O quê você faria??
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Tópico com 423 visitas e 10 mensagens
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Tópico: O quê você faria??
Makota Lembanilé
Membro Junior

Postagens: 74
Registro: 21/03/2005
Local: RIO DE JANEIRO - RJ - Brasil
Idade: 41 anosSexo Feminino
 Postado em 07/08/2005 10:10:00 PM

Caros irmãos,

Na enquete de hoje, direcionamos o ouvinte à seguinte questão:

"Se você pudesse, o quê faria para melhorar a religião??"

"Melhorar" em inúmeros sentidos....

Vimos que a maioria sente que há uma forte necessidade de união e respeito aos adeptos...

E vocês, o que mudariam?

Um dia, pretendo implantar em meus alunos, conhecimentos culturais à respeito das religiões afro-descendentes, para que evoluam como seres humanos inteligentes, capazes de discernir as opiniões que lhes chegarem, independente dos meios e dos emissores.


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Kalunga
Membro Junior

Postagens: 56
Registro: 02/08/2005
Local: Santos - SP - Brasil
Idade: 51 anosSexo Feminino
 Postado em 10/08/2005 5:11:00 PM

Mimenekenu kiami jipange

A minha opinião sobre o assunto é um tanto anormal (dizem), porém, sempre achei essa coisa de separação de raizes a causadora principal dessa desunião, posso estar equivocada, mas temos de falar a verdade, os seguidores de uma determinada raiz, sempre querem ser mais que as outras, até mesmo, os pertencentes a mesma raiz, porém, alocados em outras regiões, são totalmente discriminados, mas raiz não fala, não pratica, não mede força, não tem ações senão devida aos próprios mantenedores e ou seguidores delas.
Não é muito normal as pessoas dizerem ser somente da Nação Angola, ou Nação Angola e Kongo, pois sempre vem precedida ... sou da raiz tal, ou se não é falado, pergunta-se: Qual a sua raiz?, e se não é falada a localidade (estado) a pergunta vem: Mais de onde? ... e muitas vezes, não é no intuito somente de saber a origem.
Então, se um dia eu pudesse fazer algo quanto a isso, todos seriam simplismente seguidores da Nação de Raiz Angola e Kongo, creio que assim ficariamos mais unidos, sem medição de força alguma, pq jamais irá existir a união se nós mesmos não nos respeitarmos.

Essa é uma das minhas opiniões sobre o assunto.
jindandu

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Roxi Dizelele
Membro Iniciante

Postagens: 9
Registro: 02/08/2005
Local: Rio de Janeiro - - Brasil
Idade: 56 anosSexo Feminino
 Postado em 10/08/2005 9:27:00 PM

Makuiu a todos,

Penso que o diálogo em nossa religião assim como em nossa vida cotidiana é fundamental, acho que eu faria pela nossa Nação era realmente sempre dialogar,procurar ouvir os mais novos e os mais velhos , e tentar diminuir essa grande diferença hierárquica que sabemos que existe, muita vaidade e pouca essência.

Para "melhorar" nossa religião teria que anular esses "pais de santo" que fazem do santo um meio de vida, que acham que são os donos da verdade, mas aí seria demais teria que melhorar a condição humana, e como diz minha mãe consciência não se põe em ninguém , se nasce com ela.

Gostaria também que os seguidores se interassem mais sobre a cultura bantu, que buscasse mais a respeito da Nação Angola KOngo.

Ke Nzambi beka muvó.


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Tata Toindé
Membro Pleno

Postagens: 239
Registro: 20/03/2005
Local: RIO DE JANEIRO - RJ - Brasil
Idade: 39 anosSexo Masculino
 Postado em 13/08/2005

Mukuiú jipanjes


Faria de nossas Jinzos instituições de ensino de forma que um iniciado possa realmente cumprir seu período iniciático como se fosse uma verdadeira preparação para o sacerdócio.
Se a ele fosse ensinado não só os rituais, mas a cultura, o amor ao próximo, e a responsabilidade e respeito para com um Nkise, seja no mutue de uma munzenza ou no mutue de um sacerdote.
Desta forma, acho que o futuro de nossa religião estaria garantido.

Kandandu

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Ilma
Membro Iniciante

Postagens: 31
Registro: 20/07/2005
Local: Salvador - BA - Brasil
Idade: 60 anosSexo Feminino
 Postado em 14/08/2005 1:00:00 PM

Mukuiu meu Tata,

Concordo em numero e grau c/ tudo que disse, acho que também faria dessa forma.

Saudações,

Ilma.

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Tata Obalumbi
Membro Pleno

Postagens: 220
Registro: 19/07/2005
Local: RJ - RJ - Brasil
Idade: 28 anosSexo Masculino
 Postado em 14/08/2005 1:38:00 PM

Mokoiu a todos.
Eu unificaria + as pessoas do mesmo culto, mostrava o lado bom de nossa religião e mostrava que nao é nada daquilo que as pessoas q nao entendem dizem...
Um dos fatores que nós ja estamos fazendo que é o resgate de nossa cultura Bantu, com o resgate, com o estudo nós temos + do que falar sobre nossa nação ''religiao''...
Outra coisa que eu também sou a favor além do resgate que é cada inzo fazer um grupo de estudos com os iniciados, isso na minha inzo nós fazemos é muito bom, interessante.
Eu já vi iniciados no candomblé que quando fui perguntar a raíz dele ele não soube me responder aí eu perguntei a nação dele e ele também não soube me responder então eu faria com que as pessoas tivessem + interesse em aprender...
Essa é a minha opnião.
Kandandu kibuku kissinavuru ngunzu kala muki
Tata Obalumbi

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Kissuanga
Membro Iniciante

Postagens: 4
Registro: 28/07/2005
Local: São Vicente - SP - Brasil
Idade: 64 anosSexo Feminino
 Postado em 14/08/2005 8:14:00 PM

Kuzandio a todos
Acho que não deveria haver separação de raiz,todos nos deveriamos pertencer a uma unica familia e assim estudar e conhecer os principios e diretrizes dela.O que adianta tanta separação se existe tantas pessoas perdidas confundindo tudo e não sabendo absolutamente nada.Fica dificil mesmo uma minoria tentar união se algumas pessoas não sabe o verdadeiro sentido desta palavra.Um abraço a todos
Kissuanga

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jmm
Membro Iniciante

Postagens: 7
Registro: 18/08/2005
Local: coaraci - BA - Brasil
Idade: 56 anosSexo Masculino
 Postado em 22/08/2005 3:21:00 PM

Makuiu a todos

Em primeiro lugar, o ideal seria fazer um trabalho de conscientizaçao com os tatas de inkisse, para que cada um procurasse ser o orientador espiritual. nao um general cheio de ditaduras e prepotencias, que muitas vezes esquecem que estao lidando com seres humanos,esses mesmos, que estao precisando de palavras amiga, compreençao e orientaçao, nao, serem assustados com as arrogancias de alguns, ou até mesmo com ideias de que os inkisses, orixais,voduns ou encantados sao carascos e vingativos.
Gostaria muito que hovesse bom censo e ,se possivel implantassemos o DÍZIMO. Pois com o mesmo e, a seriedade de cada líder de um terreiro falicitaria muito nos cumprimentos das etapas das obrigações .
Espero ter contibuido, se não posso exclarecer.
Tata zezinho

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Dandarê
Membro Pleno

Postagens: 210
Registro: 19/07/2005
Local: Salvador -Bahia - BA - BrasilSexo Feminino
 Postado em 27/08/2005 1:15:00 PM

Mimenekenu Jipangi

EU TENHO UM SONHO! Um dia vou implantar no meu Terreiro uma Escola de Iniciação, semelhante às escolas que existiam na África. Vejam um trecho de uma das minhas fontes de inspiração:

No passado havia escolas para os jovens, meninos e rapazolas, as quais correspondiam às Escolas de Iniciação do Vhusha e do Tshikanda das meninas; era a escola da circuncisão, o Murundu. Mas por volta de 1956 estas tinham sido substituídas pela instrução das Escolas das Missões e da Escola Pública.

Murundu era uma Escola de Iniciação para Meninos sob o controle de Curandeiros de Venda. Quando Blacking (Etnomusicólogo) empreendeu sua pesquisa (1956-58), esta instituição já tinha se tornado obsoleta.

O ciclo da iniciação poderia durar entre um a quatro anos para qualquer menina. A primeira fase da iniciação, chamava-se Vhusha e acontecia regularmente nas Casas de Conselho dos régulas locais. Sempre que uma menina da comunidade do Distrito, menstruava, eram feitos pedidos à sua família para que ela fosse mandada para ser iniciada.

(Observem que é institucional. É o Estado que convoca).Implantar uma escola dessa no Brasil, somente seria possivel sendo esta mantida por uma Fundação ou uma ONG. Sonhos, sonhos!!!


O Domba, a terceira fase e final da iniciação, acontecia a cada quatro ou cinco anos nas Capitais dos Chefes e de régulas importantes. Era precedido pelo Tshikanda, que ocorria nos mesmos lugares que o Vhusha.

O Tshikanda durava um mês inteiro na escola, cuja a finalidade principal era relembrar as canções e as danças do Vhusha, e as meninas das famílias dos régulas e do povo recebiam o mesmo fundamento.

Vhusha era um rito antigo de Venda, que as famílias dos governantes encontraram quando chegaram em Venda no século XVIII.

Todas as meninas cristãs ou não-cristãs atendiam a convocação de formas que todas deveriam estar iniciadas antes da união (casamento).

(Observe-se aqui que a iniciação nos ritos tradicionais, ocorre mesmo entre as meninas cristãs, pois entendem que ser cristã é uma religião, enquanto a iniciação é o conhecimento básico da magia e uma instrução de preparo e aprimoramento comportamental para a vida, principalmente a de casada ). .

O trabalho desse Etnomusicólogo de Guilford é muito detalhado e explica "quase" tudo o que era feito em cada fase, rituais, musicas, danças, indumentárias, etc. As meninas saiam da escola "prontas" para enfrentar a vida e sobretudo.... conhecedoras da magia: como fazer os encantamentos num fuzil de caça, num arco/setas, lanças, como preparar um homem para a guerra, como fazer chover, como se tornar invisivel para as feras... é muuuito interessante mesmo .

Eles dramatizam fatos da vida ensinando a solucioná-los durante a reclusão para a iniciação. Inclusive ensinam todas as LEIS, CHAMADAS MILAYO.

Nas leis do milayo do Domba, as características naturais do campo foram rebatizadas como partes de um corpo humano, que foi treinado para dançar, rufar e cantar. Começando pelo Vhusha e finalizando com o Domba, vemos como cada menina se sente experienciando os primeiros sinais de maturidade sexual com uma série de etapas que culminam numa participação maciça da comunidade no renascimento simbólico de cada noviça.

Vhusha, Tshikanda e Domba constituíram um singular espetáculo de dança-música-drama, um grande evento multi-midia, comparável em objetivo e imaginação ao Ciclo do Anel,(lembram do filme passado recentemente???), mas compartilhado e executado por todos os membros da comunidade e não somente por uma elite de artistas.

O que era mesmo mais notável era que todas os atos (das dramatizações) estiveram relacionados e expressaram as intenções através do corpo de dança! Os estilos contrastantes de movimentos da dança no Vhusha e no Domba expressaram simbólica e precisamente as intenções educacionais das escolas de iniciação.

Pois é minha gente: ENTENDO QUE SOMENTE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO se pode efetivamente mudar para melhor o ser humano e como consequencia suas instituições. No caso em pauta, em nada magoariamos os mais valhos e muito menos os ancestrais, pois a idéia original é deles. Com uma escola bem estruturada como essa inspiradora, talvez pudessemos entrar numa nova era do Candomblé.

KOLODIÁ!!!!
(Quem sabe o dia de amanhã?)

Jindandu

Dandarê



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Dandarê
Membro Pleno

Postagens: 210
Registro: 19/07/2005
Local: Salvador -Bahia - BA - BrasilSexo Feminino
 Postado em 16/09/2005 9:11:00 AM

ATUALIZANDO

DANDARÊ

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