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Tópico: -= [On] Drizzle of Tears =-
¤Aries no Mu¤AS¤
Grilo Falante i.i

Postagens: 750
Registro: 28/01/2006
Local: Rio de Janeiro - RJ - BrasilSexo Masculino
 Postado em 10/04/2006 5:54:00 PM


¤ Superfície terrestre, ruínas do Castelo Heinstein. Do abissal poço do mortos, corpos negros relutantes saltavam como se quisessem atingir os céus, alastrando-se como formigas de um formigueiro caótico. Demônios prontos para espalhar o terror pelas cidades, e causar um genocídio contra a raça humana.
A Guerra Santa havia terminado, mas as coisas não haviam acontecido como habitualmente. Os gritos de desespero e agonia dos defensores caídos de Atena se propagavam por todos os planos, gritos que alimentavam a fome de conquista do Deus dos Mortos que agora reinaria absoluto, transformando o globo num inferno. Uma esfera de sangue.
"Caminhe para a terra do gelo, mestre das marionetes, e traga-me a cabeça da representante do deus Nórdico.". Foram as palavras do majestoso Hades, direcionadas ao Grifo negro, belo homem de traços nobres, cabelos acinzentados, esses que escorriam por suas costas revestidas por uma bela indumentária negra, como cataratas. A vontade de seu deus era sua vontade. Assim seria. ¤







¤ Exibia um sorriso de satisfação ao receber tais ordens, e apenas com um olhar conseguia dar a entender a frase que queria dizer: "Não tardarei". E, subitamente levantava-se abrindo as asas que o tornavam, aparentemente, ainda maior e mais perigoso do que já era. As mesmas se movimentavam com a graça das de um pássaro, e, de fato, funcionavam. O homem se suspendia no ar, levantando vôo e dirigindo-se ao seu destino, cortando o ar como uma navalha cortava a pele.
Após algumas horas, pousava em terra firme, chão coberto pelo manto alvo da natureza, Asgard! As terras tão castigadas pelo frio e pela neve agora iriam ser vítimas do ataque de um impiedoso demônio, que só podia ver sangue e morte através dos olhos. Não demorara a alcançar o Palácio de Hilda, a representante de Odin. Um rastro vermelho fora deixado pelo assassino, todos os homens e soldados que se opuseram a sua vontade em prol de Odin tiveram seus corpos dilacerados como se fossem insetos. Com o sinal da indiferença estampada em seu semblante, fitava a jovem de longos cabelos azulados. a pacata e bondosa garota aterrorizada pelas mortes que vira parecia não ter mais chances de vida, não veria o sol, nunca! Com um levantar de mão e um sorriso vil, o servo de Hades preparava-se para a execução. O fim de Asgard estava por chegar... ¤






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Alioth_Fenrir¤AS¤
Pato de Circo ;__;

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Registro: 29/01/2006
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 Postado em 11/04/2006 8:56:00 PM






















As patas do animal tocavam o solo com cautela, caminhando numa suavidade gloriosa. Sua constituição avantajada e sua pelugem ferrugem grossa e vívida eram sinais de sua selvageria mortífera assim como as grandes mandíbulas ávidas. Mesclando-se as sombras a fera se escondia, à espreita. Sua respiração austera e faminta delatava seu feitio de caçador, os caninos afiados e pontiagudos exibiam-se, deixando a saliva lubrificar os mesmos. Suas pernas e corpo delgados propiciavam-no agilidade. Era seguido por outro companheiro, um membro da alcatéia, igualmente ansioso pela carne, mas que se distanciava da primeira fera em alguns metros.






Os lobos seguiam seus percursos calidamente, acompanhados apenas de sua estimada escuridão, o breu estranho que se projetava por entre as pilastras do Palácio Nórdico, de um reino sem guardiões. À medida que alçavam o aposento, aonde o Senhor da Noite acomodara-se, seus passos aceleravam sutilmente. O par de olhos amarelados, imersos em perdição e em um brilho caótico deveras peculiar se destacaria por um ínfimo instante nas sombras. Olhos atrozes, implacáveis. Absolutos e impiedosos.








Afinal, que fim trágico tomara aquela terra? Eternamente coberta pelos lençóis gélidos e cruéis. Como poderia a luz do sol secar as lagrimas de desamparo daquele povo, se até isto lhes foi roubado? Como se não bastasse a privação absurda imposta aos de coração congelado pelos deuses, agora deveriam curva-se diante de um demônio fúnebre. Uma criatura do véu noturno- que se escondia no mesmo- pois a luz arrebatadora do astro rei revelaria sua tão escondida podridão e repugnância. Um ser ignóbil como tal, de fato, só poderia caminhar sob os céus pálidos e cegos da Terra de Odin. Os mortos caminhavam entre os vivos, fazendo-os seus instrumentos de deleite.Irmão e Irmã, Pai e filho, não importava. O estado de desorganização era tamanho que os laços afetivos ou sanguíneos foram esquecidos na luta pela sobrevivência, em que os homens exterminavam si próprios enquanto as silhuetas escuras e fétidas vindas do inferno esboçavam sorrisos perversos e desprezíveis. Existiriam ainda seres capazes de expurgar os pecados que cobriam a supercicie e contaminavam as águas? De incendiar em fogo purificador a carne dos inimigos malditos e insolentes que instalaram a desordem na Terra? Até onde os olhos podiam ver, no horizonte que se fechava em um beijo escuro o solo, não se visualizava um único semblante heróico. Talvez não existissem mais motivos pelos quais lutar.







Agora que a criatura do Tártaro avulta-se diante do ultimo filete de esperança a cortina parece então prestes a cair. Eis que salta do manto de sombras um rosnado enlouquecido. Os eventos se sucediam em uma velocidade brutal, de tal modo que seria até mesmo difícil distinguir a ordem dos mesmos. As presas do lobo vermelho almejavam o braço do espectro, e se prenderiam ao mesmo em um solavanco único. Simultaneamente, o segundo golpe, este provindo das costas do oponente nascia. As patas bateriam nas costas deste com violência, ao passo que as presas tentariam firmar-se no pescoço do mesmo. O peso daquele lobo puxava o corpo do criado do inferno para trás, no intuito de tomba-lo. Os rosnados, esporadicamente substituídos por latidos imponentes eram amedrontadores. Estranhamente aquele local via-se inundando por uma presença fortíssima, contendo um espírito de selvageria amedrontadora. A energia que fluía pelo local era como a de um animal de bestialidade indomável.

















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¤Aries no Mu¤AS¤
Grilo Falante i.i

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Registro: 28/01/2006
Local: Rio de Janeiro - RJ - BrasilSexo Masculino
 Postado em 13/04/2006 12:31:00 AM


¤ Como num ímpeto, rosnados ensandecidos, repletos de fúria surgiam. Animais com expressões terríveis jogavam-se, sem hesitar por momento algum contra o homem que vira ceifar a vida de Hilda. Um se prendia ao seu braço, tentando inutilmente prender suas presas no membro protegido pela armadura, enquanto o outro atirava-se contra as costas do Kyoto e tentava fincar seus dentes no pescoço nu do mesmo. Instantaneamente, o homem, surpreso, jogava o braço que fora alvo da mordida bruscamente para o lado, a força exercida no movimento jogava o furioso animal para longe, e com o mesmo braço, antes que o outro o mordesse, segurava-o pela nuca, arremessando-o na mesma direção. Finalmente, indignado, virava-se para trás procurando a origem daquelas criaturas endiabradas, e deslizando os olhos por todo aquele mar branco, fitava um ser de traços rústicos, acompanhado de mais lobos. Portava uma armadura anil como o céu daquela amaldiçoada noite, seus olhos cor de mel frios e penetrantes demonstravam segurança, mesmo diante do Juiz dos Mortos. Após observar por poucos segundos o homem e sua alcatéia, revidava verbalmente o ataque através de animais, com um tom sarcástico no rosto: ¤






Quem demônios é você? Hn, o que pretendes com esse bando de cães vira-latas? Me ferir, ou me intimidar? Fora corajoso o suficiente para cruzar meu caminho, e agora seu destino será o mesmo que o desses homens...




¤ Ao terminar de falar, erguia uma de suas mãos e apontava pára os cadáveres que se banhavam no próprio sangue, ao longo do caminho até o palácio. Então, atirava a mesma mão aos ares provocando uma onda de energia de tom ébano que se propagava através do chão, ia em direção à alcatéia e seu líder - Fenrir -, deixando o rastro de destruição sutil no caminho percorrido. Minos exibia um pequenino arreganhar de dentes esperando a reação do adversário. ¤




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[Off: Esse eu achei meio medíocre -.- próximo eu melhoro, sorry, Tiger]


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Alioth_Fenrir¤AS¤
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Registro: 29/01/2006
Local: BH - MG - Brasil
Idade: 27 anosSexo Masculino
 Postado em 13/04/2006 6:57:00 PM















Os seus dois fiéis animais atiravam-se na presa, sedentos. O primeiro que se agarrara a estrutura metálica da veste do adversário não é bem sucedido em seu ataque, obviamente devido ao fator de proteção oferecido pela vestimenta. O animal salivava,molhando a indumentária de sua caça, e fitando-a com ardor perverso e insano. Abraçado pelas sombras, o nórdico que caminhara por entre os animais -e os fizera seus entes queridos, observava a cena. Seus olhos astutos e de sagacidade incomparável focavam-se em cada mínimo detalhe que transcorria. Seu movimento foi hábil e veloz, acompanhado de uma brutalidade alucinante. Emergiu das sombras e rasgou o ar como uma flecha certeira. Aos olhos alheios seria apenas um borrão a se locomover, tamanha a velocidade depositada no gesto. O Espectro ocupava-se em livrar-se da fera presa a seu braço, o segundo atacante bestial, o outro lobo, saltava rumo ao Juiz. Seu corpo executava os primeiros movimentos para agarrar o lobo que lhe atacava pelas costas, saltando contra seu pescoço. É quando o caçador se move rasteiro, seu corpo inclinava-se em seu curto e veloz percurso. Milésimos antes que a mão de Minos se apossasse do cão nórdico para arremessa-lo ao longe, o golpe se concretizou. De fato, banhado pela obscuridade local e devido à rapidez de seu movimento seria impossível denunciar sua identidade ou fornecer detalhes a respeito de seu físico. Momentos à frente a identidade do atacante seria revelada, e o espectro saberia tratar-se de do protegido de Epsilon. O Nórdico erguia seu braço esquerdo, em um ângulo fechado e diagonal. As duas presas amareladas de fio afiadíssimo incrustadas a sua mão reluziram em sua trajetória. Elas se chocariam contra a lateral do joelho esquerdo do alvo em um impacto destrutivo. A dor, caso fosse certeiro, seria imensa e a massa corpórea, ao menos naquele instante doloso, seria insustentável. O golpe era simultâneo ao momento em que a mão do inimigo prendia o seu companheiro de matilha, tornando a esquiva do adversário dura. Contudo, a violência de seus punhos não se limita a isto. Seus pés impulsionam-no para cima, em um ímpeto de crueldade. As garras da mão direita chocavam-se com as costas da vestimenta protetora e atritavam-se com a mesma à medida que o corpo do Guardião Gélido subia. A intenção era estraçalhar os pontos que tocasse, dando origem a uma linha rubra nas costas daquele demônio sujo. Era uma seqüência de ataques bem armada e altamente veloz, uma armadilha montada por um exímio caçador. Eram quase três golpes realizados ao mesmo tempo, o do lobo que vinha acompanhado do ataque das lâminas nas mãos de Fenrir que tentariam atingir o joelho do inimigo e em seguida o outro golpe de Epsilon, que tinha por intuito rasgar as costas do ser sombrio.








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- Denn die Todten reiten schnell * Os carniçais enfim encontraram nossas gelerias.










Seu timbre forte e jovial foi ouvido, em um sussurro que impregnava seu total desprezo pelo ser à sua frente. Agora era possível apreciar cada belo contorno de seu corpo moldado pelas selvas. Longos cabelos desgrenhados que escorriam rebeldes até abaixo de suas nádegas. A pele alva e os traços germânicos eram evidentes. Olhos âmbar de que emitiam de forma cálida a pureza que cercava aquele homem. Seu elmo permitia que sua face fosse contemplada, afinal os visores dourados estavam recolhidos. Em sua cintura outrora qualquer luminescência era rebatida com fervor por sua safira magnífica, tudo que remanescia da antiga glória era uma saliência vazia no lugar aonde a jóia costuma ser depositada, prova de uma falha sua no passado. Acoplava-se a armadura uma pele animalesca e grossa, que cobria suas coxas além de protege-las parcialmente do frio unicamente extenuante daquela região do mundo. Cresciam protuberâncias da ponta dos punhos da indumentária. Em cada uma das mãos duas estruturas douradas arqueavam para frente, semelhantes a presas dos ferozes lobos narrados em contos lendários. Foram estas lâminas sagradas de corte absurdamente potente que atacaram o ser Fantasmagórico no aposento alguns segundos atrás- estariam maculadas pelo seu sangue?- na investida enlouquecida.Sua face era por vezes coberta pela rala nevoa oriunda de sua respiração no terreno frio. Rapidamente seus olhos pousaram sobre a Governanta daquele mundo em ruínas de modo implacável. Mesclava a seu olhar sentimentos confusos que alternavam talvez entre ódio e admiração, desprezo e resignação, seu semblante atroz. Contudo limitou-se se manter calado, enquanto observava a linda mulher desaparecer por entre os corredores, sem esconder estar completamente perplexa. Não foi ouvida uma palavra de gratidão, de dúvida talvez. Simplesmente se foi. Não era de se surpreender, aonde os mortos caminhavam entre os homens o que poderia garantir que ser que carregava a indumentária e bandeira do Norte não seria um dos que já padeceram e agora retornam? Se deteu em busca-la, pois não saberia explicar o que sentia naquele turbilhão de emoções, como explicar sua ausência? Não estava morto afinal, por que não permanecera ao lado dela? Como dizer que duvidava dela, assim como da humanidade? Além dos mais, a prioridade concentrava-se na figura de um Juiz amargo, cujos pecados eram tantos que os métodos inventados até então não ofereciam uma punição à altura. E ele estava ali, próximo do Lobo do Norte, aparentemente ambos estavam sós, com exceção dos dois canídeos repelidos espectro. Fitou e sua voz manifestou-se:









- É de fato uma tremenda audácia vir até aqui. Noto que teu mestre está convicto de seu triunfo sobre a Terra, não? Sou o Lobo do Norte. Fenrir de Alioth, a estrela Epsilon. E quem é ti, criatura tola vinda do Inferno? Por que profana este sacro local?











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* ''Pois os mortos viajam depressa'' -Citação de Lenore, de Burger, um autor alemão escirtor de romances.

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