Cygnus no Hyoga vs. Benetnasch no Mime
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 Cygnus no Hyoga vs. Benetnasch no Mime
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Tópico: Cygnus no Hyoga vs. Benetnasch no Mime
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Registro: 16/03/2006
Local: - - BrasilSexo não informado
 Postado em 31/03/2006 10:22:00 PM

Enredo: Hyoga é feiro refém no castelo de Durval. Após ter seu coração controlado por Durval, é ordenado a invadir o reino de Hilda.

Local: Ruínas de Asgard.

Abertura: 1/4/2006
Encerramento: 1/5/2006


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Eternal Hyoga AS
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 Postado em 01/04/2006 12:30:00 PM









Guerra. Os seres humanos detém em seu carmesim vital uma sede desenfreada pelo poder. Funestra cobiça a ornar a mente dos grandes líderes com seus macabros devaneios de dominação. A perda de vidas não passa de simples reflexo de um maldito joguete, ou capricho. Seres humanos dançam nas mãos de deus? Vidas tratadas como meros peões em um grande tabuleiro de xadrez. Os fins justificam os meios nessa total degradação dos conceitos de vida...E no fim, todos estes homens que conduzem as engrenagens da guerra irão morrer, padecerão por motivos maiores, ou menores...o destino reserva a todos os seres um único destino - fazer parte da maior das engrenagens.

Caminhava lentamente. Sentir aquelas bufadas de ar gelado outra vez era deveras agradável ao cisne setentrional. Há muito não visitava a terra natal, e agora que lá estava, uma mescla de nostalgia e amargura reverberava nas profundezas de seu espírito. As planícies geladas fixavam-se em seu olhar, à medida que densas dunas de neve se faziam varrer pelas rajadas eólicas que se desprendiam do corpo de Éolos¹. Sibéria - Extremo nordeste asiático, onde a vida se torna apenas um resquício de sonho. Ali, naquela terra degradada e sacrificada, o pequeno Hyoga dera seus primeiros passos como o menino que queria voar. Tornara-se o majestoso cisne a espalhar suas penas cintilantes pelo universo morto daquela paisagem. A natureza açoitava impiedosamente aquele ponto anecúmeno do imponente globo.




"Continua o mesmo lugar hostil de outrora...
mas por algum motivo, me traz conforto e paz.
É aqui que está o corpo de minha mãe...
confinado no grande abismo no fundo do mar
congelado da Sibéria..."




Em seus lábios tenros e bem delineados, conduzia uma rosa. Levaria aquela flor de adociado perfume para a mãe, como uma humilde homenagem aos seus oito anos de morte. Olhou para baixo, e suas mãos tremeram por ínfimos instantes. Podia ver através daquela espessa crosta de gelo o grande navio que naufragara com aquela mulher que era tão cara a ele. Arqueou as pernas, concentrou o universo que explodia no interior daquela alma tão pura e infinita, e por fim, golpeou aquele espesso bloco cristalino. A colisão provocou um leve tremor de terra, e o gelo gradativamente se rachava em grandes blocos, até que uma brecha se abria para sua empreitada.



Mergulhou. A água gelada não era empecilho para aquele homem de coração tão quente. Movia-se como um peixe e se locomovia com notável habilidade por entre a água. Cada segundo passado tornava aquela maldita distância menor, e a possibilidade de rever aquele rosto fazia o órgão vital do pequeno Hyoga sacolejar em ânsia. Finalmente, ali estava, frente à grande embarcação que servia como o sacro túmulo de Natassia. Adentrou a mesma e se dirigiu ao aposento de sua mãe. Aquele corpo permanecera no mesmo lugar durante todos aqueles anos. Inerte, estático. O corpo sem avarias, ou arranhões, a carne totalmente ilesa - continuava sempre bela, a figura de uma verdadeira santa.





"Mamãe, me desculpe pela demora.
Mas agora, finalmente estou aqui perto
da senhora... sinto tanto sua falta...
durma em paz, minha mãe...voltarei para
revê-la em breve. Até lá, ore por mim...e
espere minha volta."





"Mãe, me dê forças para continuar...
dê me o ar que necessito para viver..."





Colocou a mão sobre a cruz do norte que levava por baixo da camisa. Por muitos anos, aquilo fora tudo que o ligara à sua querida mãe, o símbolo máximo entre aqueles dois seres, o elo que afirmavam o amor que transcendia a morte. Uma lágrima se deixou levar por Poseidon, e então, virou-se de costas, saindo dali rapidamente. Não demorou muito, estava novamente em terra firme...pronto para averiguar os boatos que lhe tinham corrido sobre cavaleiros a mando de um dos senhores de Asgard que faziam Siberianos de escravos.



Caminhou um pouco, e o som da chibata estalando no lombo de um ser vivo podia ser ouvido. Interligou os fatos e seguiu o som - provavelmente eram os homens de quem tinha ouvido falar. Sua estrela guia o alertara com precisão, eram os mercadores escravistas que ali estavam. Uma roda de seis cercava um homem. O mesmo, ao tentar reagir da prisão, era esmurrado e chicoteado, urrando de dor como um urso à beira da morte. Os olhos do Cisne se encheram de fúria com aquela maldita e distorcida visão que presenciara em sua santa terra natal. O universo de seu corpo começava a fervilhar com assaz ira, e seu sangue pressionava suas artérias tais como extensos veios de lava a esmurrar as placas tectônicas. E por fim, seu cosmo entrava em erupção. Não deu tempo de reação para aqueles homens. Os golpeou inclemente um por um, findando a vida de todos aqueles vermes - meros açoitadores e aproveitadores. Dirigiu-se às pressas ao homem espancado, que agora vomitava grandes laivos de sangue. Em meio ao amontoado de plasma, tentava dizer coisas ao jovem Cisne, coisas que o levariam a um maldito futuro...




- Vamos, aguente firme...quem eram aqueles
homens?

- No castelo Valhalla, em Asgard, está
acontecendo a batalha dos deuses...
AArrghhh








Fazia alguns dias, havia chegado a Asgard. Ali, dentro da floresta de pinheiros, mantinha-se oculto, apenas a averiguar os últimos acontecimentos do local. Sabia que os guerreiros servos de Durval - senhor daquelas terras - eram notáveis cavaleiros, conhecidos como guerreiros deuses de Odin - deus de Asgard. Então, decidiu que era hora de tomar alguma atitude em relação àquilo tudo. E para isso, deveria ter diretamente com o representante daquele local.

Dirigiu-se até um guarda e foi abordado por mais três. Vestidos de enormes peles, entrelaçavam lanças umas às outras, com hostil atitude. Demonstravam com aquele gesto que o cavaleiro de cisne não era bem vindo àquele local. Hyoga os fitou com ar sério, e então, quando ia iniciar alguma fala, uma voz veio do escuro fundo de um dos corredores de entrada da grande construção...





- Soldados, não sejam hostis com o
visitante...perdoe a indelicadeza
de meus soldados, mas como bem
sabes, estes tempos são tempos
de guerra...




- Poderia me dizer quem é você?




- Ah, perdão, que tolice de minha parte.
Sequer me apresentei...
Sou Loki, guerreiro deus do senhor Durval
de Asgard, a seu dispor...




"Loki...este nome não me é estranho...
é bom tomar cuidado."



- Desejo ter com Durval, senhor destas terras...




- Então deseja ir de encontro ao senhor
Durval? Pois bem, siga-me, te levarei até ele.



Após isso, o silêncio pairou sobre aquele local, mergulhando a todos em uma fúnebre atmosfera. Algo no âmago do Cisne setentrional o inquietava - não era comum sentir aquilo. Entretanto, não podia se dar ao luxo de se deixar levar por aquele sentimento, e seguiu o guerreiro de Odin por toda a extensão do funestro castelo. Após alguns minutos de caminhada incessante, erguia-se grandioso portal confeccionado em ouro e variadas jóias. Loki se precipitou a entrar no recinto e anunciar a entrada do pequeno Hyoga. Fez uma grande mesura e ajoelhou-se àquele homem corpulento, sentado em um trono de prata.

Ver aquela abundância de poder concentrado, enquanto a população era assolada pela fome, era deveras chocante para o majestoso Cisne. A visão de tanta riqueza ostentada por um só homen provocava uma certa ira no íntimo do russo, entretanto, manteve o controle diante daquele que era o regente daquela área.





- Senhor Durval, este é Hyoga, e deseja ter com
o senhor. Agora, vos deixarei a sós com ele,
com vossa licença, retiro-me humildemente...




- Fizeste bem, Loki, pode se retirar, e obrigado...
Mas então, a que devo a honra da presença de
um cavaleiro de Atena aqui, em meus aposentos...



Com um sorriso assaz debochado e vilipendioso, o guerreiro deus se retirava, deixando Hyoga a sós com aquele misterioso homem. O mesmo, ao falar, denotava conhecer Hyoga e sua origem - o que perturbara o cisne. Como saberia quem era, e como sabia que viria? Era deveras desconfortável saber que aquele homem sabia tanto a seu respeito. Fitou-o sem cerimônias, para ele, aquele homem não simbolizava autoridade alguma ali, apenas a miserável marca da desigualdade daquela terra indômita...






- Vejo que já me conheces, então, pouparei
uma apresentação. Serei bem direto, não pretendo
me demorar aqui em seu castelo...



- Boatos de guerra entre os dois reinos de Asgard
chegaram a mim...Parece que você deseja obter o
total controle desta área e subjugar os demais
povos nórdicos...isso é verdade, Durval?




- Ser tão direto não é cortês de sua parte...
os assuntos de Asgard são pertencentes
somente a Asgard, cavaleiro...




- Não quando se trata de uma guerra tão
atroz e egoísta...seus propósitos não
têm fundamento...




- Meus propósitos são os propósitos de Odin,
por um acaso está a contestar a sapiência
de meu deus?




- Longe de mim contrariar a vontade do grande
Odin, mas um deus que ama seu povo jamais
causaria tanta dor e desespero a ele...
você apenas está usando o nome de Odin para
satisfazer suas vontade...




- Por um acaso me acusas de blasfêmia?
Você sabe demais, Hyoga, e por saber tanto,
não posso deixar que perambule solto por aí...
mas esse seu poder me será útil...



Enquanto proferia estas palavras, aquele homem erguia-se de seu trono. O universo de seu corpo malévolo como um diabo se erguia e a incomensurável áurea emanada de seu corpo contornava todo o local. A proporção do cosmos daquele homem sobrepujava e muito o do pequeno Cisne. Era um deus? Se não fosse, se equiparava a um. Poucas vezes, ou jamais, sentira algo tão poderoso daquela forma. As orbes de Durval se dilatava, enquanto flashs coloridos tomavam o lugar e começavam a explodir na mente do pequeno Cisne...





____________________
Considerar Hyoga como
sem armadura
____________________


- MAS...





- ESCUDO INVENCÍVEL DE ODIN
















Quando o avatar de Ares² se instaurou sobre as planícies geladas da indômita Asgard, aquele comensal da morte emergiu das trevas como assaz demônio de gelo a proliferar a dor e o caos. Já fazia algum tempo que aquele guerreiro conduzia aquele exército de bárbaros, e por onde passavam, conduziam o acre cheiro de sangue das crianças, mulheres e guerreiros que haviam matado. Por trás daquela máscara, um grito sufocado de uma alma enlouquecida, presa aos assaz dolorosos grilhões da abdução. Lágrimas escorriam de seu espírito, mas apesar de tudo, ele continuava a matar, sem cessar, sem piedade, ou qualquer resquício de culpa. Um indômito marechal que conduzia aquele exército com mãos de ferro...






"Não demorará e Durval reinará absoluto sobre
esta terra maldita.
Hilda não conseguirá aguentar por muito tempo
a fúria dos guerreiros deuses de Durval..."





Havia algum tempo, Midgard invadira Asgard com aquela horda que espalhava o horror sobre aquelas terras mortas. Os exércitos de Loki já começavam a penetrar o centro do vilarejo que levava ao castelo de Hilda. Àquele homem que detinha o frio da Sibéria em seus punhos, restava apenas a dominação das áreas periféricas, para que impedissem qualquer tipo de ajuda que, porventura, viesse ao socorro de Hilda.

Ouvira boatos que alguns de seus homens haviam padecido sobre as ruínas daquele maldito lugar. As histórias do lendário trovador que era guardado pelo espírito de Benetona pareciam verdades, e o comensal da morte resolveu, então, averiguar e terminar com aquilo a seu modo. Andava sozinho havia algumas horas, procurando os resquícios da ruína entre o vendaval de neve que se formava. Mas algo por trás da indumentária não era normal...algo ali continuava ainda a lutar contra aquele corpo, contra aquela malha de aço que o aprisionava...algo por trás daquele corpo parecia querer se desgarrar...A constelação de cisne parecia derramar seu pranto em forma de flocos de neve...






____________________
Considerar Midgard
com o elmo.
____________________


"Novamente esta sensação... O que será
que são aquelas estrelas que ficam a me olhar?..."







______________________________________
[Off:] Magus, mudei um pouco o enredo,
para que a interpretação discorra melhor e
com um leque maior de possibilidades.
Espero que não se importe.

Enredo alternativo que conta o domínio
mental de Durval sobre Hyoga, gerando
Midgard.

1 - Éolos - Deus dos ventos, filho de
Júpiter e da Ninfa Menalipo. Na mitologia
dos gregos e dos romanos era ele quem
desencadeava as tempestades.

2 - Ares - Deus da Guerra na mitologia.
Conhecido também como Marte. Era
filho de Zeus e Hera.
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 Postado em 01/04/2006 9:43:00 PM






Luz e sombra, mais que luz, muito mais, a luz como lâmina precisa lacerando as copas ou baba de sol fazendo das folhas degraus, feixe afiado e veemente ou filete exíguo de teia tímida. No breu, faíscas candentes, enxames coruscantes. Súbitas aparições em meio ao desconhecido para tornar mais insondável o mistério, manchas de nitidez bordadas na treva, que delírio seria este, um ambiente tão vil, onde a luz é efêmera? A cada cem figuras fermentando na treva, um rosto iluminado. Lagarto de jade esmeralda, imóvel sobre o dorso enrugado e fulgente do tronco parcialmente revelado, enquanto ciciam em volta movimentos invisíveis. Oh Asgard., exímio nome, inspiração para poucos e definho para muitos, terra castigada pelo gelo nostálgico e marcada por diversas guerras que lhes fogem a memória. Que montanhas mordeu, no seu furor sagrado? Que rios, através de selvas e areais, vieram nele encontrar um túmulo ignorado? De onde vem ele? Se tudo é morte além, - em que deserto horrendo, em que ninho de treva os astros vão dormir? Em que solidão o sol sepulta-se, morrendo? Asgard, apesar de não mais virgem, vivia pacificamente há muito, desde que a representante de Odin, Hilda, assumiu frente a seu povo o labor de sua terra. Fato ilusório ao governante sulista, Durval, o qual vive como um vulcão, cujo fogo interior a si mesmo imortal se nutre e se devora. Comandante da tropa de Guerreiros Deuses ao sul de Asgard, este defende mais sua ganância do que os ideais do deus Odin. Senhor astuto, orgulhoso junto a sua horda levam os naus os seus ditames, da peleja entre os horrores, vis escravos, crus senhores, deste preito e menagem que lhe dão. O sopro da desventura galgava cada passo dos Guerreiros de Durval em direção aos domínios de Hilda. Era o início de novos tempos...Viva há pouco, de púrpura, sangrento, desmaia agora o acaso. A noite apaga a derradeira luz do firmamento...Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga. Um silêncio tristíssimo por tudo se espalha. Mas a lua lentamente surge na fímbria do horizonte mudo: E o seu reflexo, pálido, embebido como um gládio de prata na corrente rasga o seio do rio adormecido.





Os rumores de um novo general aliado ao voraz sulista já haviam chegado aos salões de Valhalla, da ave galante, de penas graciosas, o voluptuoso Cisne. A avidez deste cosmos não era estranha para nenhum das sentinelas da tenra, Hilda. Fora dali, o silêncio. Depois, na sombra, à voz das cornamusas graves, termina a pastoral num lento epitalâmio... Cala-se o vento...Expira a surdina das aves... E a terra, a ansiar, no desejo que a enleva, cora e desmaia, ao seio aconchegado o flâmeo, entre o pudor da tarde e a tentação da treva. E esta segue, como peste, em uma epidemia disforme, jamais vista...A estrela Eta, em dolorosa angústia vespertina, brilha. O cavaleiro de Benetona, observa do salão cosmos inflamando e como em erupção de um vulcão inativo, desterrando tudo e todos em seu caminho.





Não és bom, nem mau, és triste e humano....Vives ansiando , em maldições e preces, como se, a ardes no coração o tumulto e o clamor de um largo oceano. Pobre, no bem como no mal, padeces; e rolando num vórtice oscilas entre a crença e a inquisição. Capaz de horrores e de ações sublimes, não fica das virtudes satisfeito, nem te arrepende, infeliz, dos crimes. Assim foi julgado Mime, que teme suas próprias lembranças, por um passado nefasto que desde então lhe brotou uma vida de solidão funesta. Guiado apenas por um senso auto-crítico o cavaleiro sem pronunciar nenhuma palavra deixou o castelo e se dirigiu ao ponto que cultivava como palco para suas melodias. Não era necessária nenhuma manifestação dos cavaleiros...Apenas a lágrima tímida que se mostrava nos olhos de sua senhora, era o bastante para saberem que suas vidas estavam entregues ao novo dogma que Odin os concederia. E é quando Mime finalmente encontra seu morno berço frente ao caos e a morbidez que Asgard seguia. Em um recato de orgulho e de respeito a si mesmo, este de dores grandevas e seculares prantos, leva sua harpa com maestria ate seu peito onde é apoiada. Não é preciso pensar muito em qualquer melodia, esta soa naturalmente com um som profundo, como uma harmonia desigual, seu encanto cativo amolecia até as rochas que ao seu redor bradavam eloqüentes súplicas de salvação.






Da noite no remanso sua alma se extasia, e praz-lhe a sós contigo pensar na solidão, deixar arrebatar-te vaga fantasia, deixar correr o pranto do fundo coração. Tudo é silêncio harmônico e doce amenidade, e uma expansão suave do mais fino sentir. Desejos no presente, receios no porvir! Como licor que mana de cava, húmida rocha, que o sol nunca evapora, nem limpa amiga mão; a dor que dentro sente, sua alma desabrocha, que livre o pranto corre da noite na solidão! E nas folhas que se movem, da noite à viração, ainda escuta os ecos de uma fugaz ventura, que assim o deixou...Prossegue, harpa ditosa, as doces harmonias, que da sua alma sabes a mágoa adormecer; prossegue... e a doce imagem dos meus primeiros dias veja eu ante os meus olhos de novo aparecer! Ai, foram como a virgem, que um sítio solitário acaso um dia se viu, sozinha e devagar. Memória benfazeja, que o gélido sudário, que a morte em nós estende, só vale desbotar. Pensando e amando, em turbilhões fecundos és tudo: És a virtuosa canção da Benetona.











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Eternal Hyoga AS
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 Postado em 01/04/2006 11:14:00 PM











Por um minuto, pensou que seu corpo se rasgaria. Aquele espírito parecia lhe impor assaz hemorragia. Sangrava veios de lava ácida, corroendo sua honra e maculando sua pureza. A criança havia se tornado o demônio. Ocultado por aquela máscara, perdera sua humanidade e abandonara suas crenças...renascia, então, para um atroz mundo de enganação, que sua mente - dominada pelo mal - dissimulava, enganando sua alma. Quando aquele choro sufocado aumentou um pouco mais, a solitária alma tentou reagir. Entretanto, aqueles grilhões forjados em ébano pareciam trancafiá-lo dentro de si mesmo. O berro sufocado da dor e do desespero refletia em seu próprio eu. Embora o conflito entre dois opostos se estabelecesse em um único corpo, uma vontade maior parecia conduzi-lo a um calvário do qual ele não podia se salvar. Por ironia do destino, carregava sua incandescente cruz nos punhos gelados. E quando o crepúsculo desceu como uma extrema-unção e derramou seus últimos raios mornos sobre o universo, sua alma desejou finalmente morrer.






"Afinal, o que é isto...? Quem sou eu?"




A alma - bastante cansada de lutar contra aquela vontade malévola - finalmente parecia se dar por vencida. No fundo daquela masmorra de agonia, recostara seu queixo contra o peito, e com os braços atados contra as paredes da perdição, percebeu que os esforços para libertar seu corpo seriam em vão. Por fim, derramou suas lágrimas naquele fundo abismo que se tornara a do pequeno menino - que parecia ter morrido no maldito castelo de Durval. As estrelas sabendo do maldito fato, pareciam avisar ao longe, a um espírito mais sublime, que o amor de sua vida estava à beira da loucura. um clarão emanou forte na constelação do majestoso pássaro glacial. Aqueles clarões ofuscantes eclodiram daquelas pequeninas estrelas que pareciam sumir no firmamento juntamente com a esperança da criança que habitava aquele corpo. E num ato desesperado, aqueles mesmos feixes luminosos invadiam o coração da constelação de Aquário, acendendo uma tênue chama de dúvida e tristeza no mais racional dos doze apóstolos da deusa da justiça. E quando o contato febril se estabeleceu entre aquelas duas almas...o pequeno Hyoga habitando o demônio escarlate chorou cristais de gelo e flocos de neve, que morriam nos braços da aurora...






"Hyoga..."




"Mestre..."




E embora o contato entre as almas não se estabelecesse, ambas podiam sentir a aflição da oposta - era um laço que transcendia até aquela maldita magia. No outro lado do mundo, aquele simples pensar provocava na pequena alma do pequeno Hyoga, uma tremenda vontade de lutar pelo que era imperativo em sua vida. Não se entregaria, não naquele momento, não daquela forma. Com assaz força, se debateu contra aquele muro, e mesmo assim, as algemas continuaram firmes. Como prisioneiro na masmorra de sua própria vontade, o pequeno cisne não desistia. Chorava, berrava, se esperneava. No escuro de seu íntimo, estava sozinho, apenas a conduzir as lembranças que o moviam a continuar lutar por sua liberdade. E por mais que aquilo tudo fosse deveras difícil para ele, desejou viver profundamente a partir daquele momento...a visão do mago de gelo fora o suficiente para desencadear o universo em expansão dentro daquela prisão...renascia ali, o cosmo do cisne...






____________________
Considerar apenas
Midgard na imagem
____________________


"...Atena..."




E quando por intermédio do amado mestre aquele nome naufragou em sua memória, a visão de sua deusa se fez presente. O Cisne, em seu cativeiro, arrancava forças do inferno, e uma rachadura podia ser ouvida em meio àquelas correntes. A força que a pequena alma fizera fora tremenda, e embora não conseguisse se soltar, havia tido um progresso. O âmago conflitante e desesperado abria uma fenda por onde, agora, passava um pequeno rastro luminoso. Um pedaço dos grilhões havia se partido, e embora não fosse o suficiente para se livrar daquele calvário, era um sinal de que nos momentos mais difíceis, a alma daquele pequeno menino ganhava maiores proporções. E após tanto esforço, a alma parecia se entregar temporariamente, adormecendo, e deixando o corpo do pequeno Hyoga novamente a mercê de Durval, e agora, a face de Midgard, o demônio mascarado, era a real face daquele pequeno e delicado corpo, o corpo que um dia chorara a perda do afago de uma mãe...






"...Esta dor de cabeça latejante
já tem algum tempo...mas que
maldição é isto?"





Andou um pouco, e então, doce melodia se fez presente, ecoando em sua mente e o levando a um deleite momentâneo - o som produzido pela constelação de Benetona era deveras belo. As ruínas se formavam na imensidão de suas sáfiras anil mescladas em diversos tons oceano. E em meio àquele mundo triste e esquecido, um pequeno espírito rastejava sem um corpo - que jazia ali, tocando sua harpa. Algo naquele homem chamava a atenção do atroz Midgard, e então, resolveu não macular aquela bela canção com sua voz gutural, preferiu que sua altivez fosse sentida pela manifestação congelante de seu cosmo...o cosmo que fora lapidado pelo amor de um pai...







______________________________________
[Off:] Malz a repetição de screens. É foda
arruma algo decente de Midgard =/
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 Postado em 10/04/2006 9:11:00 PM





Jamais teria sido tão édipo, o encontro era inevitável, frente ao ambiente caótico que Asgard agora sustentava. Os olhos de Mime pesaram por um instante, enquanto a brisa abatida moldava seu rosto, sua expressão sem vida transpassava o que ele sempre fora, um guerreiro solitário e retraído em seus sentimentos. O cavaleiro que ali se aproximara não ousava pronunciar sequer uma palavra frente a melodia que o nórdico exalava de sua primosa harpa. A presença do enviado de Durval era fria como a neve que castigava o cenário, e Mime sabia sem o mesmo mencionar uma palavra, quais eram seus tresloucados objetivos perante a sua terra. Asgard morria... A síncope da vida, a agonia da luz, um genocídio pode-se assim generalizar. Ao céu, a Estrela Eta fulgia, como se este astro fosse aos prantos pela demanda que seguia, podendo esta ser a última. Um leve pensamento afligiu a mente do cavaleiro de Benetona por alguns instantes....Uma dúvida... Não sabia ao certo, como Durval pretendia dominar uma terra morta, uma terra sacra, selada pelo orgulho e devoção à Odin...
A retórica questão não cabia a Mime naquele momento, deveria seguir sua doutrina como sempre lhe foi aplicada, impor sua vida frente ao dever de cavaleiro, e assim faria sem hesitar. Voltou seus olhos de forma lasciva ao enigmático sulista, sua melodia cessou e recolheu-se da postura ignóbil onde se encontrava, ao berço das ruínas. Seu corpo agora ereto, oscila, inflama, eis o cosmos do trovador de Asgard, de forma descomunal este se eleva, porém não apresentava nenhuma hostilidade, ao contrário, floria em calmaria e paz, fecundando em seu dito adversário uma tranqüilidade que este jamais desfrutara antes.




O que lhe aflige, cavaleiro?! Parece-me um pouco perturbado.... A morte, é, somente mais um caminho que todos devemos trilhar... E não se preocupe, farei com que a encontre de forma branda e indolor...



Suas palavras repletas de fel e audácia, soavam como prosa, a expressão do nórdico sequer havia se alterado... Logo a mudez entre os dois era quebrada, por uma doce voz que jamais avançaria ardil e armado de seus punhos contra seu inimigo, suas palavras poderiam desterrar o mais forte dos gigantes. Seu cosmos inalterado, dançava em seu corpo, não temia seu destino, temia a si mesmo. Seus olhos vermelhos ululavam, aparentavam o mar de sangue que ali se formava, mais um digladio, mais uma peleja entre dois servos de ideais opostos, duas marionetes em um espetáculo para seus senhores.... Não havia muitas virtudes para se idolatrar neste embate, mas lutariam com todas as suas forças, como jamais o fizeram, pois é nisto que acreditam. O vento fino e gélido poderia cortar suas peles, era sentido na carne o que se outorgava, enquanto em um show de luzes, faíscas desprendiam-se do cosmos de Mime, o qual a imagem se ofuscava, não saberia que reação esperar de seu oponente, seus flancos aos poucos umedeciam, e sua harpa de extrema formosura e ardor sublime brilhava, respondendo sua crença e elevando seu herdeiro, calcinando-lhe o hórrido, domando em sua carne o único instinto que lhe foi ensinado, banhar-se de todo o sangue humano que embebe seu sudário, perpetuando seu prazer imediato.








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