried¤AS¤
Pato de Circo ;__;

Postagens: 70
Registro: 28/01/2006
Local: Florianópolis - SC - Brasil
Idade: 28 anosSexo Masculino
 Postado em 02/02/2006 12:07:00 AM




Era tempo de paz e harmonia em Asgard, a terra isolada do norte, castigada pelo frio infinito que lá se assolava. Seu bravo e fiel povo trabalhava e ao mesmo tempo sobreviviam as condições climáticas que lhes eram eternamente concebidos, em prol unicamente de sua fé por Odin. Após muitas guerras e perdas, o Império Nórdico podia desfrutar da paz, mas não sabiam até quando, já que não estavam acostumado com este tipo de calma, devido a suas experiências passadas e por geralmente serem presenteados com uma certa “paz momentânea”.
Os Guerreiros Deuses permaneciam no castelo de Valhalla como de costume, mantendo a segurança e garantindo a tranqüilidade de seu povo, em especial da representante de Odin na terra, a nobre Hilda de Polaris.
Para a surpresa dos bravos Guerreiros, Hilda havia delegado uma ida até o Santuário de Athena, em busca de uma confraternização para idealizar um tratado de paz no qual beneficiaram ambos os povos. Entretanto, ao receberem a notícia, a expressão de seus fieis cavaleiros foram, de imediato, um tanto confusa e ao mesmo tempo, preocupante, pelo menos por parte do cavaleiro imortal, Siegfried de Dubhe





“Confraternização de paz...no santuário?”


Os olhos azulados do cavaleiro nórdico que antes fitavam Hilda, voltam-se rapidamente para o nobre piso do castelo, expressando nitidamente um tom de preocupação. O cavaleiro de Dubhe não achava má idéia uma conferencia de paz entre Hilda e Athena, mas ao mesmo tempo, o preocupava pelo simples fato de Hilda ter que deixar Asgard e se expor desta maneira. O nórdico temia acima de tudo a vida de Hilda, e sabia o quanto era arriscado realizar tal tarefa. Sabia que jamais poderia questionar alguma decisão sua, e desta forma, partia juntamente com os demais Guerreiros Deuses, rumando a terra sacra no qual se localizava o Santuário de Athena.






“Fazem anos que Hilda não se retira de Asgard...e agora derrepente resolveu ir para o lugar mais visado pelas entidades maléficas, o Santuário. Terei que protege-la com minha vida se for preciso, não exitarei se alguma ameaça surgir...”


...



Ao pisarem em solo grego, Hilda e seus cavaleiros avistam a enorme escadaria que trilhava até as casas zodiacais dos cavaleiros de ouro de Athena. Podiam sentir o cosmos de cada um deles, todos presentes em suas respectivas casas, apenas aguardando a celebre chegada de Hilda e seus guerreiros. Enquanto subia até a casa de Áries, Siegfried sentia um clima agradável e aconchegante, os raios de sol se chocavam com a sua pálida pele, algo que não sentia fazia muito tempo. Subiam lentamente as escadarias até avistarem Mu de áries.





“Que cosmo incrível, então esses são cavaleiros de ouro de Athena? Já tinha ouvido falar que eram poderosos, mas não imaginei tamanha monstruosidade.”



O Nórdico fitava o ariano, ao mesmo tempo que se aproximara da saída para a proxima escadaria. Ao passar pelo cavaleiro de ouro, podia sentir a aura quente que o mesmo emanava, era algo surpreendente.
Após Hilda e seus demais guerreiros passarem pela casa de áries, rumavam agora até a casa de Touro. Siegfried por um momento temia a voracidade dos Cavaleiros de Ouro, mas concerteza não desprotegeria em nenhum momento sua adorada representante, e se fosse preciso, lutaria bravamente com qualquer ser ali presente que ousasse tocar em Hilda







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†Lacerta†Misty†AS†
Pato de Circo ;__;

Postagens: 111
Registro: 29/01/2006
Local: Campinas - SP - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 02/02/2006 1:09:00 AM

Delirante... Prazeroso... Perfeito... O perfeito corpo desprovido do grande volume muscular repousava suavemente sobre o intermin�vel gramado esverdeado com gotas l�mpidas de �gua cristalina � o sereno � enquanto sua mente viajava sobre o mais denso prazer. Sonhava em magn�ficos campos floridos: cobertos por rosas de beleza inimagin�veis � rosas, margaridas e outras � enquanto estava em meio a toda aquela beleza... Com uma rosa sobre a orelha e outra pr�xima ao nariz com seu aroma afrodis�aco sendo inalado. Enquanto o sol sobre sua cabe�a ostentava o soberano poder que lhe era confinado. Cintilava como um peda�o imenso de ouro em meio ao azul do c�u. Enquanto gozava prazerosamente de sua perfeita exist�ncia � a beleza rara, o corpo perfeito e intoc�vel � poderia ser um deus? Contemplado e admirado por todos por sua beleza destac�vel at� mesmo no para�so? Sendo memorado por monumentos e est�tuas que imortalizavam sua perfei��o. Talvez seu �nico medo fosse o tempo, as badaladas do esvair de sua beleza dia-a-dia. E o surgimento da velhice, marcas, rugas e outros fatores que borrariam toda sua marca e prazerosa e graciosa exist�ncia. Definitivamente havia recebido uma d�diva era um ser perfeito... Em um mundo movido pela beleza todas as portas se abririam e seus caminhos se tornariam f�ceis... A fr�gil rosa escarlate despencava de sua orelha enquanto percorria em uma queda direta todo seu corpo nu... De caracter�sticas suaves e delicadas � assim como seu semblante � a androginia era algo presente em seu rosto perfeitamente sim�trico. Os tra�os eram femininos ao mesmo tempo em que indefinido. A colora��o era esbranqui�ada, mas marcantes... Os l�bios delineados por um singelo e belo batom tornavam-o ainda mais belo. O sol o banhava quase que divinamente. Os raios-solares que o tocavam superficialmente pareciam ser escolhidos pelos deuses...





- Deus me fez perfeito... Tão lindo e marcante. Pergunto-me se este é o meu lugar ou no Olimpo ao lado de deuses belos admirados e temidos. Sou o perfeito molde do homem. Quando criaram o homem através do barro os deuses forjaram um molde de pedras raras com meu rosto... Sou predestinado deis do iní­cio dos tempos a ser o mais belo



O sonhador era o perfeito narcisista: agradecia a deus todo dia por sua beleza. Enquanto perdia-se em se admirar no espelho... Não precisava de ninguém, era seu verdadeiro objeto de prazer e admiração. Procurava falhas, defeitos em frente ao espelho, mas era impossível... Era simplesmente perfeito. Até mesmo quando deixasse de existir e se tornar uma estrela a proteger Athena seria a mais bela – dona de um brilho mais ofuscante – Seu corpo que permanecia no gramado do santuário era alvo dos sopros gélidos do anoitecer. Havia caído no sono enquanto admirava as estrelas e as comparava com sua beleza. O perfeito brilho prateado da luz repousava perfeitamente sobre sua indumentária do Lagarto Celeste era possível ver seu reflexo embora distorcido em meio aqueles pedaços de metais. Seu cabelo lindamente repousava na grama enquanto seu elmo permanecia fixo em sua cabeça o glorificando como santo de Athena... Enquanto sua arrogância era toda sustentada por jamais ter sentido a dor e por ser o que era – o santo de prata, o prateado lagarto Misty.




Sim, tá com pau aqui u_U Não seiporque, já alterei várias vezes, mas não resolve...


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___mizar no syd ~
Pato de Circo ;__;

Postagens: 81
Registro: 30/01/2006
Local: Asgard - SP - BrasilSexo Masculino
 Postado em 02/02/2006 1:39:00 AM




E sem mais delongas Shido acompanhou a confraria de Asgard. Nada disse. Nada fez. Apenas seguiu seus companheiros calma e passivamente. Procurava cumprir o seu papel de serviçal à Hilda e mantinha-se furtivo, aéreo, até finalmente sair da primeira morada zodiacal e ouvir num buchicho qualquer - "A próxima casa é a de Touro."





"Touro... Aldebaran. Guardo recordações
peculiares daqui."



Logo lhe reatava a memória; lembrando-se que tinha sido o único Guerreiro Deus a ter contato com um Cavaleiro de Ouro. Fatídico dia àquele, por sorte, Aldebaran sobreviveu. E por sorte Shido venceu, graças à uma "forcinha" de seu irmão. Seu semblante poderia lhe denunciar a preocupação, contudo, preferiu se acalmar e pensar no melhor - afinal, Athena havia os convocado em missão de paz. E tornou a se prender em devaneios, absorto e afiadamente irônico.





"De fato, espero que o Touro não guarde
ressentimentos. Talvez eu devesse pedir
desculpas? Heh... ou quem sabe, talvez,
eu pudesse arrancar as cabeças do Dragão
Fafnir com as mãos e passar uma noite com
a esposa de Odin."




— Pois bem... vamos.


E pela primeira vez Shido se manifestou, para si, é claro - não que seus companheiros estivessem prestando atenção, talvez nem o ouvissem. Irrelevante, entretanto, era o fato do Tigre de Asgard sentir sua sombra ali perto, vigilante. Mas não se deixou abater e adentrou a morada de Touro sem relutar - embora relutasse.



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Polaris Hilda
Pato de Circo ;__;

Postagens: 45
Registro: 31/01/2006
Local: Santos - SP - Brasil
Idade: 31 anosSexo Feminino  Aniversário em 16/12
 Postado em 02/02/2006 8:08:00 AM


Sim. Muitos haviam ficado surpresos com a sua decisão. Fato é, que em muitas e muitas horas do dia, quando reservava suas atenções e seu cosmo a preces ao senhor Odin, tivera visões. Visões sim! Para um bem ou mal, sua mente não conseguia mais agüentar ver sangue manchando toda a extensão de Asgard. Tudo estava contaminado...Desde árvores e campos até casas. Pouca vegetação se manifestava diante daquele solo sujo e castigado. Hilda perguntava-se se era mesmo o destino daquelas pobres pessoas, e de seus Guerreiros, sofrerem eternamente.





“Odin...Daí-me forças para completar minha jornada. A insegurança teima que eu deva ficar, mas a paz entre os mundos deve ser estabelecida. Ah, Odin...”



Sua cosmo-energia brilhava de maneira pura e amena. Era num tom azulado, calmo, tranqüilo. Já havia informado Athena de suas intenções, portanto não seria difícil passar pelas lendárias Doze Casas, até chegar ao seu Templo. A insegurança que vinha e ia, por vezes, provavelmente não era atribuída só ao fato de Hilda deixar seus súditos e população sem sua presença...Havia algo a mais. Algo que tentava a todo custo, durante seus sonhos e visões, por mais dolorido e sofrido que fosse, enxergar. Alguns, inclusive Siegfried, poderiam notar que a Representante de Odin parecia um pouco mais pálida que o normal. Nada para se preocuparem, porém.





- Esta caminhada será de grandiosa valia à paz na Terra, meus Guerreiros.



O pôr-do-sol na Grécia era encantador! Os tons alaranjados tingiam o céu, dando um colorido vivo e intenso na paisagem. Respirando fundo, Hilda prosseguia na frente, pisando no solo sagrado da Primeira Casa, Áries. O ambiente em si parecia tranqüilo, apesar das construções serem frias. Pudera, as Casas protegiam a Deusa, não apenas confortavam-na! Sorriu levemente, sendo respeitosa e baixando seu cosmo, mas se fazendo presente. Cumprimentou o Cavaleiro de Áries, de forma simples. O mesmo não ofereceu qualquer resistência, porém...Havia algo nos olhos daquele homem. Algo que Hilda notara também em seus Guerreiros, que entravam no Santuário de forma apreensiva. Siegfried apresentara esse olhar, antes de partirem. Preocupação.





Logo em seguida, vinha Touro. Já ouvira muitas histórias sobre Cavaleiros de Athena em Asgard, algumas mitos e lendas, outras que gostaria de saber se eram verdade. Hilda de Polaris era devota às tarefas de Representante, orando e zelando pelas poucas vidas que restavam em Asgard, mas também tinha seu lado humano e curioso, ainda que não deixasse transparecer nem mesmo à sua amada irmã. Freya...Como estaria?





Então, o farfalhar das vestes azuis provocava o eco da construção a seguir. Com as mãos unidas, como em uma prece, olhava somente para frente, o semblante sereno. Logo notou a cosmo-energia dourada e o brilho da Armadura de Ouro de Aldebaran, passando por ele, cumprimentando-o de forma silenciosa. Notava-se que a mulher tinha um semblante sereno, porém sério. Temia algo, isso era certo! E assim, sua jornada estava iniciada. Seria cansativo passar pelas Doze Casas, mas era importante. A paz e o encerrar de derramamento de sangue dos seres humanos dependia disso, e para isso, sacrificaria tudo! Este era o seu dever.





“ Athena...Minhas preces à você também. Espero em breve encontra-la.”



Off.: Imagens MERAMENTE ilustrativas ._. E desculpem o turno porco, aos poucos vou voltando ao normal.




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