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Tópico: •Rebirth•
Eternal Hyoga AS
Pato de Circo ;__;

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Registro: 28/01/2006
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Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 09/02/2006 11:56:00 PM


Bem, jogo de X-1999. Eu(Luck) e o Yoshiki fizemos esse jogo no chat da Uol. Eu interpretei o Sorata e o Gui interpretou o Kamui. Foi um jogo muito agradável de se jogar. Com um feeling bem sincero. Eu, particularmente, gosto de jogar com o Gui, talvez porque ele entenda meus turnos e me devolva turnos tão bons que me dêem o prazer de continuar a interpretar. Bem, digam o que acham. Eu, como sempre, adorei jogar com ele ^_^


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"Onde você estará...Kamui?" ~ E assim, o jovem Arisugawa ficava a rondar a imensidão da iluminada Tokyo a procurar o jovem que detinha o destino do mundo em suas mãos. Sentia algo flagelar seu âmago num maldito sacolejar de seu órgão vital, como se alertasse que aquele ser tão caro a ele estivesse a berrar sufocadamente. Ajeitava o boné, à medida que saltava os telhados das casas. A jaqueta parecia se descontrolar com movimentos tão velozes, enquanto a leve brisa noturna acariciava sua fronte. Seria uma sensação deveras agradável sentir o fluir eólico massagear todo o seu corpo - como leve mão a acariciar o amado - se não estivesse tão aflito com o jovem Shirou que sumira havia um tempo devido aos últimos incidentes. A batalha do fim do mundo, na verdade, apenas trazia baixas a ambos os lados. As estrelas pareciam se movimentar em um sentido uniforme, visando alertar àquele homem o paradeiro do estimado amigo. E sem mais delongas, aumentou sua velocidade em meio às sombras do funestro véu negro que agasalhava o universo... ~ "Já sei onde está...como não pensei nisso antes?" ~ Eis que ao longe, a imensa torre de Tokyo estava a abrigar perdida alma a vagar por algum ponto da imensidão de sua mente. E ali estava ele, o pequeno Kamui. O olhar perdido em algum ponto de sua existência. Aquela cena de total descrença açoitava o íntimo de Sorata - ao ver aquela criança carregar o peso de tamanho destino em suas costas. Sentiu um pouco de receio em denotar sua presença ali, mas a necessidade de tentar - de algum modo - animar o amigo o levava a perder o medo. Seus passos - leves e delicados - indicavam o cuidado que tomava para não atormentar aquela criança. Sentou ao seu lado e colocou a mão esquerda no ombro do valioso ente. Virou a face ao mesmo, fitanto-o com um aperto no coração - embora não quisesse demonstrar. Tinha a total noção do quanto a cena da morte de Kotori-chan fora dura para ele. O mesmo se sentiria assim se perdesse a pequena Arashi - tinha certeza. E por isso, podia sentir a dor do amigo lhe invadir como se tentasse compartilhar de tamanho calvário. O vento sibilava fraco, provocando leve estridente nos ouvidos de ambos meninos. Os raios lunares a abrigarem os dois pequenos selos. No Mt.Kouya, um velho astrólogo parecia esquadrinhar o infinito celeste, lendo o destino daquelas pequenas crianças. Aquela dor que sentiam era apenas o início...o início da batalha do fim do mundo...~ - Eu estou aqui, Kamui...






• Atônito, Kamui fitava o escuro firmamento com olhos pesados; imerso em angustiantes devaneios, mantinha seus olhos a mirar para frente sem, no entanto, focalizar nada. Aquelas pedras de triste azul pareciam deveras melancólicas, não tendo mais nenhum brilho – antes com vivacidade, agora pareciam assaz foscas. Olhando para o nada, portanto... perdido em seu vazio interior, o jovem Shirou parecia estar morto. Nem, ao menos, notara o som de tímidos passos a se aproximar... ou então o forte uivar dos frios ventos – nada parecia tirá-lo daquele profundo transe.• “Doushite...? Doushite...?” • Esta pergunta parecia martelar-lhe o âmago com tamanha força que fazia seu coração doer como nunca. O bater em descompassado de seu órgão vital denunciava o quão conflitantes eram os sentimentos que detinha; confuso e amargurado diante daquela intensa perda, Kamui não via esperança, vida, vontade... nada. Era como se o tempo parasse, como se após a morte de Kotori... toda vida havia morrido em seu interior.• “Kotori...” • No seu íntimo, sonhava com o dia em que novamente um gracioso pássaro cantaria no raiar de um novo dia, porém, quanto mais aspirava por coisas impossíveis, mas feria-se. Sentado numa barra de metal do para-peito, aquele jovem colegial mantinha-se imóvel na Torre de Tokyo, com as pernas balançando livremente - aquela enorme altura parecia ser tão pequena se comparada com a queda que o selo responsável pelo destino da Terra havia sentido emocionalmente. A brisa gélida tocava seu delicado e alvo rosto, porém, a sensação não era agradável... como outrora seria: sentia apenas o frio físico como resultado do congelamento espiritual. Seus cabelos, fios de sedoso ébano, pareciam bagunçados com o soprar aquele fluxo eólico; parecia até mesmo a sua essência a se chacoalhar dentro de si, mostrando-se mais desordenada do que nunca - tudo naquela triste noite parecia refletir o seu lúgubre estado atual. Eis que sentia o cálido peso de uma mão a repousar sobre seu ombro – gesto sutil, delicado... justamente o modo perfeito para anunciar-se para alguém tão frágil e absorto em torturantes pensamentos. Lentamente, sua baixa e fraca voz soara de uma maneira nunca antes vista – antes, teria aquela hostilidade, aquele vigor... agora, mostrava-se melancólica e abatida.• Sorata-san... • Era quase como um sussurro. Porém, ao notar finalmente a chegada aquele garoto – que insistia em olhar por Kamui e cuidá-lo como um leal amigo -, havia interrompido seus pensamentos de autocomiseração por um momento.•






- Kamui... ~ Engoliu a seco aquelas palavras repletas de melancolia que irrompiam da boca do pequeno Kamui. A aparência fragilizada do pequeno selo fazia a dor invadir o monge de Kouya. Sorata, então, desviou o incrédulo olhar ao horizonte, escolhendo as melhores palavras para tentar - mesmo que com pouco sucesso - amenizar a grandiosa dor que crucificava o âmago do menino. A boca parecia tremular de leve, com medo de expelir alguma possível palavra cortante e indesejada. Os gandes diamantes negros esculpidos em sua face a indagarem ao grande manto ébanho o porquê de tais acontecimentos. Sabia que a dor e o fardo que conduzia eram meras farpas diante à enorme cruz que Shirou-kun carregava em suas costas. Tirou a mão dos ombros do amigo de maneira sutil e delicada - tentando não incomodar o momento de reflexão. Contudo, sabia que se Kamui continuasse a se perder naqueles devaneios, não conseguiria cumprir o destino ao qual fora incumbido. Inspirou forte, enchendo sua caixa toráxica com puro ar noturno, e após isso, expirou levemente, criando um pouco mais de coragem para dizer palavras sinceras e amigáveis. ~ - Kamui...entendo como se sente. Perder alguém que se ama muito não deve ser nada fácil, mas...~ parou um pouco. Tentou perscrutar - no fundo da memória - palavras sábias que não atormentassem o já aflito menino. Tentou não tocar no nome de kotori-chan. O simples nome da cândida falecida poderia despertar uma ferida mais profunda na alma da criança. Entretanto, a situação de Sorata não era das mais simples: Deveria achar o verdadeiro Kamui que se perdera nos escombros de sua dor. Sabia que o mesmo estava ali, em algum lugar, sangrando naquele mar de intensa nostalgia e culpa. ~ - Kamui, você precisa viver...por mais que sinta a falta dela, a sua vida ainda tem um propósito...se não consegue mais viver por si mesmo, viva ao menos pela memória dela...eu sei que ela ficaria feliz se fizesse isso. ~ E aquele homem que todos julgavam sendo um simples imaturo e brincalhão, parecia deter um espírito maduro e adulto dentro de si. Seu semblante era calmo, não queria demonstrar as dores dos acontecimentos ao selo que detinha o destino do mundo em sua alma. Sabia que se demonstrasse fraqueza, Kamui duvidaria de sua capacidade e ignoraria suas palavras. Tirou o boné e ficou segurando-o com a mão esquerda, enquanto mexia nas madeixas castanhas assaz brilhosas e vivas. E assim, o pequeno Arisugawa se dava um pouco ao luxo de sonhar com o fim daquela batalha. Um novo dia, que iniciaria uma nova era, em que os homens viveriam em paz e que o amanhã não fosse uma incógnita. Sonhava em dias melhores com a doce Arashi, embora soubesse que seu destino não teria um amanhã no fim daquele túnel...~






~•~•~ ♥ ~•~•~ Tão logo pronunciava aquele vocativo, voltava a perder-se na imensidão daquele véu de ébano a engolir os ares. A noite estava muito escura, as estrelas do céu – numa cretina ironia do destino – parecia mais fracas e apagadas do que nunca. Aquele vento gelado fazia um silvo agudo e nostálgico, como se estivessem a cantarolar o fardo daqueles jovens como se narra uma tragédia grega – aquele garoto predestinado a decidir o destino do mundo, no entanto, não conseguia decidir o seu próprio destino; aquele garoto que tanto queria defender as pessoas amadas, sua mãe e Kotori-chan, as tinha perdido com inaceitável impotência. ~•~•~ ♥ ~•~•~ Sorata-san... vocês estão enganados. Eu não sou o mesmo “Kamui” que vocês procuram. ~•~•~ ♥ ~•~•~ O jovem atormentado virava o rosto, falando de forma indiferente e ríspida. Por mais que tivesse ouvido a afável frase daquele que se dizia seu amigo... parecia ignorá-la: ela não fazia sentido – aliás, nada faria sentido naquele momento de incomensurável dor. Logo, mergulhava suas azuladas orbes na imensidão daquele céu; não via nada inspirador, nenhuma resposta, nenhum conforto no cintilar daquelas dispersas luzes das estrelas – e pensar que diziam que podia-se ler o destino através de tais astros... cada vez menos as coisas pareciam ter crédito para o jovem Kamui. ~•~•~ ♥ ~•~•~ Sorata-san, você mesmo disse que... morreria por uma mulher. Imagine-se vendo essa mulher, por quem você se submeteria à morte, a morrer diante dos seus olhos... enquanto você não pode fazer nada. ~•~•~ ♥ ~•~•~ Sua pálida face não expressava nada, era como se com a morte da pequena Monou... Kamui tivesse morrido junto – ou sua alma. Suas palavras eram pesadas, instaurando um clima de tensão e amargura no ar. Depois disso, era criado um silêncio fatigante, sendo apenas interrompido pelo som da brisa a passar por entre as superfícies de algumas verdejantes folhas e fazer o seu famigerado sibilar acompanhado do cântico das criaturas noturnas. Por mais perdidas e inexpressivas que fossem, aqueles olhos azuis pareciam brilhar: estavam marejados, com límpidas águas a brilhar com o reflexo dos raios prateados da luz cheia no céu. Era uma cena de cortar o coração, ainda mais para quem se preocupava com Kamui. ~•~•~ ♥ ~•~•~ Sorata-san, você não precisa estar aqui. ~•~•~ ♥ ~•~•~ Por mais que não fosse rude, como tanto antes havia sido, Kamui não se mostrava amigável ou receptivo. Por não olhar uma vez sequer para o rosto da Estrela de Kouya, o amargurado jovem parecia deveras fechado. Era ininteligível aquela mente, aquele coração... ~•~•~ ♥ ~•~•~






~ Naquele momento de total angústia, o pequeno selo não demonstrava uma brecha sequer para que o selo de Kouya pudesse tentar reverter aquela amargurável situação. Sorata sentia-se impotente - estava falhando em suas tentativas de animar Shirou-kun. Sorata juntou as mãos e ficou a mexer os polegares, em vã tentativa de que os mesmos pudessem acender uma luz em suas idéias e lhe transmitirem sábias palavras a dizer a Kamui. As jóias esculpidas em sua face pareciam mais opacas após tais palavras. A vida do menino ao seu lado havia se tornado totalmente fosca, numa mescla cinza-ébano, um grande rio de perdição que fluía veloz ao derradeiro mar da perda de sua alma. Mordeu os lábios de leve, buscando melhores vocábulos a proferir em afeto. Embora Kamui demonstrasse certo vilipêndio com a estrela de Kouya, este entendia claramente todas aquelas atitudes por parte do menino. Assoprou o ar, tentando - com um ato insensato - descontrair a situação. ~ - Shirou-kun, eu não estou aqui por uma obrigação e sim por consideração...eu não posso ficar parado enquanto vejo você abandonar tua vida pouco a pouco. Eu não estaria sendo um bom amigo... ~ E assim, olhou o pequeno Kamui com ar severo, demonstrando mais segurança e tentando animar um pouco o fragilizado selo. ~ - Sabe, Kamui...eu raramente digo isso a alguém, mas...se o teu fardo é pesado o bastante para te fazer tombar, jogue um pouco da tua dor nas minhas costas...a amizade não é feita apenas de flores. Se eu estou aqui tentando compartilhar da tua dor, existe um propósito maior que me leva a fazer isso...seja feliz, Shirou-kun... ~ Voltou a posar o sereno olhar nos holofotes celestes - que já não brilhavam mais como em outrora. Pareciam se ocultar do destino trágico que aguardava aquelas crianças. E assim, Sorata demonstrava ter crescido e, embora a dor de seu futuro lhe fosse sabida, ele não esmorecia jamais, sempre tentando com sua confiança e sua esperança almejar um mundo melhor. ~ - Kamui...nós precisamos de você... ~ A mortalha noturna parecia abraçar aquelas crianças, à medida que as rajadas eólicas ficavam mais potentes e gélidas. Correntes de ar conduzindo aqueles dois ao futuro, embora o pequeno Kamui insistisse em viver agarrado a seu presente. Sorata, no entando, decidira do fundo de sua alma, salvar aquele gatinho perdido. ~ - Kamui, sinta o vento lhe chamar...o amanhã abre as portas para o seu futuro. Não esmoreça jamais. O seu futuro não pode ser lido, tampouco conhecido. Ele pertence somente a ti. Se tu não quiseres sair deste mar revolto por si só...não vou ser eu que vou conseguir tomar as rédeas de teu futuro e te guiar a um novo amanhã...o raiar de um novo sol te espera, não ignore-o...






~†~†~ ♪ ~†~†~ Aquele que, supostamente, representava o desejo dos deuses mantinha-se impassível diante das afáveis atitudes da Estrela de Kouya; aquelas palavras de incentivo e esperança pareciam entrar por um ouvido e sair por outro. Novamente, Kamui parecia compenetrado em pensamentos vazios – o que era deveras curioso. Assim como aquele céu parecia tão escuro, sua mente parecia obscurecida com o choque da dolorosa perda, com a incompreensão de tudo o que estava acontecendo. Em seu âmago, explodia uma revolta contra tudo e todos, contra todas as situações de sua miserável vida – que passava sem um propósito a que pudesse se agarrar.• Vocês só me querem porque acreditam que eu seja essencial para seus desejos. ~†~†~ ♪ ~†~†~ Era frio, seco... podia estar sendo injusto, porém, não pensava em tal hipótese. Sentia-se apenas mais uma gota num oceano de mistério, perdido em meio à uma imensidão de coisas que não lhe diziam respeito. Não sabia quem era, quem queria, o que estava a fazer ali... limitou-se a respirar profundamente, dando um longo suspiro. O sopro do ar mexia os fios negros, tirando-os da frente da face branca: cada vez mais, seus olhos pareciam transbordar oceanos de sentimentos contrários. Não encontrava uma única brecha de luz em seu interior, porém... como poderia sentir-se em desespero se apenas entregava-se passivamente à dor? ~†~†~ ♪ ~†~†~ “Doushite...? Doushite...?” ~†~†~ ♪ ~†~†~ Aquela interrogação parecia ganhar cada vez mais força, ecoando em seu âmago. Sentia um bombardeiro de culpa, de asco por si mesmo – era fraco, impotente... não conseguia ser feliz tampouco assegurar a felicidade daqueles que gostava. ~†~†~ ♪ ~†~†~ "Você é ridículo, Shirou Kamui. Você se porta com tamanha arrogância diante das pessoas, porém, elas é que deveriam desprezar um traste como você.” ~†~†~ ♪ ~†~†~ Flutuando naquele céu de negritude ímpar, Kamui via uma réplica de si mesmo á frente da Torre de Tokyo: suas palavras eram duras, afiadas; seu impacto era destrutivo. Por um momento, o garoto sentira uma fisgada forte no coração – o som de vidro quebrando. Algumas lágrimas escorriam por seu rosto, caindo contra o chão de metal da torre. Era como se tudo à sua volta sumisse, sendo imerso num mar de escuridão; nenhum som se fazia presente se não o das gotas cristalinas a pingar. Silêncio, angústia... sentia seu coração apertando mais, o ar era difícil de respirar – sufocava-o.~†~†~ ♪ ~†~†~ “Kotori... boku wa... boku wa…” ~†~†~ ♪ ~†~†~ Não conseguia se expressar nem para si mesmo, hesitava... tentava puxar o ar com força, porém, não sentia nem mesmo o seu corpo. ~†~†~ ♪ ~†~†~







~ E assim, o pequeno Kamui parecia entregar sua alma ao negror do labirinto de seus devaneios. Um fino pranto vertia em lenta queda da alva face tomada pela angústia. Rolara inicialmente dos olhos descrentes, sem vida. Seguira um fluxo descendente, enrusbecendo as - já coradas - maçãs do rosto um pouco mais. E jazia em assaz lúgubre queda na mão esquerda da direita de Kouya. ~ - Kamui, pode chorar...eu segurarei o seu pranto... ~ A cristalina gota de desespero que tombara daquela safira parecia transpor a pele do jovem Sorata e queimar-lhe a alma - tamanha a sinceridade de sua origem. Por um instante, a impotência assolou o âmago do Dragão celeste de Kouya. Aquelas lágrimas não eram desejadas, mas já que haviam vindo, tentaria amenizara dor das mesmas no íntimo de Kamui - isso era certo. O fluxo eólico se arrastava num leve bolero sombrio, trazendo a dor aos corações daquelas duas crianças. Seu silvo parecia potente lâmina a varrer o ar, e seu atrito com a pele era assaz afiada navalha. Densas bolotas de algodão numa mescla ébano-cinza adornavam o grande manto fosco de negror. As mesmas escondiam os vaga-lumes celestes e abraçavam a grande mãe de prata - que adormecia em macio berço. ~ - Está esfriando... ~ Naquele momento, não tinha muitas coisas a dizer ao amigo. Talvez, fosse mais certo deixá-lo tentar vencer suas dores com seus esforços. O destino que lhe aguardava era grande demais para ser comparado a uma perda; embora tal perda pudesse adiar o destino...Kotori-chan havia morrido, isso era imutável....mas até quando o selo que detinha as respostas para o futuro continuaria a se martirizar por aquilo? Era isso que o selo de Kouya temia. Tempo era algo que eles não dispunham em demasia, e apesar de estar deveras preocupado com o ente querido, não poderia deixar de se preocupar com o futuro de toda a humanidade - embora o seu já estivesse traçado. Talvez fosse essa a grade diferença do jovem Arisugawa. Mesmo sabendo de seu fim iminente, jamais tombara perante as adversidades e sempre esperara o amanhã de peitos abertos. Estava sempre pronto a cumprir seu calvário se isso implicasse em um mundo melhor para aqueles que amava. Buscou perscrutar melhores palavras para dizer ao amigo - num novo intuito de animá-lo, mas sentiu um pouco de medo. Kamui não estava muito animado, tampouco para ouvir as asneiras daquele homem julgado um bobo. Contudo, voltou a tocar nos ombros do amigo e tentar - de uma forma mais séria - lhe trazer à dura realidade - que por mais dura que fosse, seria apenas simples pluma a aparar a dor que sentia a criança. ~ - Kamui...por que continua a carregar uma culpa que não é sua...choramingar por um fato passado não vai modificar absolutamente nada...~ Parou por um instante. Sabia que não tinha ditos palavras de grande valor, entretanto, as mesmas eram sinceras e verdadeiras, e após inspirar um pouco de ar, voltou a falar...~ - Sabe, Kamui...se toda vez que alguma barreira se impor a ti, e tu recuares, como vais viver? Pretende tentar girar as tuas engrenagens, ou preferes deixar que o passado as gire em sentido anti-horário. Salve a si mesmo, homem...não deixe que teu futuro seja consumido pelas adversidades do passado...~ E assim, o jovem Arisugawa tentava - com palavras simples e de intensa verdade - mostrar a Shirou-kun que a vida não é apenas um grande mar florido. E do céu, leve pranto parecia descer quente...talvez fossem as lágrimas dos deuses tentando lavar a dor daquela alma e reconfortar seu espírito...~






• As palavras da Estrela de Kouya pareciam tão fracas, tão distantes... praticamente inaudíveis. Era como se nada pudesse penetrar as densas trevas que se instauravam no âmago do jovem Kamui – estava sozinho, afogando-se num mar de solidão e tristeza, como se a vida não mais tivesse sentido após a morte daquelas pessoas que davam-lhe um fulgor vívido. Balbuciava algumas palavras com a voz baixa, como se tais palavras pulassem lenta e involuntariamente de seus lábios.• “Wakaranai... Wakaranai...” • Realmente, não conseguia entender mais nada do que se passava. Tudo o que ouvia do “mundo externo” era um sussurro, este abafado pelo som da própria respiração pesada. As lágrimas rolavam devagar pelo seu rosto como se seus devidos rastros estivessem a queimar aquela alva pele, como se abrissem um fundo corte... quando caíam no chão, pareciam rubras. Era óbvio que Kamui se culpava pela morte de Kotori, afinal, esse suposto destino era seu e, por fatos decorrentes deste, ela veio a falecer - não obstante, sua mãe morrera no seu lugar.• “Mirai wa... boku no sadame desu ka?” • Por mais que pudessem entender que ele estivesse sofrendo, não podiam compreender como era a sua dor, tampouco sua intensidade. Sorata sempre soube que morreria por alguém e, sendo assim, conseguia viver sem encanar com isso – não estava escrito no futuro de Kamui que, independente de suas escolhas, não teria êxito em proteger aqueles entes queridos. Novamente, o silêncio voltava a reinar, calando até mesmo o soprar dos ventos frios daquela melancólica noite, calando até mesmo os animais noturnos que cantavam de forma nostálgica.• “Kamui... Kamui... KAMUI!” • De súbito, abria os olhos. Sua face denunciava um grande espanto – as pupilas dilatadas, o rosto pálido, os lábios tremendo. Era como se um coral de vozes desesperadas gritasse seu nome em sua mente, cada vez mais alto. De certo, algo estava a chamá-lo, era uma voz que não podia ignorar. Sentia, então, uma fisgada forte no coração – sentiu o tempo parar. Olhou em volta e viu-se pequeno no meio de muita gente grande, viu-se perdido de sua mãe: chorou em silêncio. Atônito, olhava para frente sem conseguir focar nada, como se aqueles belíssimos olhos azuis estivessem vazios.• Sorata-san... • Um progresso: notara, então, a presença de um valioso – e ainda menosprezado – amigo. Ouvia novamente todas aquelas palavras antes ditas por ele, como se aqueles sinceros dizeres longínquos começassem a se aproximar finalmente, adentrando os ouvidos de Kamui e finalmente sendo absorvidos – podiam não fazer sentido ainda, mas ele os escutava.• Por que você é um selo? • A voz era indiferente, indagando sobre toda aquela história maluca pela qual as pessoas o procuravam. Finalmente, o cenário parecia reaparecer diante de seus olhos: o céu negro, as estrelas fracas, a lua, as luzes dos postes abaixo...•








~Apesar do vilipêndio com o qual Shirou-kun as tratava, aquelas palavras - verdadeiras e carinhosas - pareciam surtir efeito no pequeno selo. As antes assas foscas safiras incrustadas em seu alvo rosto, agora denotavam tênue e bruxuleante chama. Os lábios de Sorata se abriram levemente - denotando verdadeira felicidade. Talvez, aqueles vocábulos de serena palz tivessem surtido algum efeito diante da sobeja turbulência no oceano sentimental daquela criança. O manso chuvisco de gotas mornas e agradáveis parecia verter mais forte do infinito ébano que servia de plano de fundo para aquele grande retrato. Entretanto, guardados sob a grande torre, aqueles dois selos podiam ficar a "salvos" do pranto celestial. As rajadas eólicas - antes cortantes e irredutíveis - agora eram leve brisa adocicada a acariciar as duas serenas faces. De fato, aquelas gotículas despejadas do firmamento pareciam conduzir as incertezas num fluxo fluvial com destino a um grande mar - onde morreria e abandonaria aqueles dois meninos. E os dois ali, a velejarem naquele imenso oceano que era a vida do pequenino Kamui. Eis que então, o pequenino Kamui podia ouvir uma voz inundar seu âmago e lhe fazer um convite amistoso. Apesar de leves e distantes, aquelas palavras eram audíveis e reverberavam no âmago da pequena criança. Sorata, então, sentiu sua alma fluir num eixo desconexo. Parecia fugir de sua parte física e adentrar o indecifrável - o desconhecido. Uma pequenina criança estava ali, no meio das trevas e sombras. Um denso e torpe universo de desespero e tristeza. Parecia pequeno inseto a cair em poderosa teia. Reconheceu o rosto do pequeno Kamui e então, tudo ficou claro para ele...a criança não havia crescido jamais. E de fato, aquele fardo e aqueles malditos acontecimentos eram respectivamente assaz pesado e demasiadamente dolorosos para ele. E do "corpo" do jovem Arisugawa, um filete áureo irrompia e irradiava como feixes solares a purgarem a mácula das trevas. Os olhos da pequenina criança poderiam contemplar o semblante do rapaz, e sua mão esticada a ele. O mundo parecia voltar para Shirou-kun, abraçando-o como a um filho amado. E ambas as almas pareciam seguir em uma direção e os dois órgãos vitais a pulsarem em um mesmo compasso. Das trevas, um pequeno jato luminoso eclodia, multiplicando-se em diferentes formas e tonalidades, ofuscando as trevas e criando um mundo "novo" ao jovem Kamui. Um mundo que ele recusara-se a ver durante muitos anos. O mundo ao qual era incumbido a ele o destino... E assim, O jovem Arisugawa convidando o pequeno Kamui a "renascer" para a vida, com leve e sincero sorriso estampado na face. Um verdadeiro gesto de amizade.~ - Venha, Shirou -Kun...eu te guiarei






• Aquele que decidiria o destino da Terra estava dividido entre dois mundos paralelos – o externo e o interno -, assim como ficaria dividido entre dois caminhos quando aceitasse o fardo que tinha nos ombros – Ten no Ryu ou Chi no Ryu? Por mais que a dor fosse assaz intensa, Kamui tinha de tomar uma decisão: não podia se dar ao luxo de prender-se em perdidos devaneios. Por um lado, se viesse a ser um Dragão da Terra... destruiria tudo, pela falta de alguém amado para defender – Kotori seria a sua ligação com a salvação oferecida pelos Dragões do Céu.• Sorata-san, você ainda não me respondeu. • Por mais que Sorata demonstrasse que sua preocupação ia além da proteção do “escolhido”, Kamui mantinha-se frio, impassível. Tudo era tão estranho, tão absurdo mas... se não tivesse um fundo de verdade nesse seu suposto destino, nada daquilo estaria a acontecer. Pela primeira vez... virava o rosto, deixando-o de frente ao de Sorata; olhava-o nos olhos, com um fitar fixo e sério. • Você realmente acredita nas palavras daquela vidente? Você mesmo me disse que eu deveria fazer o meu próprio destino, mas... como trilhar meu próprio caminho se só me são oferecidas duas escolhas? Sendo que eu nunca quis nenhuma destas, sendo que em ambas... eu terei de trilhar um caminho de dor e perdas? Eu não ligo pra mais nada... • E então, sua voz soava mais forte, firme, inconformada. Um semblante de raiva se delineava; Kamui levava a mão direita à camiseta de Sorata, segurava com força a gola da mesma. Seu punho, cerrado com força, estava remendo.• Me diga! • Finalmente, mostrava-se expressivo; infelizmente, era um quadro lúgubre a se pintar. Não estava disposto a seguir nenhum caminho enquanto não conseguisse entender o porquê desses acontecimentos, o porque de seu mísero nascimento. Seria mesmo justo aquilo tudo?•






~E então, com força ímpar, aquela criança agarrava a estrela de Kouya pela gola de sua camisa. Puxava-o contra seu corpo, sufocando o mesmo num misto de raiva e desespero. Indagava ao jovem Arisugawa o porquê daquilo tudo, entretanto, não obtinha respostas - ao menos instantâneas. Estava claramente descontrolado, descrente, e sem um propósito verdadeiro para continuar vivo. Além de tudo aquilo, parecia jogar seu futuro ao vento e desistir do mesmo - selando assim, o destino de toda a humanidade. Aquelas atitudes eram deveras inesperadas para Sorata. Os olhos do mesmo se arregalavam. Estava atônito e um pouco incrédulo com aquela atitude. Sabia da hostilidade de Shirou-kun, mas não acreditava que aquela criança tão perdida no "nada" renasceria com ímpeto demasiadamente agressivo e conturbado. A voz de Sorata parecia lhe fugir um pouco, diante perguntas tão delicadas e dirigidas a ele de forma abrupta. ~ - Ka...ka...mui... ~ Gaguejou um pouco, tentando esquadrinhar as respostas para aqueles "enigmas" impostos pelo selo detentor do destino da humanidade. Eram respostas complexas e ao mesmo tempo incertas. Uma verdadeira faca de dois gumes, onde o certo e o errado não existiam. Na verdade, aqueles acontecimentos não passavam de um simples "ponto de vista" e mesmo que isso fosse desconhecido para Sorata, algo no fundo de seu âmago parecia saber isso, embora estivesse adormecido. E assim, Sorata segurava o pulso do pequeno Kamui com certa força, fechando seus olhos e iniciando pequenos vocábulos tímidos ~ - Kamui...o fato de você ter dois destinos já te permite trilhar o teu caminho...eu, no fim de tudo isto, só terei um único caminho... e não diga que não liga para nada. Você acha que Kotori está sorrindo para sua alma ao ouvir você dizer tais palavras? ~ E a voz que começara frágil ganhava um ressonar potente, de verdadeiro homem. Sorata havia tocado no nome de Kotori-chan pela primeira vez, apesar de saber o quão frágil o Kamui estava. Entretanto, era necessário que o mesmo vencesse essa barreira, e não simplesmente a deixasse de lado. Ou ambos sairiam juntos daquela maldita amarra, ou ambos ficariam presos naqueles eternos grilhões.~






• Tão firme como o modo que Sorata segurava o punho de Kamui era o jeito como proferia aquelas palavras. Ao ouvir o nome daquela pessoa tão importante – a recém falecida -, os olhos de Kamui se arregalavam; era como se um baque surdo adentrasse rapidamente à sua mente e então... desse um choque no jovem. Era tudo muito doloroso, mas não o era somente para ele; se portar como se as tragédias fossem unicamente injustas para com o próprio era deveras egoísta. As lágrimas não cessavam um segundo sequer, porém, agora elas fluíam num misto de sentimentos: tristeza, saudade, solidão, amargura, incerteza, fraqueza, impotência, egoísmo, autocomiseração, miséria, angústia, culpa... Seu corpo parecia fraco, tão fraco quanto seu estado mental atual era. Progressivamente, a raiva com que seu punho era cerrado parecia ser substituída pela franqueza de um lacônico sorriso. Sim, um sorriso, porém... um sorriso triste, um sorriso de desamparo, de desespero: não podia se conformar. Logo, soltara a gola da camiseta de Sorata. Ponderara por segundos: estava sendo um cretino, estava transformando a sua dor em transtorno para aqueles que nem deveriam ter algo a ver com ela. Kamui abaixava o rosto, não conseguindo olhar o selo ao seu lado nos olhos. As franjas negras caíam por sobre o rosto, ocultando seus olhos e a vergonha que deles emanava.• Kotori... • Conseguira apenas pronunciar aquele nome, porém, só de tê-lo dito... a última lágrima que escorria parecia secar. E então, inspirava profundamente; após um suspiro, voltava a falar com intrínseca nostalgia.• Eu havia feito a minha escolha, porém, agora que a base das minhas escolhas sumiu... ela parece desmoronar em conseqüência. • Suspirava novamente e então erguia o rosto, virando-o para o extenso firmamento. Parecia buscar nas estrelas o sorriso cativante de Kotori, aquele seu jeito de viver a vida e de se importar com os outros. Ele queria proteger o mundo para ela, portanto... sabia o que deveria fazer: deveria viver por ela, proteger aquilo que ela mesma teria desejado salvar. Sem conseguir fitar o jovem Arisugawa ainda, aquele que futuramente transformaria a sua própria vida em uma kekkai voltava a falar, desta vez com um tom um pouco sério e menos negativo.• A Kotori não mostraria descaso para aqueles que pudessem vir a sofrer a dor que ela não desejava. Por que, por um instante, eu deixei de acreditar nas pessoas? No que eu me tornei? • As gotas de chuva empurradas pelo vento daquela noite pareciam desejar uma famigerada silhueta no ar; a luz das estrelas parecia brilhar mais forte e os raios lunares atravessavam as gotículas d’água com sua tonalidade prateada – refletia no ar, então, o sorriso de Kotori.• “Gomen nasai...”







Você não se tornou nada...você apenas andou perdido. Mas parece ter voltado, Shirou-kun~ E assim, a jovem criança parecia fugir - finalmente - daquele grande abismo de culpa e sofrimento. O selo de Kouya ensaiava um sorriso assaz radiante. As grandes jóias negras em sua face irradiavam um fulgor vívido. Parecia ter conseguido - de algum modo - restabelecer a sanidade naquela figura tão abatida. Os olhos do pequenino selo ainda transbordavam laivos cristalinos em uma vertente lenta e cadenciada. Seu semblante - apesar de abatido - recebera potente soco, que ironicamente lhe acordora e apaziguara a dor de seu âmago. Embora aquela dor fosse devera intrínseca para ele, as palavras de Sorata-san osculavam sua alma e provocavam voraz sucção para aquele "mundo exterior". Deveras engraçadas eram as antíteses daquela cena. Os golpes mais duros acendiam as mais cálidas chamas. Talvez, o que Shirou-kun estivesse precisando durante todo o tempo fosse um alguém que demonstrasse a ele uma nova "verdade". E ironicamente, parecia achar aquele novo mundo alternativo na alma espelhada do selo de Kouya. E em meio à angústias e nostalgia, aquela amizade de bases fracas parecia se consolidar em assaz potente rochedo.~ - Kamui...enquanto guardá-la no seu coração, ela sempre sorrirá para você... ~ E, com palavras humildes e de intensa bondade, o amistoso Sorata conseguia - ainda com um pouco de dificuldade - restaurar a vontade de viver naquele pequenino predestinado. E o bom Arisugawa se virava de lado para Kamui, apoiando-se num para-peito de metal da monumental torre e a olhar os leves borrões alaranjados que se faziam no firmamento. Ao longe, o astro rei parecia acordar com um leve "bocejo". As gotículas cristalinas de água colidindo com os primeiros feixes da manhã provocavam um belo arco-íris naquele imenso quadro. E assim, o jovem Sorata se dava ao luxo de fechar os olhos e sentir a matutina brisa a lhe acariciar a face. Sonhava acordado com dias melhores. Dias de paz com a pequena Kishuu. Embora soubesse que esse dia jamais chegaria para ele...~ - Kamui...eu sou feliz, pois tenho vocês ao meu lado...






• Mantinha os olhos fechados, sentindo aquela brisa fria a bater em seu rosto, tremular seus cabelos, a se tornar lentamente mais cálida assim que o Sol saía do manto de sombras e fazia nascer a bela manhã. Um novo dia surgia... sempre surgiria um novo dia, um novo recomeço. Kamui estava decidido a permitir-se seguir em frente, viver outros dias – Kotori se manteria viva enquanto refletisse seu âmago nas atitudes do jovem Shirou. Sorata era um jovem de alma pura, bondoso, espirituoso... o que ele fizera fora algo simples, porém, que ninguém havia conseguido antes: amigavelmente, foi ele que deu o tapa na cara que Kamui precisava para acordar. Por causa de Kotori, ele notava que precisava viver, se erguer daquele poço de tristeza e desespero – Sorata o conduzira à isso. Finalmente, após muito tempo, aquela criança virava seu rosto para a Estrela de Kouya, fitando-o nos olhos. Aquelas piscinas de profundo azul pareciam cintilar de modo determinado.• Doumo arigatou gozaimasu... Sorata-san. • E, pela primeira vez, o selo pôde ver um sorriso sincero a se delinear na delicada – e antes sempre fria – face de Kamui. Estendeu a mão ao amigo – sim, havia começado a entender o peso daquela palavra: amizade. • “Enquanto eu viver, se assim for o meu destino, eu protegerei o mundo pelo qual você tinha tanta paixão de viver, Kotori. Que mais pássaros voem graciosamente pelo céu, cativando-nos com seu canto de alegria.” • Voltava a olhar para o céu, vendo então aquela mescla de cores maravilhosas a pintar um quadro novo. Um magnânimo arco-irís se espalhava pelo ar, como se fosse a felicidade da alma de Kotori ao ver Kamui agindo daquela forma. O fardo era pesado, porém, nunca o enfrentaria sozinho. Era apenas mais uma queda que havia superado num longo caminho, porém... a soma de todas as dores e medos o levaria à uma paz e plenitude incomensuráveis.•


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•Amamiya Shun•AS•
Pato de Circo ;__;

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Local: Porto Alegre - RS - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 09/02/2006 11:57:00 PM

Os separadores de chat do Aoshi! HAEIUHIAEUHIAEUHAIUEHAIEUHIAEUHAEI!

Estranho me ver sem ser Sorata. o__o
Mas tu fez um bom Sorata. Valeu por aceitar o convite-quase-ordem pro jogo, dude. Tava precisando turnar. ^.~

Jogos de interpretação rules. Bom jogar contigo. =D


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___mizar no syd ~
Pato de Circo ;__;

Postagens: 81
Registro: 30/01/2006
Local: Asgard - SP - BrasilSexo Masculino
 Postado em 11/02/2006 3:12:00 AM

Terminei de ler agora... já tinha acompanhado boa parte do negócio no chat mesmo e acho desnecessário comentar sobre, né? É esse tipo de jogo que me faz não odiar X/1999 simplesmente por Tokyo Babylon ser MIL VEZES melhor.

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Daltro, Verseau×AS
Pato de Circo ;__;

Postagens: 109
Registro: 30/01/2006
Local: Asengard - - Brasil
Idade: 29 anosSexo Masculino
 Postado em 15/04/2006 6:55:00 PM

Dahora... Mesmo...!

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