FUNCIONAMENTO DA LEI DO KARMA
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Tópico: FUNCIONAMENTO DA LEI DO KARMA
Dandarê
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 Postado em 13/12/2005 12:28:00 PM

MIMENEKENU JIPANGI

Dando continuidade ao assunto:

FUNCIONAMENTO DA LEI DO CARMA



Podemos distinguir três fatores no fenômeno cármico:
a. O agente,
b. O ato,
c. O efeito.

Agente é aquele que exerce uma ação. Deve ser analisado nos seus aspectos:
1. Nível evolutivo do agente,
2. Circunstâncias que levam o agente à ação, e
3. Meio ambiente em que o agente se movimenta

a.1.) O nível evolutivo do agente determina o que exatamente pode-se esperar dele. Tudo o que fizer acima deste nível é carma positivo. Tudo o que fizer abaixo, é carma negativo. Podemos ver então, que o carma é proporcional ao nível evolutivo de cada ser. Se fizermos uma escala de um a dez, situando no grau um o selvagem recém saído da animalidade e, no grau dez a figura de São Francisco de Assis, criaremos uma escala de valores que facilita a compreensão do fenômeno. Exemplo: Um determinado homem situado no grau quatro comete um ato de nível seis. Para ele é uma ação altamente evolutiva e cria carma positivo. Outro homem, situado no grau oito, comete o mesmo ato, ou seja um ato de grau seis. Para ele é um ato anti-evolutivo e gerará um carma negativo.

A Lei de Deus é tão sábia que não exige nem um infinitésimo a mais do que um ser possa dar, mas também não aceita a metade de um infinitésimo a menos. O altruísmo no santo é instinto e o seu trabalho, sua luta, situa-se em níveis superiores, além da nossa concepção.

Podemos extrair duas marcantes lições do que acima foi exposto. Primeiro: Para podermos julgar, deveríamos ser grandes sábios, ao ponto de conhecer a exata posição evolutiva do agente. Como não somos, não devemos julgar. Os que são suficientemente sábios não julgam; eles compreendem e ajudam. Segundo: Confirmação de uma lei do espiritualismo que sobrevive no tempo e em todas as escolas, ou seja, que o espírito evolue sempre. Quando cometemos um ato abaixo do nosso nível evolutivo, o resultado é a dor, que obriga o ser a recuar e reencontrar o rumo correto. Mas, quando o ser pratica um ato, ou uma série de atos acima do seu nível evolutivo, a sua recompensa imediata é a subida para um nível superior, com novas responsabilidades e potencialidades. Não há involução, que é aparente, ou momentânea, mas apenas o recuo necessário para uma retomada de posição. É da Lei: ou evoluímos amando, ou evoluímos sofrendo, porquanto o essencial é evoluir.

a.2.) Quanto às circunstâncias que levam o agente à ação, podemos dizer que, até a justiça humana, tão deficiente em relação à justiça divina, leva em consideração as circunstâncias atenuantes e agravantes que envolvem uma determinada ação. Mais um motivo para "não julgar", pois é praticamente impossível determinar as circunstâncias que determinam uma ação, sem conhecer os seus antecedentes.

a.3.) Quanto ao meio em que se desenvolve a ação, trata-se de um fator decisivo. Um ato praticado em um determinado meio pode ser inofensivo e, este mesmo ato, praticado em outro meio, pode ser ofensivo.

b) Analisado o agente, podemos agora analisar o ato em si. Assim como o agente é ativo, o ato é neutro. Caindo da janela do décimo andar de um edifício, morrerá tanto o justo como o injusto, o sábio como o ignorante, o bom como o mau. O ato de cair é igual para todos. O que determina a diferença evolutiva entre os que cairam é o modo como cada um reage à queda.

c) Assim como o agente é ativo e o ato é neutro, o efeito é passivo. Uma vez lançada uma trajetória de um corpo no espaço, só uma outra força poderá modificar a sua direção e velocidade. Na passividade do efeito está a sua força. Quem pode contra quem não reage? Quem pode contra a água, que não opõe resistência, mas que tudo envolve? Quem pode contra uma muralha que não se mexe? Eis a explicação do "ahinsa", a não-reação!

Assim é a Lei de Deus. Tudo o que fizermos contra Ela, será contra nós mesmos. O mal, quem faz, o faz a si próprio e o bem, quem o faz, faz a todos e, principalmente, a si próprio.

Continua no tópico FORMAS DA LEI DO KARMA

Jindandu

Dandarê




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