LEI DO KARMA - INTRODUÇÃO
 PROGRAMA NOS CAMINHOS DE NZAMBI
 NOS CAMINHOS DE NZAMBI
 Estudo Histórico-Científico das Religiões Afro-Brasileiras
 LEI DO KARMA - INTRODUÇÃO
  Registrar   Ajuda   Login

Tópico AnteriorTópico Anterior - Próximo TópicoPróximo Tópico
Tópico com 297 visitas
Autor
Tópico: LEI DO KARMA - INTRODUÇÃO
Dandarê
Membro Pleno

Postagens: 210
Registro: 19/07/2005
Local: Salvador -Bahia - BA - BrasilSexo Feminino
 Postado em 13/12/2005 12:17:00 PM

Mimenekenu jipangi

Incentivada pelas palavras do Tata Toindé na "Apresentação" deste tópico, resolvi dar a minha contribuição em 3 Tópicoss: Introdução, Funcionamento da Lei do Karma e Formas da Lei do Karma, na visão de eméritos estudiosos do assunto.

Sugiro aos interessados pelo estudo do assunto que procurem outros textos para anlisarmos e discutirmos.

LEI DO KARMA



Trabalho elaborado por:SÉRGIO GIULIETTO
Revisão de:FERDINANDO RUZZANTE NETTO
São Paulo, Abril/1995


INTRODUÇÃO


A palavra carma tem sua origem na raiz sânscrita "kri", que significa, literalmente, ação, ato. Sabe-se que toda ação provoca uma reação e esta por sua vez, condiciona ou impulsiona um novo e determinado tipo de ação, o qual provoca nova reação, e assim sucessivamente.

Somos o produto do nosso passado. Tudo o que temos ou não temos, tudo o que sofremos, que sabemos ou não sabemos, é resultado de nossas ações anteriores. Isto não significa que o nosso destino esteja traçado deterministicamente. Temos duas liberdades: a primeira consistiria na forma com que aceitamos os resultados de nossas ações anteriores e, a segunda, a liberdade que temos para nortear as nossas ações presentes, de tal forma que provoquem reações mais suaves no futuro.

O fenômeno cármico pode ser comparado com a imagem de um menino atirando pedras no espaço. A força com que uma pedra é atirada, o seu tamanho e a sua direção dependem da vontade, ou seja, do livre-arbítrio de quem a atira. A trajetória desta pedra no espaço depende do meio ambiente que atravessa e da lei da gravidade. Todo ser é livre para atirar uma pedra no tamanho, na forma e direção que quiser. Aí cessa a sua intervenção no fenômeno. A trajetória dessa pedra, a partir do momento em que ela sai da sua mão, já não lhe pertence e segue leis que fogem ao seu controle imediato, mas as conseqüências que esta pedra provoca em seu caminho são de inteira responsabilidade de quem a atirou.

Podemos, em determinado momento de nossa existência, desistir de atirar pedras ou aprender a atirá-las de forma útil e correta. Esta atitude não nos livrará das conseqüências das ações anteriores, porém será uma capitalização que renderá bons dividendos no futuro.

Exemplo: Vamos supor que entremos na posse de um terreno abandonado e nele queiramos plantar um pomar. Inicialmente, teríamos que ir limpando gradativamente o terreno, plantando nos lugares certos e de forma correta, as árvores frutíferas. Se plantarmos uma por dia, no fim de um ano teremos 365 árvores, que ainda não produzem frutos. A um observador desavisado que olhasse o terreno ao fim deste ano de plantio, nada ou pouca coisa teria mudado. Mas, se continuarmos o nosso trabalho, mais outro ano, mais outro século, mais outro milênio, ou por quanto tempo queiramos, dia virá em que todo o terreno se transformará em um útil pomar, resultado de um trabalho diário, constante, contínuo, pouco espetacular e singularmente eficiente.

Tudo isto nos leva a analisar o conceito de absolvição dos pecados, através do arrependimento e da confissão. A idéia é magnífica e certamente inspirada em planos mais elevados. Leva o indivíduo a libertar-se de uma carga mórbida de culpa que o paralisaria. Leva também a aceitação do destino atual, com suas dores e angústias, com a resignação que só os que sabem que estão errados podem ter. Leva ainda ao desejo e, com o tempo, ao fato, de evitar-se a repetição dos mesmos erros que, por sua vez, levariam a situação semelhante. A primeira conseqüência foi encampada pela moderna ciência da Psicanálise, aliviando tensões excessivas e angústias improdutivas. A segunda e a terceira conseqüências são as condições de liberdade que temos de aceitação do destino atual e a capacidade de, com nossas ações presentes, forjar um destino mais evoluído e inteligente no futuro.

Com estas noções preliminares expostas, podemos agora analisar um aspecto pouco difundido da Lei do Carma, ou seja, a possibilidade de existir um carma negativo e um carma positivo. Em primeiro lugar, todos os fenômenos da natureza se apresentam sob o aspecto dualístico de negativo e positivo, e o carma não é e nem poderia ser uma exceção. Em segundo lugar, é um absurdo imaginarmos Deus, ou as Leis que o representam, cobrando contas dos seres que cometem erros, proporcionais aos seus estágios evolutivos. Não podemos esquecer que a Lei do Carma é função da lei maior que é a Lei da Evolução, a qual rege todo o Universo criado. Assim sendo, desde que o ser aprenda a lição e pague os seus débitos "até o último centavo", seu carma está liberado. "Vá e não peques mais", foi a ordem dada a Maria de Magdala e a todos nós. Vá, o seu carma está liberado, e não peques mais, ou seja, não crie novo carma.

Assim, podemos concluir que o débito contraído com um determinado indivíduo pode ser resgatado em indivíduos diferentes. Exemplificando: não é por termos assassinado alguém em uma das encarnações anteriores que devemos ser assassinados nesta encarnação por esta mesma pessoa. Imaginemos que a Providência Divina seja um grande Banco, onde podemos sacar e depositar quantias em dinheiro. O dinheiro que sacamos, ou seja, o mal que fazemos, poderá ser pago na ajuda aos necessitados do presente. Se assim não fora, como pagaríamos o crime cometido contra Jesus? Ele mesmo nos deu a resposta: "amando ao próximo, como a si mesmo".

Outro conceito difundido de forma errônea, é a ligação que se faz entre carma e dor. Carma nem sempre é dor. Pode ser alegria do dever cumprido, da dívida resgatada, do irmão ajudado nas inúmeras formas que um irmão pode ajudar o outro. Quem está consciente de uma dívida e um dia pode pagá-la, este é um dia de alegria. Acontece que, neste planeta, nesta época, os credores são poucos e os devedores são muitos, confundindo-se o carma com resgate obrigatório e, portanto, doloroso.

Finalizando, podemos afirmar que não existe pessoas ou grupos cuidando da aplicação da Lei do Carma. Esta Lei, aliás como todas as Leis que regulam o funcionamento da Criação, funcionam automaticamente de forma independente de fiscalizações ou aplicações de terceiros. Como toda Lei, pode ser contrabalançada, adiada ou contestada, mas nunca iludida. Como exemplo temos a lei da gravidade, que pode ser contrabalançada por outro tipo de energia que a equilibre ou a supere, mas ela continua existindo e atuando (cessada a força que a contrabalança, imediatamente a gravidade agirá). Assim, também o Carma poderá ser contrabalançado e adiado, mas em qualquer dia, em qualquer lugar de qualquer tempo, deverá ser resgatado, até o último centavo, pois as Leis de Deus são sábias, iniludíveis, inelutáveis e trabalham pela evolução do homem, dos seres e de todas as coisas.

Vejam a Continuação do assunto no tópico "FUNCIONAMENTO DA LEI DO KARMA "

Jindandu

Dandarê


IP Logado
 Todos os horários são de Brasília (GMT -03:00)
 Nova Mensagem desde a sua Última Visita.
[***] Palavra proibida pelo moderador do Grupo de Discussão

Tópico AnteriorTópico Anterior - Próximo TópicoPróximo Tópico

Volta para o Topo da Página



Forum Now! - Criar seu forum grátis