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Tópico: •Tsubasa no Yuugi•
Eternal Hyoga AS
Pato de Circo ;__;

Postagens: 445
Registro: 28/01/2006
Local: Centrefolds - RJ - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 29/01/2006 1:53:00 AM



Ah, um joguinho bem gostoso para abrir o AS. Essa é uma interpretação minha e do Gui que acabamos de fazer no chat do Terra. Apenas os sentimentos de dois amigos antes de uma batalha. Uma interpretação direta e sincera, gostosa de ser feita...Jogar com o Gui é algo agradável, sempre...eu, particularmente, adorei esse jogo ^_^. Digam aí o que acharam *Kawaiiiiiii mode on* E sim, nós inauguramos o ON do AS, e SIM, o time dos cdb's owna ^_^



__________________________________



~E ali, sob a proteção das nuvens, o grande avião percorria a trilha que levaria aqueles pequenos jovens ao maior combate de suas vidas. Os olhos estagnados, totalmente perdidos no magnânimo azul celeste. O olhar que sempre lhe fora habitual, como negra cortina a esconder a dolorosa verdade de sua alma. E então, lembrou-se das batalhas enfrentadas até ali...por um momento, virou sua cabeça e pousou as grandes pérolas azuladas naquela criança de madeixas esverdeadas que estava sentada a seu lado. Analisou-a com um instinto fraternal, como se temesse pela vida daquele ser que lhe era caro. E então, voltou seu olhar para a janela, buscando assim com os olhos, novamente, o exterior daquele avião. Haviam acabado de sair do Japão, e dirigiam-se rápido à Grécia, deveriam ter com o Grande Mestre do santuário. Era algo que não mais podia ser adiado. Olhou para as suas mãos, perdendo-se na imensidão de suas mais dolorosas lembranças, e então, forte dor no órgão vital lhe fez brotar um leve pranto a verter em face alva. Morria como límpida gota cristalina na blusa, sem ao menos ser notada por qualquer um daqueles três amigos que estavam ali. Era sua eterna dor. Dor esta, que sempre carregara solitariamente e que jamais lhe deixaria enquanto vivesse. Eis que voltou a analisar aquele sereno semblante do pacífico menino, o mais novo dos Amamiya, e notou que aquela frágil criança era importante para ele. Há muito, o mago do gelo tentara congelar os sentimentos do cisne a voar pelos confins do inferno de gelo, entretanto, aquela parecia a única lição jamais aprendida por aquele menino com seu mestre...e seria pela falta deste aprendizado que o espetáculo de morte futuro ocorreria na vida daquele homem... ~ Shun, você está bem? Sinto seu olhar distante...





• O céu parecia ser mais esplêndido e enorme quanto não se olhava por este do solo; através das límpidas janelas, podia-se ver uma imensidão de anil. Qualquer olhar para o horizonte teria seu rumo perdido por não ter um alcance final. Enfim, era um vôo tranqüilo. Não haviam passado por turbulências, o céu estava claro e as poucas nuvens que quebravam a homogenia daquele intenso azul no firmamento eram alvas e suavemente dançavam com os ventos amigáveis daquele dia bonito. Porém, mesmo assim... uma certa angústia arrematava o âmago do caçula Amamiya; uma sensação entranha, um misto de medo e coragem, imersos num abissal tanque de dúvidas. As palavras do Cisne Setentrional eram verdadeiras, Shun parecia mesmo absorto em devaneios; aquelas delicadas orbes de cor verde viva pareciam ostentar um brilho estranho, como se estivesse a mirar o nada. Aquele rosto andrógino e calmo do mais novo do grupo detinha uma expressão curiosa, parecia estar pensando... entretanto, não era uma face de preocupação – parecia um grande vazio. Alguns segundos depois da pergunta do colega russo, Shun balançava a cabeça, como se saísse de um transe. Suas palavras - sempre afáveis - saiam num tom baixo, com cuidado para não incomodar os demais passageiros daquele vôo.• Não se preocupe, Hyoga. Estou apenas um pouco apreensivo...• As franjas esverdeadas caíam de forma a tapar-lhe os olhos. Shun mostrava um sucinto sorrir que denotava melancolia. Deixava ambas mãos juntas sobre o colo, com os dedos entrelaçados e os polegares a se mexer. Voltava a falar depois de alguns segundos de silêncio, começando com o suspiro e depois engatando as breves palavras.• O meu irmão não veio com a gente... Eu me pergunto onde ele estará agora, o que estará fazendo... Queria que ele estivesse aqui. Ele sempre soube me deixar confiante e confortável independente da situação. Não consigo imaginar o que ele sofreu naquele inferno... onde eu deveria ter ido. Ele se sacrificou por mim, para variar, e... dessa vez, alguma coisa mudou nele. • Quanto mais falava, mais triste e fraca sua voz parecia. Despejava toda a culpa das intempéries do destino sobre suas costas, no entanto, seus olhos permaneciam secos. Shun olhava para baixo, fitando suas mãos e os constantes movimentos que fazia com os polegares. Seus olhos pareciam um tanto quanto caídos, dando-lhe um semblante abatido.•





- Jogar o peso do destino em suas costas, como uma maldita culpa não irá resolver seus problemas...se Ikki fez o que fez, é porque ele certamente estava certo que era o melhor a fazer...se por algum motivo o velho Ikki morreu em algum lugar da Ilha da Rainha da Morte, a culpa não é sua, e sim dele mesmo... ~ As palavras soavam firmes, verdadeiras. Deu um forte suspiro e voltou seus olhos à plenitude anil do berço celeste. Aquelas grandes manchas de algodão a passarem rápido como flashes velozes o tragavam às memórias daquele homem. Ikki, de fato, tinha se tornado o demônio, após passar pelo duro treinamento na maldita ilha da Rainha da Morte. O grande anel incandescente no céu derramava seus feixes mornos e reconfortantes - refratados na janela do avião - na face daquele homem. Cerrava os olhos com a cortina luminosa a inundar as grandiosas jóias esculpidas em sua face. ~ - Shun, não tente arrastar um fardo que não é seu...a culpa dos acontecimentos não pode ser jogada em suas costas...~Quanto mais falava sobre tudo aquilo, aquele sentimento se aquecia dentro dele, como se a voz da falecida mãe lhe chamasse no fundo da alma. Aquela dor no peito, num imenso mar de nostalgia, e o pequeno barco do menino a navegar, sempre vacilante, tentando se equilibrar em algum ponto que ele não sabia qual era. Flashs velozes a atravessar sua mente pareciam se reverter em impulsos nervosos a esmigalhar o âmago daquele homem e impotente sensação surgia em seu íntimo. Aquele maldito calvário que deveria trilhar até o fim de seus dias...~ -Mamãe...~ E então, involuntariamente, as sílabas foram proferidas de sua boca, mas ali, totalmente submerso em suas lembranças, sequer se dera conta de que pronunciara tal palavra. E então, fechando os olhos, desejou morrer.





• As palavras de Hyoga, por mais amigáveis e confortantes que pudessem ser, não conseguiam fazer com que Shun deixasse de sentir aquela intrínseca culpa. O fato de ser fraco sempre fez com que Ikki tivesse de protegê-lo, muitas vezes se atirando nas situações das quais queria poupar seu irmãozinho; esse amor e esse cuidado, pelos quais era tão grato, eram justamente aquilo que havia levado seu irmão a se tornar o que agora era – se soubesse se cuidar sozinho, nada disso seria assim. Estufava o peito num longo inspirar e então... deixava escapar um novo suspiro. No entanto, limitou-se a sorrir, sem retrucar as palavras de Hyoga, sem querer prolongar aquele assunto, tampouco adentrar naquele dolorido e triste sentimento. Seu sorriso, por mais melancólico que fosse, não deixava de ser verdadeiro – era bom ver que alguém se importava, de alguma maneira. O Cavaleiro de Andrômeda não pôde deixar de ouvir aquela palavra quase inaudível que pulara sem querer dos lábios do Cisne – também sabia o quão delicado era tocar em tal assunto. Timidamente, Shun colocava uma das mãos no ombro do amigo, sorrindo de forma ingênua. Quem sabe.. aquele breve gesto podia induzir Hyoga a se abrir, ou então... a saber que não estava sozinho. De fato, aqueles jovens órfãos haviam virado a única família a se contar, a convivência forçada – e sobrevivendo à situações adversas – havia criado um lado tão forte, mas que nem mesmo eles tinham ciência de tal intensidade. Logo após tocar o ombro de seu companheiro delicadamente, retirava a mão que em apoio repousava e levava à gola da própria camisa; puxava de dentro da veste um pingente bonito em forma de estrela. Ao deixá-lo à vista, não mais escondido dentro da roupa, Shun sorria novamente com aquele ar gentil.• Essa é a última lembrança que eu tenho de minha mãe. Sequer consigo lembrar do rosto dela, ou do som de sua voz... eu era muito pequeno. • Eram dores diferentes, e longe de sua intenção querer compara-las, porém... talvez usasse tal fato para ilustrar que, independente da perda, da sensação de buraco existencial... sempre há algo para se apegar, algo para ludibriar e fazer a realidade parecer mais dócil e viável. De certo ponto, Shun conseguia ser maduro e aceitar a perda, se recompor e não deixar isso criar um bloqueio. Se bem que, ao contrário do Cisne, ele sempre teve ao irmão.•





~E então, sentiu aquela afetuosa mão lhe tocar, talvez tentando amenizar a dor que Hyoga sentia em si. E então, seus olhos, já embotados em lágrimas, se deparavam com aquele colar que o menino Shun retirava de dentro de sua camisa. Os olhos do Cisne pareciam morrer no meio daquela peça, como se tomasse um potente choque e não conseguisse se restabelecer em meio à situação. Aquele frágil menino conseguira superar, por que ele não conseguiria?~ - Pois eu consigo lembrar perfeitamente como era a minha... ~ E então, chorou em silêncio, apenas a derramar pesadas gotas que vertiam em maldita queda a libertar sua alma naquele momento. O navio se fazia presente à sua frente, e ao longe, podia ver sua mãe acenando a ele. O momento da despedida da mamãezinha querida, o choro incontido da pequena criança. Tudo passava de forma veloz e ele sabia ter naufragado naquele navio juntamente com ela...há muito, sua alma havia descido o mais fundo que pudera no glacial mar da Sibéria e dali, parecia jamais ter saído... ~ - E eu não pude fazer absolutamente nada... ~ Esmurrou fraco, totalmente sem forças o chão, enquanto abaixava o corpo, tentando, em vão, esconder toda a tristeza e a lamúria estampada em sua face. Ao lado, a bondosa criança de Andrômeda e ele ali, a despejar suas tristezas de forma tão infantil e primária, contrariando totalmente os ensinamentos de seu mestre.... ~





• Era, então, a sua vez de dizer palavras de conforto; abria um pouco os lábios, porém... hesitava por alguns segundos, provavelmente escolhendo a melhor palavra para começar. Fechava os olhos, suas pálpebras cobriam aquelas esferas de profunda candidez; ficava com uma feição angelical, suave. Havia momentos em que o mais novo do grupo mostrava ser o mais maduro, apesar das falhas que existiam pela sua falta de experiência. Ao erguer o rosto, balançava um pouco a cabeça, afastando as madeixas verdejantes da frente de seus olhos. Finalmente, começava a falar com toda a sinceridade existente em seu coração puro e bondoso.• Não havia o que fazer, Hyoga. Como você mesmo me disse, não se martirize por uma falha que não foi sua. Eu sei que... nesse momento, ao ver você chorando... ela deve se sentir muito triste. Ela não deve gostar de dar esse sentimento amargo para o filho que tanto amou. • Shun, um tanto quanto cansado da longa viagem, apenas escorava a cabeça no ombro de Hyoga. Como este era mais alto, Shun nem precisava se ajeitar na poltrona. Sua voz mantinha-se no mesmo tom, como se de suas cordas vocais vibrassem a esperança. Esperança... seria irônico se logo eles a perdessem.• Tente ser feliz, Hyoga... viva por você e por ela, e ela nunca vai estar longe. • Talvez, o que diferenciasse os demais Cavaleiros de Bronze de Shun era o tipo de força que estes detinham em seus âmagos, os cosmos dos demais queimavam intrepidamente – no de Shun, reluzia toda a candura de uma alma inocente. Seria essa a grande força de Andrômeda?•





"Tente ser feliz, Hyoga"... ~E nesse momento, aquelas palavras pareciam abraçar e reconfortar o cisne, com toda a candidez da amável criança. E então, o gotejar das serenas pérolas pareciam parar, e o tremular dos rubros lábios se estagnavam, como se aquele gesto afetivo do amado amigo lhe desse o suporte que necessitava. Tirou de leve o braço em que repousava a cabeça do pequeno Shun, e num misto de carinho e afago, lhe deu aconchegante abraço, como se encontrasse em tão valiosa amizade, um estímulo para viver. ~ - Eu vou tentar... ~ E então, as últimas gotículas diamante pareciam se extinguir de seus olhos - que agora fechados - procuravam um abrigo. E então, profundo calor se fazia presente em seu íntimo, como se a bruxuleante e tênue chama daquela amizade viesse a ser incandescente fogaréu a queimar naquele peito. Apesar de demonstrar força no combate, aquela criança dos cabelos de ouro sempre fora uma das mais frágeis. Sempre vivera a tentar moldar uma falsa felicidade, enquanto por dentro, os escombros de seu passado eram revolvidos naquela angústia eterna. Contudo, naquele momento, parecia ter encontrado um porto seguro, um lugar a descansar e se sentir bem. E então, encostou sua cabeça junto à cabeça do pequeno Shun, enquanto pareciam entender os sentimentos um do outro com destreza ímpar, como se estivessem conectados por seus cosmos, por suas emoções, por seu laço de sangue deixado por Mitsumasa Kido. ~ Shun, obrigado por estar aqui... ~ E com palavras doces e de sinceridade extrema, passou a outra mão na cabeça da criança, como se demonstrasse proteção para com aquele menino. ~ Mas no fundo, eu temo o encontro que possamos ter no santuário...você estará realmente pronto, Shun...?





• Realmente, mais do que conseguiam entender, aquela amizade criada em bases frágeis parecia se mostrar bem sólida; era algo concreto, no qual podiam se agarrar para manter a realidade mais agradável, mais suportável... para tornar a vida mais vívida. Shun deixava-se agradar pelo abraço fraterno do Cisne, sentia um brando calor e proteção debaixo de suas asas - aquele famigerado frio já não parecia mais tão nocivo. Repousando confortavelmente, a mente de Shun não mais se prendia em abismos de pensamentos tristes; não pensava em nada, permitia-se curtir um momento de paz. Dizem que a calmaria precede a tempestade, portanto, era imprescindível se aproveitar cada segundo dos bons tempos... para que a luta nos conturbados seja visando àquela felicidade. Hyoga se colocava a perguntar sobre o futuro adiante, porém, não obtinha resposta. No máximo, o som de uma respiração cansada e pesada... porém, proveniente de uma face serena, que transmitia positivismo. E assim... Shun dormia tranqüilo, sonhando o delírio de dias melhores, nos quais as dores seriam tão pequenas perto das afortunadas conquistas, nos quais os pássaros assobiavam canções de prosperidade. A viagem seguia rumo ao desconhecido; o sol parecia ter seus últimos raios espalhados no céu, que agora era pintado com inúmeras cores mescladas, como num belo retrato. Assim que o crepúsculo se fosse, a noite cairia... anunciando outro dia a se vencer.•






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•Amamiya Shun•AS•
Pato de Circo ;__;

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Registro: 28/01/2006
Local: Porto Alegre - RS - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 29/01/2006 2:11:00 AM

Fizemos o primeiro jogo do novo AS! Yay! \o/
Foi bem agradável turnar com um enredo leve e que dê amplas possibilidades sem se prender num só rumo.
O Luck entende o meu jeito de interpretar, partilha dele... então, só podia dar em algo bem legal.
Modéstia à parte, o Bronze Team do AS tá foda!


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|Pegasus - Seiya|AS|
Pato de Circo ;__;

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Registro: 28/01/2006
Local: - - BrasilSexo Masculino
 Postado em 29/01/2006 10:28:00 PM

O que esperar de um jogo ShikixLuck? Alto nível é claro, e isso foi comprovado em cada turno, de ambos. Um jogo bem legal de se ler, gostei muito ;D

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Eternal Hyoga AS
Pato de Circo ;__;

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Registro: 28/01/2006
Local: Centrefolds - RJ - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 31/01/2006 12:05:00 AM

Sim, Mark, esse jogo ficou lindo Já o reli três vezes e continuo achando fofo demais :3

E sim, nossa equipe Owna \o\


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Eternal Hyoga AS
Pato de Circo ;__;

Postagens: 445
Registro: 28/01/2006
Local: Centrefolds - RJ - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 02/02/2006 12:38:00 AM

Ninguém vai ler, mesmo? =/

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