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Tópico: Cão Comunitário
Ana
Demarcando território

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Idade: 46 anosSexo Feminino
 Postado em 13/02/2006 6:12:00 PM


Cães comunitários
[por Deborah Giannini]
Matéria da Revista da Folha, 12/02/2006


Ele não é de ninguém. Não se sabe de onde veio nem por que decidiu ficar. Mas, desde que adotou a esquina das ruas Jacurici com a Mário Ferraz, no Itaim Bibi, como sua casa, o vira-lata Sushi tem retratado com perfeição uma categoria de pet pouco falada, mas muito comum: o "cão comunitário".

Embora não tenham dono nem casa, não lhes faltam cuidados: um vizinho dá comida, o outro, banho, um terceiro, medicação. Há quatro meses, quando apareceu por ali, Sushi era um cachorro sofrido, descrevem os moradores do bairro. "Estava caquético, quase no último estágio. Tinha sarna, pulga, carrapato e anemia", conta Cleusa Souza, proprietária da pet shop Cãobeleireiro, localizada na região.

Aparentando seis anos de idade e experiência em viver na rua, o animal escolheu a sombra de uma lixeira para morar. "Vi aquele cachorro preto na porta do prédio e, como tenho uma cachorrinha, passei longe. Mas ele ficou quietinho. Comecei a observá-lo, e todos passaram a comentar no prédio", conta a artesã Dione Medeiros, 60.

Lideradas pela nutricionista Maria Hercília Penteado, 61, seis condôminas fizeram uma "caixinha" para tratar o cão. "Eu adoro cachorro. Tudo quanto é cão que aparece eu trato. Todo mundo tinha medo de pôr a mão nele, e eu resolvi levá-lo para dar banho. Foi pior que o touro Bandido ('personagem' da novela 'América', da Globo), ele dava saltos ornamentais", diz.

Da pet shop, ele ganhou coleira de couro, cobertor e comedouro. "Roubaram tudo. Estão roubando até cachorro de rua", lamenta Wagner Souza, do Cãobeleireiro.

Mas comida não falta. Até croquete da doceria Brunella já foi visto no seu prato. "O sonho de consumo dos meus cachorros é comer a comida dele", brinca Maria Hercília, que tem três basset hound. O nome Sushi foi uma homenagem a um restaurante japonês, o primeiro a lhe dar comida. Por sinal, recusada: "Deram uma posta de salmão e ele não quis", lembra.

Cleusa, da pet shop, se preocupa. "Não quero me apegar muito, porque sofri quando o Chumbinho morreu", diz, referindo-se a outro "cão comunitário" que viveu no bairro e morreu atropelado seis anos atrás.

"Se não houvesse os riscos de viver na rua, acho que ele ficaria feliz como está. Não sei se ele ficaria bem preso, é meio 'easy rider'", acredita Maria Hercília. "Ele despertou um sentimento coletivo, acabou integrando as pessoas. Tinha gente que eu achava antipática no bairro e que veio falar comigo depois que ele apareceu."

No andaime Há oito meses, Anapolina invadiu um canteiro de obras na marginal Pinheiros e ganhou a simpatia dos operários, que dividiam com ela a própria comida. Ali, ela escolheu um container como casa e deu à luz dois filhotes, adotados por um dos trabalhadores. "Ela tinha muita sarna, então pedimos dinheiro ao engenheiro para comprar remédio. Eu mesmo apliquei", conta o chefe de obras Alan Teixeira, 50.

Com o avanço da construção, chegaram a vendedora Vanessa Cristina de Jesus, 23, que passou a trazer ração, e o segurança Adalberto Ponzetto, 43, a quem a cadela adotou como "dono". "Foi uma adoção contrária. Ela gosta de me acompanhar. Fica aqui na porta", conta.

Parece mesmo que Anapolina é da "firma". Até crachá tem. Alguém colocou em seu pesçoco uma identidade encontrada na obra, dessas que imitam um RG, com a identificação do Anápolis, time de futebol de Goiás. Desde então, virou Anapolina.

Mas é outra cujo "futuro" desperta preocupação. "A gente gostaria muito que ela ficasse, mas, com a inauguração da loja, não há mais lugar para ela. Pensei em adotar, mas já tenho seis cães em casa. Nossa esperança é que uma ONG de adoção de animais com que entramos em contato venha buscá-la", diz Vanessa.

http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf1202200609.htm


Aqui na minha rua tinha um gatinho "comunitário", o Joãozinho, que foi encontrado pelo segurança do bairro.
Como o Joãozinho não era castrado e brigava demais com os outros gatos, principalmente com o Mel (que, diga-se de passagem, não é flor que se cheire), a gente fez uma vaquinha pra castra-lo e ele acabou sendo adotado por uma vizinha nossa. Isso faz uns 2~3 meses.

Há alguns anos apareceu por aqui um cãozinho vira-latas, o Danton, que foi adotado por um senhor que morava aqui perto. Hoje ele vive num sítio em Sorocaba, na maior paparicação.


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mika
Filhotinho

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Idade: 36 anosSexo Feminino
 Postado em 17/02/2006 11:01:00 AM

Ontem passou essa reportagem no Tudo a Ver da Record!!!
Vi o Sushi!!! Ele é bm velhinho... bonitinho, calminho...

Bjs...

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Ana
Demarcando território

Postagens: 372
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Idade: 46 anosSexo Feminino
 Postado em 18/02/2006 11:42:00 AM

Agora fiquei pensando: O assunto desse tópico podia ser "Cãomunitário", né? rsss

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Débora
Demarcando território

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Idade: 36 anosSexo Feminino
 Postado em 19/02/2006 6:36:00 AM

Legal essas histórias! Aqui no inteiror do Estado, onde minha família mora, também tem uma cadelinha comunitária, o nome dela é Florzinha. Minha sogra é a pessoa que mais cuida dela, principalmente quando o assunto é doar os filhotes! E sempre que dá, a gente compra injeção anticoncepcional pra ela, eu sei que o melhor seria castrá-la, mas falta grana, castrar cadela é mais caro!

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mika
Filhotinho

Postagens: 84
Registro: 24/08/2005
Local: São Paulo - SP - Brasil
Idade: 36 anosSexo Feminino
 Postado em 19/02/2006 9:18:00 AM

Bianca, não sei qto custa esse anticoncepcionais, mas vale mais a pena castrar com certeza. Não sei se vc sabe, mas esse anticoncepcionais aumentam muito a incidência d câncer!!!
Uma castração aqui em SP custa em torno d 50 reais, isso feito em veterinários q cobram preço d custo! Dependendo do preço do anticoncepcional, vale a pena guardar esse dinheiro e castrar! Até msm pq depois qm vai cuidar dela qdo ela tiver câncer???

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Débora
Demarcando território

Postagens: 751
Registro: 29/12/2004
Local: Vitória - ES - Brasil
Idade: 36 anosSexo Feminino
 Postado em 21/02/2006 12:03:00 PM

Eu sei sobre os riscos! Mas doar filhotes não é fácil e deixá-los sofrendo na rua traz consequências terríveis também! Mas estamos procurando um vet que faz a preço de custo!

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